UM PORTO NADA ALEGRE – POR EMERSON LEANDRO SILVA

A grande verdade é que o Vitória foi a passeio a Porto Alegre, e não é exagero dizer que o mais justo seria ter voltado com uma sacola de gols nas costas e a certeza de que há muito a ser feito. Há uma espécie de bipolaridade postural na equipe do Vitória que aumenta a cada quilômetro de distância que o time está do Barradão. Ontem, todo o nosso elenco decidiu ser um mero espectador do jogo do bom time do Grêmio.

Com exceção dos primeiros oito minutos do segundo tempo, em que surgiu uma fagulha de esperança de que poderíamos pontuar diante dos caras, nada de produtivo foi feito por nós. Esses oito minutos foram o máximo que as correções feitas por Jair Ventura no intervalo conseguiram nos dar. Para mim, ele, Baralhas, Arcanjo e Matheusinho, que mais uma vez carregou o time nas costas, são os personagens que saem ilesos do vexatório comportamento de ontem.

ENTRE O QUE SABEMOS E O QUE CONSEGUIMOS

O torcedor do Vitória consciente sabe das limitações técnicas do nosso elenco. Sabe também que o Grêmio, assim como a imensa maioria dos times da Série A, é quilometricamente superior a nós em diversos aspectos. Nossas virtudes são a vontade de vencer, a consciência de nossas limitações e um plano de jogo reativo, baseado nas fraquezas dos nossos adversários.

Tínhamos o plano, a consciência, mas nos faltou garra.

A pressão que o Grêmio faz na saída de bola é sabida por todos os seus adversários e, a meu ver, já que não conseguimos ganhar um duelo no meio de campo no primeiro tempo, era para ter vindo do vestiário com Renzo no lugar de Kayzer e apostar na capacidade do argentino de vencer duelos após os lançamentos de Arcanjo.

Jair decidiu corrigir nossa inoperância fazendo com que Matheusinho, Martinez e Erick viessem buscar a bola na nossa intermediária defensiva e apostar em lançamentos nas costas dos laterais dos caras, que têm dificuldade de recompor. Deu quase certo e, aos oito minutos, Martinez recebe uma bola açucarada de Erick e desperdiça nossa melhor chance de fazer algo na partida.

No lance seguinte, após mais um erro de Camutanga, (que já havia feito um gol contra) o Grêmio ampliou o placar e fez valer a máxima de que não há espaços para erros na Série A. Ontem, graças à partida desastrosa de Camutanga e Nathan Mendes, dois erros nos custaram o placar final. Jair ainda tentou, com as entradas de Cantalapiedra, Tarzia, Pato, Renzo e Fabri, achar um contra-ataque que nos fizesse entrar no jogo.

Mas, quando você povoa a área de atacantes, o mínimo que se espera é que seus laterais saibam cruzar a bola na área. Nós sabemos que Nathan é incapaz de apoiar, e Ramon, que consegue chegar muitas vezes ao último terço, não acerta um cruzamento. Dito isso, o que vimos no segundo tempo foi um jogo picotado, erros bobos de passes e o Grêmio, em ritmo de treino, dominando a partida e garantindo mais três pontos, além de manter o tabu de não perder para a gente em Porto Alegre há uma década.

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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UM PORTO NADA ALEGRE – POR EMERSON LEANDRO SILVA

A grande verdade é que o Vitória foi a passeio a Porto Alegre, e não é exagero dizer que o mais justo seria ter voltado com uma sacola de gols nas costas e a certeza de que há muito a ser feito. Há uma espécie de bipolaridade postural na equipe do Vitória que aumenta a cada quilômetro de distância que o time está do Barradão. Ontem, todo o nosso elenco decidiu ser um mero espectador do jogo do bom time do Grêmio.

Com exceção dos primeiros oito minutos do segundo tempo, em que surgiu uma fagulha de esperança de que poderíamos pontuar diante dos caras, nada de produtivo foi feito por nós. Esses oito minutos foram o máximo que as correções feitas por Jair Ventura no intervalo conseguiram nos dar. Para mim, ele, Baralhas, Arcanjo e Matheusinho, que mais uma vez carregou o time nas costas, são os personagens que saem ilesos do vexatório comportamento de ontem.

ENTRE O QUE SABEMOS E O QUE CONSEGUIMOS

O torcedor do Vitória consciente sabe das limitações técnicas do nosso elenco. Sabe também que o Grêmio, assim como a imensa maioria dos times da Série A, é quilometricamente superior a nós em diversos aspectos. Nossas virtudes são a vontade de vencer, a consciência de nossas limitações e um plano de jogo reativo, baseado nas fraquezas dos nossos adversários.

Tínhamos o plano, a consciência, mas nos faltou garra.

A pressão que o Grêmio faz na saída de bola é sabida por todos os seus adversários e, a meu ver, já que não conseguimos ganhar um duelo no meio de campo no primeiro tempo, era para ter vindo do vestiário com Renzo no lugar de Kayzer e apostar na capacidade do argentino de vencer duelos após os lançamentos de Arcanjo.

Jair decidiu corrigir nossa inoperância fazendo com que Matheusinho, Martinez e Erick viessem buscar a bola na nossa intermediária defensiva e apostar em lançamentos nas costas dos laterais dos caras, que têm dificuldade de recompor. Deu quase certo e, aos oito minutos, Martinez recebe uma bola açucarada de Erick e desperdiça nossa melhor chance de fazer algo na partida.

No lance seguinte, após mais um erro de Camutanga, (que já havia feito um gol contra) o Grêmio ampliou o placar e fez valer a máxima de que não há espaços para erros na Série A. Ontem, graças à partida desastrosa de Camutanga e Nathan Mendes, dois erros nos custaram o placar final. Jair ainda tentou, com as entradas de Cantalapiedra, Tarzia, Pato, Renzo e Fabri, achar um contra-ataque que nos fizesse entrar no jogo.

Mas, quando você povoa a área de atacantes, o mínimo que se espera é que seus laterais saibam cruzar a bola na área. Nós sabemos que Nathan é incapaz de apoiar, e Ramon, que consegue chegar muitas vezes ao último terço, não acerta um cruzamento. Dito isso, o que vimos no segundo tempo foi um jogo picotado, erros bobos de passes e o Grêmio, em ritmo de treino, dominando a partida e garantindo mais três pontos, além de manter o tabu de não perder para a gente em Porto Alegre há uma década.

 

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