NO TOPO E NA PRIMEIRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 30/ 04/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

O Vitória foi a campo ontem pela Lampions League, conseguiu a classificação em uma partida emocionante, com todos os desfalques que tem nesta temporada, poupando jogadores que são titulares e, ainda assim, uma parte da torcida decidiu esquecer que, para ter um time que dê show, é preciso ter dinheiro sobrando para aumentar a qualidade do elenco.

No início do ano, a diretoria do Vitória anunciou que a prioridade do ano seriam a Copa do Brasil e, inicialmente, a permanência na elite do Brasileirão, para depois mordiscar algo além disto, como uma Sul-Americana. Nesta conta, o Baiano e a Copa do Nordeste seriam utilizados como um laboratório, embora todos se incomodem com o fato de não conquistarmos este título há muito tempo. Seguindo o planejamento, Jamerson foi a campo, mesmo visivelmente fora de ritmo e, embora tenha falhado no primeiro gol, fez uma partida razoável.

O DISCURSO RASO DO “É OBRIGAÇÃO”

Renzo fez um golaço depois de muito tempo sem marcar, acertou uma bicicleta perigosa e obrigou o goleiro dos caras a fazer uma defesa milagrosa, Zé Vitor acertou um petardo no travessão em um chute do meio da rua, Jamerson, sem ritmo, mostrou que sabe cruzar (algo raro no Vitória) e, mesmo assim, as falas no pós-jogo giraram em torno de um “não fez mais do que sua obrigação”, ao invés de exaltar que o objetivo de se classificar em primeiro do seu grupo foi atingido, como havia sido desenhado no início da temporada.

O Confiança, ano passado, foi responsável por nossa eliminação em pleno Barradão, é o líder do seu grupo, não perde para a gente há mais de uma década e, ontem, jogou, em muitos momentos da partida, com praticamente o time inteiro atrás da linha da bola esperando um contra-ataque. Mas, para alguns, nada disso importa; se apegam ao discurso de que o Vitória é o único time da Série A na competição e tem de atropelar todos os adversários. Este é o tipo de lógica que, além de burra, é de uma inocência comovente.

É um tipo de arrogância baseada na ideia de que o fato de termos uma “camisa pesada” serve de algo além da massagem de nossos egos e da criação de uma arrogância que vejo constantemente aparecendo nas falas das Sereias de Itinga, que confundem ter dinheiro com serem grandes. Não cometamos o mesmo erro tolo de nossos vizinhos sem teto, senhores. Futebol é decidido em campo e o que nossos jogadores e comissão técnica precisam fazer é entrar em campo com postura e trazer resultados; ontem, estas duas coisas foram feitas.

Ao menos na Lampions, a CBF não entrou em campo contra nós; certamente está nos reservando alguma surpresa na próxima partida contra o Coritiba. Isto é algo muito mais preocupante do que posar de crítico não “resultadista” só porque o placar não foi o que você esperava. Eu prefiro ver o copo meio cheio, reconhecer que temos deficiências técnicas, que Renzo conseguiu finalmente nos ajudar e que vamos para a próxima fase com a vantagem de jogar no Barradão. O resto é o resto.

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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NO TOPO E NA PRIMEIRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Por Por 30/ 04/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

O Vitória foi a campo ontem pela Lampions League, conseguiu a classificação em uma partida emocionante, com todos os desfalques que tem nesta temporada, poupando jogadores que são titulares e, ainda assim, uma parte da torcida decidiu esquecer que, para ter um time que dê show, é preciso ter dinheiro sobrando para aumentar a qualidade do elenco.

No início do ano, a diretoria do Vitória anunciou que a prioridade do ano seriam a Copa do Brasil e, inicialmente, a permanência na elite do Brasileirão, para depois mordiscar algo além disto, como uma Sul-Americana. Nesta conta, o Baiano e a Copa do Nordeste seriam utilizados como um laboratório, embora todos se incomodem com o fato de não conquistarmos este título há muito tempo. Seguindo o planejamento, Jamerson foi a campo, mesmo visivelmente fora de ritmo e, embora tenha falhado no primeiro gol, fez uma partida razoável.

O DISCURSO RASO DO “É OBRIGAÇÃO”

Renzo fez um golaço depois de muito tempo sem marcar, acertou uma bicicleta perigosa e obrigou o goleiro dos caras a fazer uma defesa milagrosa, Zé Vitor acertou um petardo no travessão em um chute do meio da rua, Jamerson, sem ritmo, mostrou que sabe cruzar (algo raro no Vitória) e, mesmo assim, as falas no pós-jogo giraram em torno de um “não fez mais do que sua obrigação”, ao invés de exaltar que o objetivo de se classificar em primeiro do seu grupo foi atingido, como havia sido desenhado no início da temporada.

O Confiança, ano passado, foi responsável por nossa eliminação em pleno Barradão, é o líder do seu grupo, não perde para a gente há mais de uma década e, ontem, jogou, em muitos momentos da partida, com praticamente o time inteiro atrás da linha da bola esperando um contra-ataque. Mas, para alguns, nada disso importa; se apegam ao discurso de que o Vitória é o único time da Série A na competição e tem de atropelar todos os adversários. Este é o tipo de lógica que, além de burra, é de uma inocência comovente.

É um tipo de arrogância baseada na ideia de que o fato de termos uma “camisa pesada” serve de algo além da massagem de nossos egos e da criação de uma arrogância que vejo constantemente aparecendo nas falas das Sereias de Itinga, que confundem ter dinheiro com serem grandes. Não cometamos o mesmo erro tolo de nossos vizinhos sem teto, senhores. Futebol é decidido em campo e o que nossos jogadores e comissão técnica precisam fazer é entrar em campo com postura e trazer resultados; ontem, estas duas coisas foram feitas.

Ao menos na Lampions, a CBF não entrou em campo contra nós; certamente está nos reservando alguma surpresa na próxima partida contra o Coritiba. Isto é algo muito mais preocupante do que posar de crítico não “resultadista” só porque o placar não foi o que você esperava. Eu prefiro ver o copo meio cheio, reconhecer que temos deficiências técnicas, que Renzo conseguiu finalmente nos ajudar e que vamos para a próxima fase com a vantagem de jogar no Barradão. O resto é o resto.

 

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