UM PONTO EM SEIS DISPUTADOS – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Lucas Arcanjo é um dos poucos jogadores que têm crédito com a torcida, e o fato de ter falhado no jogo de ontem não anula este fato. Dito isto, vamos ao texto…

Novamente jogamos mal e, novamente, perdemos mais uma fora de casa. A verdade é que o Vitória é como aquele belo poema musicado: “Não preciso de ninguém pra fazer merda comigo. Eu sozinho ponho minha vida em perigo.” Tínhamos seis pontos em disputa que poderiam nos catapultar para a primeira parte da tabela, e tudo o que conseguimos foi um mísero ponto, graças aos milagres operados por Lucas Arcanjo no Nilton Santos.

A gente não apenas perdeu para uma equipe tecnicamente inferior, jogando contra uma dupla de zaga reserva que passou praticamente toda a partida amarelada, como também teve oportunidades claríssimas de abrir o placar e, mais uma vez, não foi efetivo. O domínio da partida através da posse de bola, quando não traduzido em gols, não serve de absolutamente nada e, a verdade é que, grande parte do elenco ainda não voltou da pausa da Copa.

Jair explicou que Condé fechou o meio ao tirar um meia e colocar mais um volante e, por isso, decidiu explorar o jogo pelas laterais. A lógica e a leitura estão corretas, mas o grande problema é que Ramon é um ótimo triatleta… “corre, pedala e nada”. Todo mundo enxerga o quanto ele é ineficiente nos cruzamentos e que já passou da hora de dar lugar a Jamerson, pelo bem da sanidade mental da nossa torcida.

Gabriel Baralhas, por mais identificado que seja com o nosso time, precisa comer banco. Desde a sua última lesão, ele tem feito partidas que oscilam entre ruins, como a de ontem, horríveis, como foi a contra o Botafogo, e medianas, como foram as da final da Copa do Nordeste. Embora isso, bem como uma mudança drástica na maneira de jogar do time atuando fora de casa, seja necessário, acho muito pouco provável que isso seja feito.

A nossa sequência no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil é dificílima e, por isso, os pontos perdidos nas duas últimas rodadas nos colocam em uma zona de urgência. Enfrentaremos Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Bahia e Atlético-MG, além do Atlético-PR em dois jogos. Para ser sincero, as perspectivas para esses confrontos, diante do futebol sonolento que estamos jogando, não são nada animadoras.

ORemos!

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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UM PONTO EM SEIS DISPUTADOS – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Lucas Arcanjo é um dos poucos jogadores que têm crédito com a torcida, e o fato de ter falhado no jogo de ontem não anula este fato. Dito isto, vamos ao texto…

Novamente jogamos mal e, novamente, perdemos mais uma fora de casa. A verdade é que o Vitória é como aquele belo poema musicado: “Não preciso de ninguém pra fazer merda comigo. Eu sozinho ponho minha vida em perigo.” Tínhamos seis pontos em disputa que poderiam nos catapultar para a primeira parte da tabela, e tudo o que conseguimos foi um mísero ponto, graças aos milagres operados por Lucas Arcanjo no Nilton Santos.

A gente não apenas perdeu para uma equipe tecnicamente inferior, jogando contra uma dupla de zaga reserva que passou praticamente toda a partida amarelada, como também teve oportunidades claríssimas de abrir o placar e, mais uma vez, não foi efetivo. O domínio da partida através da posse de bola, quando não traduzido em gols, não serve de absolutamente nada e, a verdade é que, grande parte do elenco ainda não voltou da pausa da Copa.

Jair explicou que Condé fechou o meio ao tirar um meia e colocar mais um volante e, por isso, decidiu explorar o jogo pelas laterais. A lógica e a leitura estão corretas, mas o grande problema é que Ramon é um ótimo triatleta… “corre, pedala e nada”. Todo mundo enxerga o quanto ele é ineficiente nos cruzamentos e que já passou da hora de dar lugar a Jamerson, pelo bem da sanidade mental da nossa torcida.

Gabriel Baralhas, por mais identificado que seja com o nosso time, precisa comer banco. Desde a sua última lesão, ele tem feito partidas que oscilam entre ruins, como a de ontem, horríveis, como foi a contra o Botafogo, e medianas, como foram as da final da Copa do Nordeste. Embora isso, bem como uma mudança drástica na maneira de jogar do time atuando fora de casa, seja necessário, acho muito pouco provável que isso seja feito.

A nossa sequência no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil é dificílima e, por isso, os pontos perdidos nas duas últimas rodadas nos colocam em uma zona de urgência. Enfrentaremos Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Bahia e Atlético-MG, além do Atlético-PR em dois jogos. Para ser sincero, as perspectivas para esses confrontos, diante do futebol sonolento que estamos jogando, não são nada animadoras.

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