Este texto poderia ter o tamanho de um Twitter ou parágrafo curto e daria conta de explicar o que foi o clássico de ontem: atropelamos os caras no primeiro tempo e fomos atropelados no segundo, fim. Isto não significa que estou contente ou que acredite que devamos aceitar que esta é uma realidade imutável.
O torcedor do Vitória está puto, e com razão. Deve cobrar a diretoria, comissão técnica e os próprios jogadores de forma exaustiva até que consigamos resultados melhores. Mas é preciso ter a prudência de reconhecer que o poder do dinheiro investido no lado de lá é um fator que desequilibrou estruturalmente o clássico ontem. Esta constatação, no entanto, não é um salvo-conduto para caça às bruxas, tampouco a pintura de um cenário de terra arrasada.
ROGÉGIO VENCEU JAIR E MANTEVE O CARGO
É irritante perder até mesmo no palitinho para os caras, mas o planejamento do Vitória é visando a temporada, e o que foi perdido ontem, na nossa casa de praia, foi apenas o estadual. Digo isto não porque não o considere importante. Quem diz que não, é um perdedor “chorão”, e vencer ontem, por exemplo, salvou o cargo de Ceni. Para nós, ainda nos restam o Brasileirão e as Copas do Nordeste e do Brasil.
O jogo de ontem foi a concretização de todos os medos de nossa torcida. O que vemos em campo foi um time esforçado, focado e aguerrido, mas com claras limitações técnicas que ficaram evidentes no segundo tempo.
A expulsão de Caique na semifinal, embora Edenilson tenha jogado muito bem ontem, talvez nos desse uma solidez no meio de campo nos dois tempos. Mas, de fato, a partida muito abaixo de Kayser ontem e a ausência de um substituto para ele foram preponderantes para que o primeiro tempo terminasse com o magro placar de 1×0.
Na próxima quarta-feira enfrentaremos os caras novamente na mesma Fonte Nossa, só que desta vez pelo Brasileirão e, creio eu, com os retornos de Caique e a possibilidade de estreias dos novos contratados, que podem ampliar nossas chances de mudança em nosso jogo.
Torcer para que isto seja o bastante para que a gente consiga fazer noventa minutos efetivos e conquistar os três pontos, é o que nos resta.
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O BAIANO ACABOU, MAS SEGUE A TEMPORADA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Este texto poderia ter o tamanho de um Twitter ou parágrafo curto e daria conta de explicar o que foi o clássico de ontem: atropelamos os caras no primeiro tempo e fomos atropelados no segundo, fim. Isto não significa que estou contente ou que acredite que devamos aceitar que esta é uma realidade imutável.
O torcedor do Vitória está puto, e com razão. Deve cobrar a diretoria, comissão técnica e os próprios jogadores de forma exaustiva até que consigamos resultados melhores. Mas é preciso ter a prudência de reconhecer que o poder do dinheiro investido no lado de lá é um fator que desequilibrou estruturalmente o clássico ontem. Esta constatação, no entanto, não é um salvo-conduto para caça às bruxas, tampouco a pintura de um cenário de terra arrasada.
ROGÉGIO VENCEU JAIR E MANTEVE O CARGO
É irritante perder até mesmo no palitinho para os caras, mas o planejamento do Vitória é visando a temporada, e o que foi perdido ontem, na nossa casa de praia, foi apenas o estadual. Digo isto não porque não o considere importante. Quem diz que não, é um perdedor “chorão”, e vencer ontem, por exemplo, salvou o cargo de Ceni. Para nós, ainda nos restam o Brasileirão e as Copas do Nordeste e do Brasil.
O jogo de ontem foi a concretização de todos os medos de nossa torcida. O que vemos em campo foi um time esforçado, focado e aguerrido, mas com claras limitações técnicas que ficaram evidentes no segundo tempo.
A expulsão de Caique na semifinal, embora Edenilson tenha jogado muito bem ontem, talvez nos desse uma solidez no meio de campo nos dois tempos. Mas, de fato, a partida muito abaixo de Kayser ontem e a ausência de um substituto para ele foram preponderantes para que o primeiro tempo terminasse com o magro placar de 1×0.
Na próxima quarta-feira enfrentaremos os caras novamente na mesma Fonte Nossa, só que desta vez pelo Brasileirão e, creio eu, com os retornos de Caique e a possibilidade de estreias dos novos contratados, que podem ampliar nossas chances de mudança em nosso jogo.
Torcer para que isto seja o bastante para que a gente consiga fazer noventa minutos efetivos e conquistar os três pontos, é o que nos resta.





