A conexão entre torcida e time ontem foi, mais uma vez, sentida. Infelizmente, desta vez, não por motivos de júbilo. Os dois gols antes de completar dez minutos de partida pegaram todos de surpresa. A diferença é que eu não sou pago para resolver a situação, mas Jair Ventura e o elenco são.
Ele tentou, preciso ser justo. Depois de sobreviver ao primeiro tempo, voltou do vestiário com duas substituições. Acontece que, na noite de ontem, voltamos a enfrentar um inimigo comum neste doloroso calvário que tem sido esta temporada: o azar. Como se não fosse o bastante nossa evidente limitação, perdemos nosso capitão e Dudu, que entrou no segundo tempo e pediu substituição.
Nós viajamos para Bragança Paulista no nosso melhor momento no Brasileirão, embalados pela vitória, empurrados pela torcida, sonhando até em resolver ali, de uma vez por todas, essa agonia contra o rebaixamento. E voltamos… bem, voltamos levando um 4 a 0 do Bragantino, a autoestima amassada e a sensação dolorida de quem se vê de novo no Z-4 a uma rodada do fim.
Jair Ventura repetiu a escalação que tinha dado certo contra o Mirassol, como a gente esperava. A única mudança foi a entrada de Zé Marcos no lugar de Edu, machucado. Mas aquele Vitória aguerrido, vibrante, que tinha vencido a sensação do campeonato três dias antes… perdeu a alma em algum ponto da viagem a São Paulo. O que entrou em campo não foi nem sombra.
Desde o primeiro minuto, vimos o Bragantino passear em nossa defesa. Os caras encontravam espaço com uma facilidade assustadora, tocavam a bola na entrada da nossa área como se estivessem treinando. E não deu outra: em sete minutos, já tínhamos levado dois gols e um choque de realidade do tamanho do Barradão.
O primeiro gol saiu depois de uma bola longa desnecessária, que virou contra-ataque deles. Sasha entrou como quis, porque a nossa defesa abriu um buraco. No segundo, mesmo em superioridade numérica, marcamos a bola, não o jogador. E Sasha, de novo, fez o que quis.
No segundo tempo, Jair Ventura tentou arrumar alguma coisa: tirou Halter, machucado, colocou Dudu; sacou Aitor e botou Matheuzinho. Mas a verdade é que seguimos sem atacar bem e sem defender melhor. O Bragantino continuou ditando o ritmo, e nós assistindo. Aos sete, Lucas Barbosa teve todo o tempo do mundo para escolher o canto. Aos 19, Juninho Capixaba desfilou pela esquerda e achou Jhon Jhon livre para empurrar para dentro.
Os resultados no Castelão e no Alfredo Jaconi nos trouxeram de volta ao Z-4 a uma rodada do fim. E, dessa vez, sem depender só da gente. A derrota de ontem era algo que considerávamos, afinal, o Bragantino está em uma crescente na competição. No entanto, a maneira como perdemos é que, de fato, assustou.
A gente sofre, critica, reclama, xinga… mas acredita. Porque acreditar é o que sempre nos restou e o que sempre nos manteve vivos. Agora é esperar o último capítulo deste ano desastroso.
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MASSA BRUTA X LEÃO SEM GARRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
A conexão entre torcida e time ontem foi, mais uma vez, sentida. Infelizmente, desta vez, não por motivos de júbilo. Os dois gols antes de completar dez minutos de partida pegaram todos de surpresa. A diferença é que eu não sou pago para resolver a situação, mas Jair Ventura e o elenco são.
Ele tentou, preciso ser justo. Depois de sobreviver ao primeiro tempo, voltou do vestiário com duas substituições. Acontece que, na noite de ontem, voltamos a enfrentar um inimigo comum neste doloroso calvário que tem sido esta temporada: o azar. Como se não fosse o bastante nossa evidente limitação, perdemos nosso capitão e Dudu, que entrou no segundo tempo e pediu substituição.
Nós viajamos para Bragança Paulista no nosso melhor momento no Brasileirão, embalados pela vitória, empurrados pela torcida, sonhando até em resolver ali, de uma vez por todas, essa agonia contra o rebaixamento. E voltamos… bem, voltamos levando um 4 a 0 do Bragantino, a autoestima amassada e a sensação dolorida de quem se vê de novo no Z-4 a uma rodada do fim.
Jair Ventura repetiu a escalação que tinha dado certo contra o Mirassol, como a gente esperava. A única mudança foi a entrada de Zé Marcos no lugar de Edu, machucado. Mas aquele Vitória aguerrido, vibrante, que tinha vencido a sensação do campeonato três dias antes… perdeu a alma em algum ponto da viagem a São Paulo. O que entrou em campo não foi nem sombra.
Desde o primeiro minuto, vimos o Bragantino passear em nossa defesa. Os caras encontravam espaço com uma facilidade assustadora, tocavam a bola na entrada da nossa área como se estivessem treinando. E não deu outra: em sete minutos, já tínhamos levado dois gols e um choque de realidade do tamanho do Barradão.
O primeiro gol saiu depois de uma bola longa desnecessária, que virou contra-ataque deles. Sasha entrou como quis, porque a nossa defesa abriu um buraco. No segundo, mesmo em superioridade numérica, marcamos a bola, não o jogador. E Sasha, de novo, fez o que quis.
No segundo tempo, Jair Ventura tentou arrumar alguma coisa: tirou Halter, machucado, colocou Dudu; sacou Aitor e botou Matheuzinho. Mas a verdade é que seguimos sem atacar bem e sem defender melhor. O Bragantino continuou ditando o ritmo, e nós assistindo. Aos sete, Lucas Barbosa teve todo o tempo do mundo para escolher o canto. Aos 19, Juninho Capixaba desfilou pela esquerda e achou Jhon Jhon livre para empurrar para dentro.
Os resultados no Castelão e no Alfredo Jaconi nos trouxeram de volta ao Z-4 a uma rodada do fim. E, dessa vez, sem depender só da gente. A derrota de ontem era algo que considerávamos, afinal, o Bragantino está em uma crescente na competição. No entanto, a maneira como perdemos é que, de fato, assustou.
A gente sofre, critica, reclama, xinga… mas acredita. Porque acreditar é o que sempre nos restou e o que sempre nos manteve vivos. Agora é esperar o último capítulo deste ano desastroso.
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