Juba, Ceni, Ancelotti, Bahia, Belchior, saudosismo e o novo sempre vem – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Ontem, nas redes, acompanhei a repercussão da convocação de Luciano Juba pra os amistosos da Seleção. Muita gente feliz e alguns ainda receosos, por ele desfalcar o Bahia em alguns jogos importantes nessa reta final de Brasileirão. Mas, como disse meu primo Allan: Juba precisa pagar um jantar pra Ceni por essa convocação.
Depois a conversa correu pro lado de “Ceni tinha de acertar uma”, e aí começou a discordância.
Então, resolvi parar pra analisar algumas mudanças do nosso treinador e as influências delas em campo e fora dele.
EU FUI CONTRA A VINDA DE CENI
Quando Rogério Ceni chegou ao Bahia, falei que não gostava da indicação por causa dos problemas que ele teve com elenco no Cruzeiro, São Paulo e Flamengo. Com o tempo, fui mudando de opinião por causa dos resultados e fiquei feliz em estar errado.
Ele chegou pra salvar o time do rebaixamento — pegou em 16º e deixou em 16º. Cumpriu a meta.
Em 2024, o time foi reforçado pra não tomar sustos com a zona de rebaixamento. Cumpriu a meta.
Também se falava em “beliscar uma Sul-Americana” e Ceni disse que o time montado tinha condição de chegar mais longe. Cumpriu a meta — e fomos pra Libertadores.
Esse ano, com novos reforços pontuais, faltando sete jogos pro fim do Campeonato, lutamos em 5º pela vaga direta na Fase de Grupos da Libertadores. E aí voltamos ao tema inicial da conversa.
Ceni ou Cenner?
No último ano em que lutamos contra o Z4, Ceni recebeu um atacante de beirada e transformou em lateral-esquerdo. Dois anos depois, Juba, que veio de graça, foi convocado pra Seleção.
Ano passado, o Bahia trouxe um volante marcador, Jean Lucas. O próprio jogador disse que o técnico falou: “Eu vou fazer você fazer muitos gols aqui.” Jean foi adiantado, passou a pisar mais na área e vive a sua maior fase artilheira na carreira. Jean Lucas foi pra Seleção.
Pegou um volante de R$ 24 milhões, transformou ele em atacante — o cara foi artilheiro do Bahia em 2024 e foi vendido por R$ 32 milhões pro Santos.
Pegou um ponta de R$ 65 milhões, transformou em centroavante, e em menos de um ano o cara saiu como a maior venda da história do futebol do Norte-Nordeste, e a sexta maior do futebol brasileiro, por quase R$ 139 milhões.
E a gente pode falar também da recuperação de atletas que já eram execrados pela torcida, mas voltaram a ser importantes no elenco: Ronaldo, David Duarte, Cauly, Willian José…
Existem dois pontos baixos na passagem de Ceni pelo Bahia: a perda do Baiano 2024 e a queda de rendimento no segundo turno, que tirou o time do G4 e colocou em 8º. A expectativa do excelente primeiro turno causou uma frustração que virou mágoa — e é compreensível.
Mas acredito que podemos superar isso em prol do que estamos vivendo. Todo técnico vai errar, o importante é a quantidade de acertos ser maior que a de erros.
O NOVO SEMPRE VEM!
Algumas coisas — traumas, mágoas, saudosismos — precisam ser deixadas pra trás, superadas. É preciso ter novos olhos para enxergar os novos tempos. Ou, como diria o poeta de Sobral: “é você que ama o passado e que não vê. Que o novo sempre vem”.
- A Fonte Nova não fede mais a xixi, e isso é bom.
- O Bahia não joga mais no chutão, casquinha e corrida. Sai construindo a jogada.
- Nosso time não muda de técnico três ou quatro vezes por ano.
- A gente não deve nada a ninguém.
- A realidade agora é brigar por G4, não pra fugir do Z4.
- Jogadores convocados pra Seleção.
- Construção do maior CT da América Latina.
- E somos o melhor mandante do Campeonato Brasileiro.
- E temos a 4ª maior média de Torcida em Estádio do campeonato.
E, na moral… tá muito bom viver essa nova realidade.
Diga aí. Que achou?
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Juba, Ceni, Ancelotti, Bahia, Belchior, saudosismo e o novo sempre vem – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Ontem, nas redes, acompanhei a repercussão da convocação de Luciano Juba pra os amistosos da Seleção. Muita gente feliz e alguns ainda receosos, por ele desfalcar o Bahia em alguns jogos importantes nessa reta final de Brasileirão. Mas, como disse meu primo Allan: Juba precisa pagar um jantar pra Ceni por essa convocação.
Depois a conversa correu pro lado de “Ceni tinha de acertar uma”, e aí começou a discordância.
Então, resolvi parar pra analisar algumas mudanças do nosso treinador e as influências delas em campo e fora dele.
EU FUI CONTRA A VINDA DE CENI
Quando Rogério Ceni chegou ao Bahia, falei que não gostava da indicação por causa dos problemas que ele teve com elenco no Cruzeiro, São Paulo e Flamengo. Com o tempo, fui mudando de opinião por causa dos resultados e fiquei feliz em estar errado.
Ele chegou pra salvar o time do rebaixamento — pegou em 16º e deixou em 16º. Cumpriu a meta.
Em 2024, o time foi reforçado pra não tomar sustos com a zona de rebaixamento. Cumpriu a meta.
Também se falava em “beliscar uma Sul-Americana” e Ceni disse que o time montado tinha condição de chegar mais longe. Cumpriu a meta — e fomos pra Libertadores.
Esse ano, com novos reforços pontuais, faltando sete jogos pro fim do Campeonato, lutamos em 5º pela vaga direta na Fase de Grupos da Libertadores. E aí voltamos ao tema inicial da conversa.
Ceni ou Cenner?
No último ano em que lutamos contra o Z4, Ceni recebeu um atacante de beirada e transformou em lateral-esquerdo. Dois anos depois, Juba, que veio de graça, foi convocado pra Seleção.
Ano passado, o Bahia trouxe um volante marcador, Jean Lucas. O próprio jogador disse que o técnico falou: “Eu vou fazer você fazer muitos gols aqui.” Jean foi adiantado, passou a pisar mais na área e vive a sua maior fase artilheira na carreira. Jean Lucas foi pra Seleção.
Pegou um volante de R$ 24 milhões, transformou ele em atacante — o cara foi artilheiro do Bahia em 2024 e foi vendido por R$ 32 milhões pro Santos.
Pegou um ponta de R$ 65 milhões, transformou em centroavante, e em menos de um ano o cara saiu como a maior venda da história do futebol do Norte-Nordeste, e a sexta maior do futebol brasileiro, por quase R$ 139 milhões.
E a gente pode falar também da recuperação de atletas que já eram execrados pela torcida, mas voltaram a ser importantes no elenco: Ronaldo, David Duarte, Cauly, Willian José…
Existem dois pontos baixos na passagem de Ceni pelo Bahia: a perda do Baiano 2024 e a queda de rendimento no segundo turno, que tirou o time do G4 e colocou em 8º. A expectativa do excelente primeiro turno causou uma frustração que virou mágoa — e é compreensível.
Mas acredito que podemos superar isso em prol do que estamos vivendo. Todo técnico vai errar, o importante é a quantidade de acertos ser maior que a de erros.
O NOVO SEMPRE VEM!
Algumas coisas — traumas, mágoas, saudosismos — precisam ser deixadas pra trás, superadas. É preciso ter novos olhos para enxergar os novos tempos. Ou, como diria o poeta de Sobral: “é você que ama o passado e que não vê. Que o novo sempre vem”.
- A Fonte Nova não fede mais a xixi, e isso é bom.
- O Bahia não joga mais no chutão, casquinha e corrida. Sai construindo a jogada.
- Nosso time não muda de técnico três ou quatro vezes por ano.
- A gente não deve nada a ninguém.
- A realidade agora é brigar por G4, não pra fugir do Z4.
- Jogadores convocados pra Seleção.
- Construção do maior CT da América Latina.
- E somos o melhor mandante do Campeonato Brasileiro.
- E temos a 4ª maior média de Torcida em Estádio do campeonato.
E, na moral… tá muito bom viver essa nova realidade.
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