O Vitória foi a campo com o que tinha de melhor à disposição, visto que Baralhas e Kayser ficaram em Salvador por conta de lesões, e Erick, mais uma vez, jogou no sacrifício. O problema é que o Flamengo também foi com o que tem de melhor: a coincidente predisposição da arbitragem em jogar a seu favor.
É por isso que o texto de hoje não é apenas sobre futebol, mas também sobre a cultura vexatória que quase sempre favorece os times do eixo centro-sul nas competições cuja CBF está à frente. Eu me adianto em dizer que o Vitória não perdeu seu jogo por conta da arbitragem, mas, mais uma vez, a impressão é que, para que uma decisão dos árbitros favoreça de forma justa o Vitória, é preciso que algum jogador sofra uma agressão vergonhosa.
NO FLAMENGO, FUTEBOL SE JOGA COM COTOVELO, NÃO COM OS PÉS
No início da partida, em um lance isolado, o camisa sete dos caras acerta uma cotovelada na orelha de Ramon. No entanto, o trio de arbitragem considera que o lance foi normal, mesmo que fique claro que o flamenguista fez o movimento com o braço e acertou a cabeça de nosso lateral. Matheusinho, em um contra-ataque, dá um chapéu em Danilo e recebe uma pancada na garganta; Daronco dá apenas amarelo.
Esses dois lances já são, em si, vergonhosos, mas Daronco e sua trupe tinham reservado mais uma surpresa.
A cotovelada que Saul deu em Caique ontem, com certeza, se fosse dada por algum dos nossos jogadores, terminaríamos a partida com um homem a menos. Como foi o Flamengo, o juiz interpretou que Caique deu uma queixada no cotovelo de Saul. A questão mais importante aqui é que o árbitro de campo nem considerou a possibilidade de ir ao monitor observar o lance, velho.
A exemplo do que foi nosso jogo contra o São Paulo, em que Baralhas foi pisado acintosamente e o VAR não foi acionado, ontem o Flamengo se safou mais uma vez. O lance em si talvez não mudasse o resultado, é verdade. Mas, já que estamos enfrentando uma das melhores equipes do país, acrescentar esse componente de erro favorável a eles é, na prática, como querer dar a classificação aos caras.
A partida que fizemos, sobretudo no primeiro tempo, mostra que ainda temos chance jogando em nosso santuário na volta. Certamente poderemos contar com Baralhas e Kayser e, até lá, espero que Erick esteja recuperado. Se, desta vez, a CBF não entrar em campo, as nossas chances de passar são claríssimas. O Vitória é para quem acredita, amém, igreja?!
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VALE TUDO CBF E A CULTURA DA MEDIOCRIDADE – POR EMERSON LEANDRO SILVA
O Vitória foi a campo com o que tinha de melhor à disposição, visto que Baralhas e Kayser ficaram em Salvador por conta de lesões, e Erick, mais uma vez, jogou no sacrifício. O problema é que o Flamengo também foi com o que tem de melhor: a coincidente predisposição da arbitragem em jogar a seu favor.
É por isso que o texto de hoje não é apenas sobre futebol, mas também sobre a cultura vexatória que quase sempre favorece os times do eixo centro-sul nas competições cuja CBF está à frente. Eu me adianto em dizer que o Vitória não perdeu seu jogo por conta da arbitragem, mas, mais uma vez, a impressão é que, para que uma decisão dos árbitros favoreça de forma justa o Vitória, é preciso que algum jogador sofra uma agressão vergonhosa.
NO FLAMENGO, FUTEBOL SE JOGA COM COTOVELO, NÃO COM OS PÉS
No início da partida, em um lance isolado, o camisa sete dos caras acerta uma cotovelada na orelha de Ramon. No entanto, o trio de arbitragem considera que o lance foi normal, mesmo que fique claro que o flamenguista fez o movimento com o braço e acertou a cabeça de nosso lateral. Matheusinho, em um contra-ataque, dá um chapéu em Danilo e recebe uma pancada na garganta; Daronco dá apenas amarelo.
Esses dois lances já são, em si, vergonhosos, mas Daronco e sua trupe tinham reservado mais uma surpresa.
A cotovelada que Saul deu em Caique ontem, com certeza, se fosse dada por algum dos nossos jogadores, terminaríamos a partida com um homem a menos. Como foi o Flamengo, o juiz interpretou que Caique deu uma queixada no cotovelo de Saul. A questão mais importante aqui é que o árbitro de campo nem considerou a possibilidade de ir ao monitor observar o lance, velho.
A exemplo do que foi nosso jogo contra o São Paulo, em que Baralhas foi pisado acintosamente e o VAR não foi acionado, ontem o Flamengo se safou mais uma vez. O lance em si talvez não mudasse o resultado, é verdade. Mas, já que estamos enfrentando uma das melhores equipes do país, acrescentar esse componente de erro favorável a eles é, na prática, como querer dar a classificação aos caras.
A partida que fizemos, sobretudo no primeiro tempo, mostra que ainda temos chance jogando em nosso santuário na volta. Certamente poderemos contar com Baralhas e Kayser e, até lá, espero que Erick esteja recuperado. Se, desta vez, a CBF não entrar em campo, as nossas chances de passar são claríssimas. O Vitória é para quem acredita, amém, igreja?!
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