O início da campanha pela cabeça de Jair Ventura e Papelim, após o empate heroico com um a menos frente à Chape, causou um efeito rebote positivo que certamente não estava no script. O elenco parece ter decidido “fechar” com o treinador e dar uma resposta dentro de campo. Primeiro contra a Juazeirense, que os críticos se apressaram em dizer que “não foi feito mais do que a obrigação”, e agora contra o vice-líder da competição, o São Paulo.
Nós enfrentamos e vencemos a CBF em mais um de seus exemplares quadros de arbitragem pífios e, no primeiro tempo, nem indicou revisão em um lance em cima de Baralhas que visivelmente merecia expulsão. Foi preciso que o zagueiro dos caras chutasse a cabeça de Matheusinho para que o cartão vermelho aparecesse. Ano passado, em um lance duvidoso contra este mesmo São Paulo, Wagner Leonardo foi expulso.
O TRABALHO DE JAIR E DA DIRETORIA X O DELÍRIO COLETIVO
O resultado final não nos exime da percepção de que nossas limitações técnicas são evidentes. Digo isto porque, dos mesmos criadores de “Jair é um entregador de coletes que precisa ser demitido”, surge o grito de que “a Libertadores é logo ali”. Estes extremos são faces opostas da mesma moeda que, em tese, querem o melhor para o Vitória, mas, na prática, brincam com a expectativa do torcedor ou se perdem em delírios de grandeza.
Em meio a tudo isto está o trabalho de Jair Ventura, que é nada mais do que a consequência do planejamento de nossa diretoria. Peguemos como exemplo o caso de Ramon, que, como sabido, não acerta um cruzamento desde quando jogava no Cuiabá. Mas o que fez Jair? Desenhou seu time para explorar a capacidade física diferenciada de nosso lateral, que, durante noventa minutos, é capaz de fazer o box to box sem demonstração de cansaço e sustentando o primor defensivo.
Este é o segredo que dá base ao trabalho sólido de Adventure e se repetirá nos casos de Zé Vitor, Reniê e Natham. Nosso elenco tem deficiências técnicas evidentes e, até a próxima janela, teremos de apostar em extrair o que de melhor ele pode nos dar. É por isso que, levando em consideração a quantidade de desfalques por lesão e oscilação técnica, não podemos nos dar o luxo de, por conta de um capricho ou ranço, vaiar um Cantalapiedra só porque ele dominou uma bola errada no Barradão.
Agir desta forma porque se está puto e quer ver o Vitória no topo tem uma boa intenção, mas, na prática, tudo o que se consegue é impactar o psicológico do atleta e pôr em risco a utilidade dele ao longo da temporada. É preciso retomarmos a postura de apoio incondicional que nos livrou da Série B na reta final do Brasileirão no ano passado se quisermos algo mais nesta temporada. Sem isso, é ilusão almejar qualquer coisa que não seja a permanência na elite do Brasileiro.
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O VITÓRIA É BARRIL DOBRADO – POE EMERSON LEANDRO SILVA
O início da campanha pela cabeça de Jair Ventura e Papelim, após o empate heroico com um a menos frente à Chape, causou um efeito rebote positivo que certamente não estava no script. O elenco parece ter decidido “fechar” com o treinador e dar uma resposta dentro de campo. Primeiro contra a Juazeirense, que os críticos se apressaram em dizer que “não foi feito mais do que a obrigação”, e agora contra o vice-líder da competição, o São Paulo.
Nós enfrentamos e vencemos a CBF em mais um de seus exemplares quadros de arbitragem pífios e, no primeiro tempo, nem indicou revisão em um lance em cima de Baralhas que visivelmente merecia expulsão. Foi preciso que o zagueiro dos caras chutasse a cabeça de Matheusinho para que o cartão vermelho aparecesse. Ano passado, em um lance duvidoso contra este mesmo São Paulo, Wagner Leonardo foi expulso.
O TRABALHO DE JAIR E DA DIRETORIA X O DELÍRIO COLETIVO
O resultado final não nos exime da percepção de que nossas limitações técnicas são evidentes. Digo isto porque, dos mesmos criadores de “Jair é um entregador de coletes que precisa ser demitido”, surge o grito de que “a Libertadores é logo ali”. Estes extremos são faces opostas da mesma moeda que, em tese, querem o melhor para o Vitória, mas, na prática, brincam com a expectativa do torcedor ou se perdem em delírios de grandeza.
Em meio a tudo isto está o trabalho de Jair Ventura, que é nada mais do que a consequência do planejamento de nossa diretoria. Peguemos como exemplo o caso de Ramon, que, como sabido, não acerta um cruzamento desde quando jogava no Cuiabá. Mas o que fez Jair? Desenhou seu time para explorar a capacidade física diferenciada de nosso lateral, que, durante noventa minutos, é capaz de fazer o box to box sem demonstração de cansaço e sustentando o primor defensivo.
Este é o segredo que dá base ao trabalho sólido de Adventure e se repetirá nos casos de Zé Vitor, Reniê e Natham. Nosso elenco tem deficiências técnicas evidentes e, até a próxima janela, teremos de apostar em extrair o que de melhor ele pode nos dar. É por isso que, levando em consideração a quantidade de desfalques por lesão e oscilação técnica, não podemos nos dar o luxo de, por conta de um capricho ou ranço, vaiar um Cantalapiedra só porque ele dominou uma bola errada no Barradão.
Agir desta forma porque se está puto e quer ver o Vitória no topo tem uma boa intenção, mas, na prática, tudo o que se consegue é impactar o psicológico do atleta e pôr em risco a utilidade dele ao longo da temporada. É preciso retomarmos a postura de apoio incondicional que nos livrou da Série B na reta final do Brasileirão no ano passado se quisermos algo mais nesta temporada. Sem isso, é ilusão almejar qualquer coisa que não seja a permanência na elite do Brasileiro.
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