As Sereias de Itinga, que ficaram com o controle na mão nos secando no dia de ontem, mais uma vez foram dormir sabendo quem é que manda no Nordeste…
O título de ontem, conquistado em nosso santuário, diante do espetáculo que é e faz o nosso torcedor, coroa a primeira metade do ano e abre a possibilidade de, a partir da pausa, aquecermos os bastidores para reforçar nosso elenco e buscar objetivos maiores no que resta da temporada, com o mesmo “pé no chão” que nos trouxe até aqui.
Os anos sombrios que nos fizeram flertar com a Série D são coisa do passado. Após dezesseis anos, voltamos a vencer a Lampions, retomar nossa hegemonia no nordeste e coroar o trabalho de um clube que tem como maior força o reconhecimento de suas fraquezas. Nós não fizemos grandes apresentações ao longo desta temporada em nenhuma das competições que disputamos, e reconhecer isso não é demérito algum. Grande parte de nosso elenco terminou o jogo de ontem extenuada e jogando à base de injeções.
Isso é brio. Sem ele, nada se sustenta.
GUERRERINHOS E FAMINTOS
No futebol, assim como na vida, existem inúmeras maneiras de atingir um objetivo. A sabedoria do planejamento de nossas ações está em entender nossas valências, o contexto em que estamos e, sobretudo, nossas deficiências. O Vitória hoje é um clube com muitos famintos, e tudo começa com Fábio Mota, Sergio Papellin, Jair Ventura e um elenco de ilustres desconhecidos e renegados. Todos eles, por razões próprias, precisam e querem provar algo mais.
Esta vontade de conquistar mais e lutar contra o preconceito da imprensa sulista, que tem, no mínimo, má vontade de “dar a César o que é de César” aos times do Nordeste, em conjunto com o furor que emana das arquibancadas do Barradão, nos fez desbancar o franco favorito Flamengo na Copa do Brasil. É natural que, diante das bobagens que foram ditas por Vitinho em coletiva de imprensa e por alguns comunicadores cearenses, nós os batêssemos também.
Conseguimos o título, chegamos à pausa da Copa vivos no Brasileirão e na Copa do Brasil e agora temos pela frente uma janela de transferências que precisa ser utilizada para repor peças que foram perdidas, dispensar ou emprestar jogadores que não conseguiram render o esperado e contratar visando aumentar nosso repertório técnico sem perder o brio que nos trouxe até aqui. Afinal, mais do que sonhar com patamares maiores na temporada, é preciso agir com sabedoria, humildade e estratégia para construí-los.
Comemore Nação Rubro-negra, a gente é colossal!
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A LAMPIONS É NOSSA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
As Sereias de Itinga, que ficaram com o controle na mão nos secando no dia de ontem, mais uma vez foram dormir sabendo quem é que manda no Nordeste…
O título de ontem, conquistado em nosso santuário, diante do espetáculo que é e faz o nosso torcedor, coroa a primeira metade do ano e abre a possibilidade de, a partir da pausa, aquecermos os bastidores para reforçar nosso elenco e buscar objetivos maiores no que resta da temporada, com o mesmo “pé no chão” que nos trouxe até aqui.
Os anos sombrios que nos fizeram flertar com a Série D são coisa do passado. Após dezesseis anos, voltamos a vencer a Lampions, retomar nossa hegemonia no nordeste e coroar o trabalho de um clube que tem como maior força o reconhecimento de suas fraquezas. Nós não fizemos grandes apresentações ao longo desta temporada em nenhuma das competições que disputamos, e reconhecer isso não é demérito algum. Grande parte de nosso elenco terminou o jogo de ontem extenuada e jogando à base de injeções.
Isso é brio. Sem ele, nada se sustenta.
GUERRERINHOS E FAMINTOS
No futebol, assim como na vida, existem inúmeras maneiras de atingir um objetivo. A sabedoria do planejamento de nossas ações está em entender nossas valências, o contexto em que estamos e, sobretudo, nossas deficiências. O Vitória hoje é um clube com muitos famintos, e tudo começa com Fábio Mota, Sergio Papellin, Jair Ventura e um elenco de ilustres desconhecidos e renegados. Todos eles, por razões próprias, precisam e querem provar algo mais.
Esta vontade de conquistar mais e lutar contra o preconceito da imprensa sulista, que tem, no mínimo, má vontade de “dar a César o que é de César” aos times do Nordeste, em conjunto com o furor que emana das arquibancadas do Barradão, nos fez desbancar o franco favorito Flamengo na Copa do Brasil. É natural que, diante das bobagens que foram ditas por Vitinho em coletiva de imprensa e por alguns comunicadores cearenses, nós os batêssemos também.
Conseguimos o título, chegamos à pausa da Copa vivos no Brasileirão e na Copa do Brasil e agora temos pela frente uma janela de transferências que precisa ser utilizada para repor peças que foram perdidas, dispensar ou emprestar jogadores que não conseguiram render o esperado e contratar visando aumentar nosso repertório técnico sem perder o brio que nos trouxe até aqui. Afinal, mais do que sonhar com patamares maiores na temporada, é preciso agir com sabedoria, humildade e estratégia para construí-los.
Comemore Nação Rubro-negra, a gente é colossal!
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