JOGO FEIO RESULTADO PIOR – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 26/ 01/ 2026Categorias: Campeonato Baiano, Futebol, Vitória

A partida que fizemos ontem foi uma das piores sob o comando de Jair Ventura. Dito isto, qualquer coisa que seja dita sobre por que estamos putos por perder para as Sereias de Itinga em nosso santuário será vista como delírio. A análise fria dos fatos é que tivemos ontem nossa primeira derrota na competição e, como disse na rodada anterior após golearmos a Juazeirense, o principal papel do jogo de ontem foi nos preparar para nossa estreia no Brasileirão.

Isto significa que ver o tabu de seis anos cair contra nossos fregueses no estado não tem importância? Claro que não. Mas, ao mesmo tempo, é preciso relembrar que esta foi apenas a nossa segunda partida com o time principal. Os erros cometidos ontem nos fizeram, a curto prazo, perder uma partida, mas servirão como aprendizado para que, no restante da temporada, eles desapareçam ou diminuam. É o que espero.

A imprensa baiana fez o que melhor sabe na coletiva após o jogo: confundir erros individuais com sistema de jogo, comparando-o com o jeito ideal que cada um tem de como deveríamos jogar. O problema é que fazer isso depois da partida ou atrás dos microfones é sempre mais fácil. Jair Ventura errou no plano de jogo que fez, pois esperava que Rogério montasse um time para a “trocação”, mas ele veio preparado para a transição e a cera de sempre.

OS DETALHES DEFINEM JOGOS

O Vitória foi melhor no primeiro tempo, pressionou a saída de bola dos caras e os fez rifar diversas bolas, além de chegarmos ao último terço do campo muito mais vezes. Mas nenhum desses fatos, quando não se traduzem no placar, nos serve no primeiro momento. É doloroso ver Eric perder duas oportunidades claras e fazer sua segunda partida muito ruim? Ramon não acertar um cruzamento sabendo que temos um Jamerson no banco que está voando? Sim, é claro.

O QUE O TORCEDOR QUER X O QUE É POSSÍVEL SER FEITO

Expectativa: Marinho na ponta fazendo o “salceiro” na zaga adversária e soltando seu mini míssil aleatório. Realidade: salário alto do atleta e rendimentos abaixo do que foi há dez anos atrás.

Expectativa: montar um time competitivo que enfrente de igual para igual os adversários na Série A. Realidade: sem dinheiro, o Vitória só consegue fazer apostas em jogadores em baixa em seus clubes na Serie A, que podem se recuperar e nos ajudar aqui, ou em mercados alternativos.

Essas duas questões nos colocam, mais uma vez, prestes a iniciar o Brasileirão com o mesmo objetivo dos anos anteriores, que é não cair. O que há de diferente neste ano é o aumento da consciência de nossas limitações por parte da diretoria, a manutenção da base do ano anterior, a chegada de Papelin com sua expertise e o planejamento do Vitória de priorizar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Nada disso garante que dará certo, mas é a nossa melhor chance. O Vitória é para quem acredita.

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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JOGO FEIO RESULTADO PIOR – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Por Por 26/ 01/ 2026Categorias: Campeonato Baiano, Futebol, Vitória

A partida que fizemos ontem foi uma das piores sob o comando de Jair Ventura. Dito isto, qualquer coisa que seja dita sobre por que estamos putos por perder para as Sereias de Itinga em nosso santuário será vista como delírio. A análise fria dos fatos é que tivemos ontem nossa primeira derrota na competição e, como disse na rodada anterior após golearmos a Juazeirense, o principal papel do jogo de ontem foi nos preparar para nossa estreia no Brasileirão.

Isto significa que ver o tabu de seis anos cair contra nossos fregueses no estado não tem importância? Claro que não. Mas, ao mesmo tempo, é preciso relembrar que esta foi apenas a nossa segunda partida com o time principal. Os erros cometidos ontem nos fizeram, a curto prazo, perder uma partida, mas servirão como aprendizado para que, no restante da temporada, eles desapareçam ou diminuam. É o que espero.

A imprensa baiana fez o que melhor sabe na coletiva após o jogo: confundir erros individuais com sistema de jogo, comparando-o com o jeito ideal que cada um tem de como deveríamos jogar. O problema é que fazer isso depois da partida ou atrás dos microfones é sempre mais fácil. Jair Ventura errou no plano de jogo que fez, pois esperava que Rogério montasse um time para a “trocação”, mas ele veio preparado para a transição e a cera de sempre.

OS DETALHES DEFINEM JOGOS

O Vitória foi melhor no primeiro tempo, pressionou a saída de bola dos caras e os fez rifar diversas bolas, além de chegarmos ao último terço do campo muito mais vezes. Mas nenhum desses fatos, quando não se traduzem no placar, nos serve no primeiro momento. É doloroso ver Eric perder duas oportunidades claras e fazer sua segunda partida muito ruim? Ramon não acertar um cruzamento sabendo que temos um Jamerson no banco que está voando? Sim, é claro.

O QUE O TORCEDOR QUER X O QUE É POSSÍVEL SER FEITO

Expectativa: Marinho na ponta fazendo o “salceiro” na zaga adversária e soltando seu mini míssil aleatório. Realidade: salário alto do atleta e rendimentos abaixo do que foi há dez anos atrás.

Expectativa: montar um time competitivo que enfrente de igual para igual os adversários na Série A. Realidade: sem dinheiro, o Vitória só consegue fazer apostas em jogadores em baixa em seus clubes na Serie A, que podem se recuperar e nos ajudar aqui, ou em mercados alternativos.

Essas duas questões nos colocam, mais uma vez, prestes a iniciar o Brasileirão com o mesmo objetivo dos anos anteriores, que é não cair. O que há de diferente neste ano é o aumento da consciência de nossas limitações por parte da diretoria, a manutenção da base do ano anterior, a chegada de Papelin com sua expertise e o planejamento do Vitória de priorizar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Nada disso garante que dará certo, mas é a nossa melhor chance. O Vitória é para quem acredita.

 

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