O povo brasileiro não é pessimista, mas grande parte da imprensa esportiva, sim. É por isso que eles travestem seus preconceitos e a tortura que fazem aos números para que eles aparentem ser o que seus veículos desejam. Botam tudo isso em uma mistura de pseudopatriotismo, saudosismo e um pouco de desinformação e entregam ao povo brasileiro um bolo mastigado, indigesto, que tenta moldar nossa percepção em tudo o que diz respeito à Seleção Brasileira.
A impressão que temos é que o povo brasileiro não está esperançoso com o elenco que temos nesta Copa e “tem motivos para isso, afinal, Neymar isso, Vinicius Junior aquilo”. A imprensa esportiva vive no melhor dos dois mundos e, obviamente, no lado mais cínico que se pode viver. O lado que, quando as coisas dão errado, aponta as falhas e, numa espécie de “engenharia reversa”, diz o que deveria ser feito. Se algo dá certo, o discurso é: “começamos mal, mas melhoramos significativamente”, ou seja, o famoso “engenheiro de obra pronta”. No final das contas, é só um teatro em busca de audiência, publicidade e grana.
PRAGMATISMO É SINAL DE EFICIÊNCIA
A coletiva do pós-jogo de nossa “surpreendente” classificação frente à Escócia foi recheada de perguntas de um otimismo arrebatador. Os veículos queriam saber “como o Brasil destruirá seu próximo adversário” ou o que o mister diria ao povo brasileiro após esta vitória e “a clara e empolgante evolução deste time”. Tentaram ainda galgar ao posto de herói solitário outro jogador, Ryan, que, obviamente, é excelente, esquecendo o “toque de Midas” de Endrick, que era evidente duas rodadas atrás.
Nós enfrentaremos o Japão no primeiro jogo eliminatório desta Copa. Um time que, historicamente, é desrespeitado respeitosamente pela cobertura futebolística, mas que, em campo, nos venceu de virada em nosso último amistoso. Ancelotti foi direto ao ser perguntado sobre que recado daria ao povo brasileiro após ter vencido a Escócia: “Calma, muita calma”. Não há conselho mais assertivo que este.
O Japão é mais um exemplo de trabalho longevo. Hajime Moriyasu está no cargo desde 2008, e sua identidade está impressa na maneira de jogar de sua seleção. Por mais pragmático e qualificado que Ancelotti seja, seu um ano e alguns meses à frente de nossa seleção representam uma distância gritante, que pode impactar o resultado do jogo. A minha aposta é que nosso material humano e o olhar aguçado de Carlo nos farão vencer. O único fato prévio que sabemos é que quem perder dará adeus à Copa do Mundo. O resto é “conversa pra boi dormir”.
O Hexa está a caminho, assim espero. Amém?
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NÃO É PESSIMISMO É ESTRATÉGIA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
O povo brasileiro não é pessimista, mas grande parte da imprensa esportiva, sim. É por isso que eles travestem seus preconceitos e a tortura que fazem aos números para que eles aparentem ser o que seus veículos desejam. Botam tudo isso em uma mistura de pseudopatriotismo, saudosismo e um pouco de desinformação e entregam ao povo brasileiro um bolo mastigado, indigesto, que tenta moldar nossa percepção em tudo o que diz respeito à Seleção Brasileira.
A impressão que temos é que o povo brasileiro não está esperançoso com o elenco que temos nesta Copa e “tem motivos para isso, afinal, Neymar isso, Vinicius Junior aquilo”. A imprensa esportiva vive no melhor dos dois mundos e, obviamente, no lado mais cínico que se pode viver. O lado que, quando as coisas dão errado, aponta as falhas e, numa espécie de “engenharia reversa”, diz o que deveria ser feito. Se algo dá certo, o discurso é: “começamos mal, mas melhoramos significativamente”, ou seja, o famoso “engenheiro de obra pronta”. No final das contas, é só um teatro em busca de audiência, publicidade e grana.
PRAGMATISMO É SINAL DE EFICIÊNCIA
A coletiva do pós-jogo de nossa “surpreendente” classificação frente à Escócia foi recheada de perguntas de um otimismo arrebatador. Os veículos queriam saber “como o Brasil destruirá seu próximo adversário” ou o que o mister diria ao povo brasileiro após esta vitória e “a clara e empolgante evolução deste time”. Tentaram ainda galgar ao posto de herói solitário outro jogador, Ryan, que, obviamente, é excelente, esquecendo o “toque de Midas” de Endrick, que era evidente duas rodadas atrás.
Nós enfrentaremos o Japão no primeiro jogo eliminatório desta Copa. Um time que, historicamente, é desrespeitado respeitosamente pela cobertura futebolística, mas que, em campo, nos venceu de virada em nosso último amistoso. Ancelotti foi direto ao ser perguntado sobre que recado daria ao povo brasileiro após ter vencido a Escócia: “Calma, muita calma”. Não há conselho mais assertivo que este.
O Japão é mais um exemplo de trabalho longevo. Hajime Moriyasu está no cargo desde 2008, e sua identidade está impressa na maneira de jogar de sua seleção. Por mais pragmático e qualificado que Ancelotti seja, seu um ano e alguns meses à frente de nossa seleção representam uma distância gritante, que pode impactar o resultado do jogo. A minha aposta é que nosso material humano e o olhar aguçado de Carlo nos farão vencer. O único fato prévio que sabemos é que quem perder dará adeus à Copa do Mundo. O resto é “conversa pra boi dormir”.
O Hexa está a caminho, assim espero. Amém?
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