MAIS UM JOGO ABAIXO FORA DE CASA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

O futebol é simples, no entanto, não é fácil. É simples porque o jogo é pautado por regras básicas, e a mais dura delas, após uma derrota como foi a de ontem, é que “ganha quem faz gol”. O Santos fez isso: finalizou nove vezes na partida, três foram gols. Nós finalizamos mais de vinte vezes e só marcamos um. É isso. O resto é mero detalhe de contexto.

O objetivo do jogo de ontem era passarmos a Copa na primeira metade da tabela, e não conseguimos alcançá-lo. O fato mais irritante dessa constatação é que, mais uma vez, como foi no jogo contra o Fluminense, no Maracanã, pela maneira como a partida foi sendo desenhada, parecia possível vencer os caras. No entanto, os desfalques em nossa linha defensiva, os erros bobos na defesa, os cochilos e as atuações apagadas de peças que podem render mais deram a tônica da partida novamente.

PRECISAMOS DE UMA LIMPA NO ELENCO

O número um desta lista tem de ser Gabriel que, para surpresa de zero torcedores, foi a campo ontem e falhou no segundo e terceiro gol dos caras, depois do leite dado por Luan Cândido. O motivo de sua dispensa, no entanto, não é o jogo inseguro de ontem em si, mas sim o quanto fica evidente, sempre que o goleiro entra, que não podemos contar com ele. Outra questão é que, pelo alto salário que ganha, não vale a pena mantê-lo.

A impressão que tive ontem é que entramos em campo com parte da cabeça na final contra o Fortaleza. O corte de Lucas Arcanjo por um quadro de virose e a escolha de Jair por colocar Martínez no banco parecem ter acentuado isso. A boa notícia é que Jamerson fez uma partida razoavelmente boa e passa a ser uma boa opção, agora com um pouco mais de confiança, para a posição cuja titularidade absoluta é de Ramon.

Além das falhas bizarras de Luan e Gabriel, e por mais que ele esteja comendo a bola desde que chegou, alguém precisa puxar a orelha de Renê porque ontem, mais uma vez, ele negou bolas a seus companheiros em lances claros da partida que poderiam ter nos feito sair da Vila com um resultado muito melhor. “Ah, ele é muito novo e está comendo a bola, Léo.” Eu sei que sim, mas, mesmo assim, ele precisa tocar a porra da bola.

Matheusinho, mais uma vez, fez uma partida muito abaixo do esperado e, mesmo que eu seja um ferrenho defensor da disciplina tática e do seu jogo sem a bola, ontem ele fez um primeiro tempo apagadíssimo e só conseguiu aparecer no segundo tempo após a expulsão de Gabigol. É muito pouco para um jogador da importância que ele tem para o time e, sobretudo, porque colado a ele e pedindo passagem está Tarzia, que tem entrado bem, contribuído e certamente não demorará a colocá-lo no banco se ele seguir jogando desta forma.

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

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O futebol é simples, no entanto, não é fácil. É simples porque o jogo é pautado por regras básicas, e a mais dura delas, após uma derrota como foi a de ontem, é que “ganha quem faz gol”. O Santos fez isso: finalizou nove vezes na partida, três foram gols. Nós finalizamos mais de vinte vezes e só marcamos um. É isso. O resto é mero detalhe de contexto.

O objetivo do jogo de ontem era passarmos a Copa na primeira metade da tabela, e não conseguimos alcançá-lo. O fato mais irritante dessa constatação é que, mais uma vez, como foi no jogo contra o Fluminense, no Maracanã, pela maneira como a partida foi sendo desenhada, parecia possível vencer os caras. No entanto, os desfalques em nossa linha defensiva, os erros bobos na defesa, os cochilos e as atuações apagadas de peças que podem render mais deram a tônica da partida novamente.

PRECISAMOS DE UMA LIMPA NO ELENCO

O número um desta lista tem de ser Gabriel que, para surpresa de zero torcedores, foi a campo ontem e falhou no segundo e terceiro gol dos caras, depois do leite dado por Luan Cândido. O motivo de sua dispensa, no entanto, não é o jogo inseguro de ontem em si, mas sim o quanto fica evidente, sempre que o goleiro entra, que não podemos contar com ele. Outra questão é que, pelo alto salário que ganha, não vale a pena mantê-lo.

A impressão que tive ontem é que entramos em campo com parte da cabeça na final contra o Fortaleza. O corte de Lucas Arcanjo por um quadro de virose e a escolha de Jair por colocar Martínez no banco parecem ter acentuado isso. A boa notícia é que Jamerson fez uma partida razoavelmente boa e passa a ser uma boa opção, agora com um pouco mais de confiança, para a posição cuja titularidade absoluta é de Ramon.

Além das falhas bizarras de Luan e Gabriel, e por mais que ele esteja comendo a bola desde que chegou, alguém precisa puxar a orelha de Renê porque ontem, mais uma vez, ele negou bolas a seus companheiros em lances claros da partida que poderiam ter nos feito sair da Vila com um resultado muito melhor. “Ah, ele é muito novo e está comendo a bola, Léo.” Eu sei que sim, mas, mesmo assim, ele precisa tocar a porra da bola.

Matheusinho, mais uma vez, fez uma partida muito abaixo do esperado e, mesmo que eu seja um ferrenho defensor da disciplina tática e do seu jogo sem a bola, ontem ele fez um primeiro tempo apagadíssimo e só conseguiu aparecer no segundo tempo após a expulsão de Gabigol. É muito pouco para um jogador da importância que ele tem para o time e, sobretudo, porque colado a ele e pedindo passagem está Tarzia, que tem entrado bem, contribuído e certamente não demorará a colocá-lo no banco se ele seguir jogando desta forma.

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