NOSSO MOLE E O BUFO-BUFO DO CORINTIANS – POR EMERSON LEANDRO SILVA

O resultado jogo de ontem deixou claro o que eu já sabia… vencer as sereias de Itinga em nossa casa não serve de parâmetro para nada.

O meu desafio neste texto é ser justo, sem tentar encontrar desculpas para justificar mais uma derrota frente à nossa torcida, em nosso santuário. O Vitória jogou abaixo do que precisava para sair da incômoda posição em que se encontra e, sinceramente, se comportou como se o empate fosse o bastante neste jogo.

Contar com a possibilidade de a CBF, em uma “bola dividida” entre um time do Nordeste e um sulista, ser justa, é loucura. O VAR nem considerou a possibilidade de chamar o árbitro à cabine, por entender que o lance era conclusivo. Mas nosso atacante não pode, frente a frente com o goleiro, desperdiçar um lance capital daqueles.

Os alas não funcionaram, e a ausência de Cáceres foi sentida, porque Paulo, o guri da base, não conseguiu reproduzir a profundidade do argentino no ataque e perdeu praticamente todas os lances contra o lateral esquerdo dos caras, que quase abre o placar ainda no primeiro tempo. Matheusinho, eu supus que entraria como titular por conta da excelente partida que fez na Vila, mas Ventura manteve Cantalapiedra e, convenhamos, ele está fazendo hora extra em campo há algumas rodadas. Contar com sua excelente bola parada é muito pouco ante nossa difícil missão de manter-se vivos

O DUDU HIPOTÉTICO É UM MONSTRO

O jogo que Dudu fez ontem lembrou ao torcedor o motivo pelo qual ele, mesmo com seu temperamento explosivo, é tão desejável na titularidade. Desarmes precisos, condução rompendo linhas, passe e capacidade de desafogo — mesmo sob pressão — me fazem acreditar que Ventura tem de dar uma chance a ele (mesmo que tenha escapado ileso de um amarelo infantil ao chutar a bola em Garro). Na ausência de Baralhas, ele é o mordedor que pisa na área adversária de que tanto precisamos.

As boas atuações de Dudu e Matheusinho não apagam o resultado negativo de ontem, nem sacramentam nosso futuro na competição, é claro. Mas jogos como este precisam ser cada vez mais raros se quisermos continuar vivos e dependendo apenas de nós pela permanência e, quem sabe, beliscar mais uma vez uma Sul-Americana. Nada é impossível para o Vitória, e a próxima partida fora de casa será contra um dos postulantes ao título.

O Vitória adora vencer esse tipo de jogo, mas seria ótimo se o Santos perdesse ainda nesta rodada para o Botafogo, já que não fizemos nossa parte. Eu espero que essas duas coisas aconteçam.

Amém, igreja?!

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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NOSSO MOLE E O BUFO-BUFO DO CORINTIANS – POR EMERSON LEANDRO SILVA

O resultado jogo de ontem deixou claro o que eu já sabia… vencer as sereias de Itinga em nossa casa não serve de parâmetro para nada.

O meu desafio neste texto é ser justo, sem tentar encontrar desculpas para justificar mais uma derrota frente à nossa torcida, em nosso santuário. O Vitória jogou abaixo do que precisava para sair da incômoda posição em que se encontra e, sinceramente, se comportou como se o empate fosse o bastante neste jogo.

Contar com a possibilidade de a CBF, em uma “bola dividida” entre um time do Nordeste e um sulista, ser justa, é loucura. O VAR nem considerou a possibilidade de chamar o árbitro à cabine, por entender que o lance era conclusivo. Mas nosso atacante não pode, frente a frente com o goleiro, desperdiçar um lance capital daqueles.

Os alas não funcionaram, e a ausência de Cáceres foi sentida, porque Paulo, o guri da base, não conseguiu reproduzir a profundidade do argentino no ataque e perdeu praticamente todas os lances contra o lateral esquerdo dos caras, que quase abre o placar ainda no primeiro tempo. Matheusinho, eu supus que entraria como titular por conta da excelente partida que fez na Vila, mas Ventura manteve Cantalapiedra e, convenhamos, ele está fazendo hora extra em campo há algumas rodadas. Contar com sua excelente bola parada é muito pouco ante nossa difícil missão de manter-se vivos

O DUDU HIPOTÉTICO É UM MONSTRO

O jogo que Dudu fez ontem lembrou ao torcedor o motivo pelo qual ele, mesmo com seu temperamento explosivo, é tão desejável na titularidade. Desarmes precisos, condução rompendo linhas, passe e capacidade de desafogo — mesmo sob pressão — me fazem acreditar que Ventura tem de dar uma chance a ele (mesmo que tenha escapado ileso de um amarelo infantil ao chutar a bola em Garro). Na ausência de Baralhas, ele é o mordedor que pisa na área adversária de que tanto precisamos.

As boas atuações de Dudu e Matheusinho não apagam o resultado negativo de ontem, nem sacramentam nosso futuro na competição, é claro. Mas jogos como este precisam ser cada vez mais raros se quisermos continuar vivos e dependendo apenas de nós pela permanência e, quem sabe, beliscar mais uma vez uma Sul-Americana. Nada é impossível para o Vitória, e a próxima partida fora de casa será contra um dos postulantes ao título.

O Vitória adora vencer esse tipo de jogo, mas seria ótimo se o Santos perdesse ainda nesta rodada para o Botafogo, já que não fizemos nossa parte. Eu espero que essas duas coisas aconteçam.

Amém, igreja?!

 

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