O mais irritante do jogo de ontem não foi o resultado em si, mas sim a notória postura submissa com que atuamos, mais uma vez, fora de casa, durante os primeiros noventa minutos desta decisão. A impressão que me passa, sinceramente, é que a boa primeira metade da temporada contaminou o elenco com a certeza do dever cumprido, e isso tem feito com que, desde nosso retorno da pausa da Copa, não tenhamos feito sequer uma única partida razoável.
O fraco desempenho apresentado nas últimas partidas não apenas deixa a classificação na Copa do Brasil muito mais difícil do que já era, como também liga um alerta vermelho no Campeonato Brasileiro. É revoltante notar que um elenco que recebe antecipadamente seus salários e, o que, no contexto do futebol brasileiro, é uma exceção, não consiga apresentar um futebol ao menos competitivo.
UMA ATUAÇÃO ABAIXO DA MEDIOCRIDADE
A verdade é que, mais uma vez, o Vitória esteve em campo como uma espécie de espectador premium de um jogo em que ele deveria jogar. Esta é a única explicação para resumir o que vimos na Arena da Baixada, diante do Athletico-PR, que sabidamente é melhor do que nós e, se, pelo Brasileirão, foi ajudado descaradamente por uma atuação pífia da arbitragem, no jogo de ontem, não.
Diante de atuações apagadíssimas de homens importantes em nosso time, como Baralhas, Caique, Luan Cândido e Martinez, é possível dizer, sem exageros, que o placar final foi muito abaixo do que deveria ser, caso o futebol fosse um jogo justo. Felizmente não é, porque, se fosse, nós, que durante todo o jogo só chutamos a gol uma única vez, seríamos goleados fora de casa mais uma vez.
O cenário para o jogo de volta será de guerra, eu não tenho dúvidas. Não porque este elenco tenha demonstrado isso em campo desde o retorno do calendário, mas sim porque o torcedor do Vitória é apaixonado a tal ponto por esta instituição que, apesar destes jogadores, transformará o Barradão em um ambiente hostil. Não se trata mais de torcer por qualquer linha de raciocínio lógico, porque, se assim o fosse, desde o sorteio que definiu nosso adversário, já teríamos desistido.
É uma fé que beira a loucura.
Nós chegamos até aqui porque este torcedor fez o todo-poderoso Flamengo tremer na base e, contra a CBF e as narrativas omissas da grande mídia, revertemos um placar adverso contra um dos virtuais campeões da competição. Não importa se o raio cairá duas vezes no mesmo lugar, se o time não merece este nível de paixão de nosso torcedor, se há algum fio de esperança de que dará certo. Nada disso conta… O Barradão estará lotado no jogo de volta, eu tenho certeza.
Amém igreja?!
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O VITÓRIA DEVE MUITO À SUA TORCIDA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
O mais irritante do jogo de ontem não foi o resultado em si, mas sim a notória postura submissa com que atuamos, mais uma vez, fora de casa, durante os primeiros noventa minutos desta decisão. A impressão que me passa, sinceramente, é que a boa primeira metade da temporada contaminou o elenco com a certeza do dever cumprido, e isso tem feito com que, desde nosso retorno da pausa da Copa, não tenhamos feito sequer uma única partida razoável.
O fraco desempenho apresentado nas últimas partidas não apenas deixa a classificação na Copa do Brasil muito mais difícil do que já era, como também liga um alerta vermelho no Campeonato Brasileiro. É revoltante notar que um elenco que recebe antecipadamente seus salários e, o que, no contexto do futebol brasileiro, é uma exceção, não consiga apresentar um futebol ao menos competitivo.
UMA ATUAÇÃO ABAIXO DA MEDIOCRIDADE
A verdade é que, mais uma vez, o Vitória esteve em campo como uma espécie de espectador premium de um jogo em que ele deveria jogar. Esta é a única explicação para resumir o que vimos na Arena da Baixada, diante do Athletico-PR, que sabidamente é melhor do que nós e, se, pelo Brasileirão, foi ajudado descaradamente por uma atuação pífia da arbitragem, no jogo de ontem, não.
Diante de atuações apagadíssimas de homens importantes em nosso time, como Baralhas, Caique, Luan Cândido e Martinez, é possível dizer, sem exageros, que o placar final foi muito abaixo do que deveria ser, caso o futebol fosse um jogo justo. Felizmente não é, porque, se fosse, nós, que durante todo o jogo só chutamos a gol uma única vez, seríamos goleados fora de casa mais uma vez.
O cenário para o jogo de volta será de guerra, eu não tenho dúvidas. Não porque este elenco tenha demonstrado isso em campo desde o retorno do calendário, mas sim porque o torcedor do Vitória é apaixonado a tal ponto por esta instituição que, apesar destes jogadores, transformará o Barradão em um ambiente hostil. Não se trata mais de torcer por qualquer linha de raciocínio lógico, porque, se assim o fosse, desde o sorteio que definiu nosso adversário, já teríamos desistido.
É uma fé que beira a loucura.
Nós chegamos até aqui porque este torcedor fez o todo-poderoso Flamengo tremer na base e, contra a CBF e as narrativas omissas da grande mídia, revertemos um placar adverso contra um dos virtuais campeões da competição. Não importa se o raio cairá duas vezes no mesmo lugar, se o time não merece este nível de paixão de nosso torcedor, se há algum fio de esperança de que dará certo. Nada disso conta… O Barradão estará lotado no jogo de volta, eu tenho certeza.
Amém igreja?!
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