EFETIVO, LETAL E MÁGICO, POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 10/ 08/ 2026Categorias: Copa do Brasil, Futebol, Vitória

A grande verdade é que o Barradão e a torcida do Vitória ainda não foram tombados como patrimônio material e imaterial da humanidade por conta de algum descuido histórico ou burocracia do Estado. O nível de encantamento e capacidade de transformação de situações adversas que estas duas entidades conseguem impelir a nosso favor é algo que beira o sobrenatural.

Grande parte dos veículos da imprensa esportiva sulista apontava o Athletico-PR como favorito, e o jogo de volta era apenas uma mera formalidade protocolar que tinha de ser cumprida. Os “analistas” que se esforçavam para parecer imparciais em suas análises argumentavam uma lista interminável de motivos que decretaram a nossa desclassificação muito antes de o juiz apitar o início da partida.

O grande problema é que, no futebol, ninguém vence na véspera, e favoritismo é uma palavra que geralmente é usada para encobrir o achismo de quem, preconceituosamente, se apressa em prever resultados em um esporte cujo improvável volta e meia costuma aparecer. Mesmo que a gente já tenha despachado o Flamídia, depois de sermos assaltados no Maracanã, a imprensa não aprende isso. Então, mais uma vez, mostramos e, só para esculhambar, goleamos.

O BARRAQUISTÃO FAZ TREMER QUALQUER UM

O jogo em campo começou morno, estudado e com uma postura cômoda do Athletico, que tinha a vantagem. Tudo normal até então, mas, para os comentaristas da GeTV, o Vitória fazia uma péssima partida e o Athletico era o Milan, mesmo sem ter conseguido concluir um chute a gol e com o atacante sensação deles tendo ficado no bolso de Cacá. Aí, depois de marcarmos dois gols e derrubarmos a vantagem dos caras antes do intervalo, o discurso mudou para “o Athletico está perdendo porque falhou demais no último terço”.

O show do intervalo deve ter sido repleto de uma tentativa de espremer as estatísticas até elas confessarem o que eles queriam ouvir, mas eu não perdi meu tempo assistindo. Quando voltamos do intervalo, não apenas ampliamos o placar, como sacramentamos uma goleada ao marcarmos mais dois gols. É óbvio que Lucas Arcanjo, nosso Ministro da Defesa, operou milagres, limou qualquer possibilidade de recuperação dos caras e garantiu nossa classificação para as quartas de final depois de quatorze anos.

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É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

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Grande parte dos veículos da imprensa esportiva sulista apontava o Athletico-PR como favorito, e o jogo de volta era apenas uma mera formalidade protocolar que tinha de ser cumprida. Os “analistas” que se esforçavam para parecer imparciais em suas análises argumentavam uma lista interminável de motivos que decretaram a nossa desclassificação muito antes de o juiz apitar o início da partida.

O grande problema é que, no futebol, ninguém vence na véspera, e favoritismo é uma palavra que geralmente é usada para encobrir o achismo de quem, preconceituosamente, se apressa em prever resultados em um esporte cujo improvável volta e meia costuma aparecer. Mesmo que a gente já tenha despachado o Flamídia, depois de sermos assaltados no Maracanã, a imprensa não aprende isso. Então, mais uma vez, mostramos e, só para esculhambar, goleamos.

O BARRAQUISTÃO FAZ TREMER QUALQUER UM

O jogo em campo começou morno, estudado e com uma postura cômoda do Athletico, que tinha a vantagem. Tudo normal até então, mas, para os comentaristas da GeTV, o Vitória fazia uma péssima partida e o Athletico era o Milan, mesmo sem ter conseguido concluir um chute a gol e com o atacante sensação deles tendo ficado no bolso de Cacá. Aí, depois de marcarmos dois gols e derrubarmos a vantagem dos caras antes do intervalo, o discurso mudou para “o Athletico está perdendo porque falhou demais no último terço”.

O show do intervalo deve ter sido repleto de uma tentativa de espremer as estatísticas até elas confessarem o que eles queriam ouvir, mas eu não perdi meu tempo assistindo. Quando voltamos do intervalo, não apenas ampliamos o placar, como sacramentamos uma goleada ao marcarmos mais dois gols. É óbvio que Lucas Arcanjo, nosso Ministro da Defesa, operou milagres, limou qualquer possibilidade de recuperação dos caras e garantiu nossa classificação para as quartas de final depois de quatorze anos.

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