Sexta-feira foi o Dia das Bruxas, mas quis o destino, perverso e irônico, que o Vitória encarnasse o espírito da data um dia depois. Diante de um Mineirão lotado o ator principal desta assustadora peça de terror digna de um cinema trash, foi o estreante na titularidade Thiago Couto.
Vencer o Cruzeiro com o time que temos já era uma tarefa, por natureza, quase impossível. Dez desfalques – cinco titulares! – e o terceiro colocado pela frente eram os ingredientes que cumpunham esta missão ingrata. Precisávamos de um jogo no limite, de alma, de sangue, de garra e erro zero. Infelizmente, nada disso aconteceu.
Com menos de um minuto, Matheuzinho, perdeu uma clara oportunidade na cara do gol. Depois, o cartão amarelo infantil de Dudu. E, para selar a tríade de nosso castigo Thiago Couto comete um pênalti depois de uma saída atabalhoada, um erro que deixa evidente o quanto ele ainda está sem o “tempo de bola ideal”.
Nem tudo foi desgraça, é claro. Acho que precisaríamos se esforçar muito para superar a desastrosa partida que fizemos contra o Flamengo e a goleada humilhante. Desta vez, não que isto nos sirva de consolo, a coragem e ousadia do esquema de Jair Ventura, com Erick de ala, demonstrou alguma competitividade no primeiro tempo.
Vimos Aitor carimbar a trave e Matheuzinho e o próprio Erick tentarem. Nesses breves instantes, e Willian Oliveira diminuir de cabeça, mas não foi o bastante e depois de uma saída de bola desastrosa o gol de Arroyo, mais uma vez com a contribuição infeliz do nosso goleiro, definiu o resultado.
O SEGUNDO TEMPO VOLTAMOS A PASSIVIDADE
Na volta do vestiário entraram Pepê, Renzo López e Edu, mas a inércia, a velha e terrível dificuldade de tomar a iniciativa, nos dominou. Vimos o Cruzeiro baixar o ritmo e nos contentamos em orbitar a derrota. A marcação continuava um drama, principalmente pelo lado de Erick, que teve que se desdobrar no sacrifício defensivo.
A verdade é que nesta rodada a única coisa de bom que aconteceu para nós foi o fato do Santos não ter conseguido se distanciar da gente, mesmo jogando em casa. O empate do Santos nos dá um respiro na tabela, mas só se conseguirmos fazer nossa parte diante do Internacional em nosso santuário.
É melancólico, eu sei, mas a nossa esperança está depositada na incompetência alheia. Nós não podemos depender disso, mas a realidade é essa: a salvação do Leão, hoje, se continuarmos jogando assim, mora no tropeço dos outros.
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JOGO DE ERRO ZERO, TIVEMOS ERROS DE SOBRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Sexta-feira foi o Dia das Bruxas, mas quis o destino, perverso e irônico, que o Vitória encarnasse o espírito da data um dia depois. Diante de um Mineirão lotado o ator principal desta assustadora peça de terror digna de um cinema trash, foi o estreante na titularidade Thiago Couto.
Vencer o Cruzeiro com o time que temos já era uma tarefa, por natureza, quase impossível. Dez desfalques – cinco titulares! – e o terceiro colocado pela frente eram os ingredientes que cumpunham esta missão ingrata. Precisávamos de um jogo no limite, de alma, de sangue, de garra e erro zero. Infelizmente, nada disso aconteceu.
Com menos de um minuto, Matheuzinho, perdeu uma clara oportunidade na cara do gol. Depois, o cartão amarelo infantil de Dudu. E, para selar a tríade de nosso castigo Thiago Couto comete um pênalti depois de uma saída atabalhoada, um erro que deixa evidente o quanto ele ainda está sem o “tempo de bola ideal”.
Nem tudo foi desgraça, é claro. Acho que precisaríamos se esforçar muito para superar a desastrosa partida que fizemos contra o Flamengo e a goleada humilhante. Desta vez, não que isto nos sirva de consolo, a coragem e ousadia do esquema de Jair Ventura, com Erick de ala, demonstrou alguma competitividade no primeiro tempo.
Vimos Aitor carimbar a trave e Matheuzinho e o próprio Erick tentarem. Nesses breves instantes, e Willian Oliveira diminuir de cabeça, mas não foi o bastante e depois de uma saída de bola desastrosa o gol de Arroyo, mais uma vez com a contribuição infeliz do nosso goleiro, definiu o resultado.
O SEGUNDO TEMPO VOLTAMOS A PASSIVIDADE
Na volta do vestiário entraram Pepê, Renzo López e Edu, mas a inércia, a velha e terrível dificuldade de tomar a iniciativa, nos dominou. Vimos o Cruzeiro baixar o ritmo e nos contentamos em orbitar a derrota. A marcação continuava um drama, principalmente pelo lado de Erick, que teve que se desdobrar no sacrifício defensivo.
A verdade é que nesta rodada a única coisa de bom que aconteceu para nós foi o fato do Santos não ter conseguido se distanciar da gente, mesmo jogando em casa. O empate do Santos nos dá um respiro na tabela, mas só se conseguirmos fazer nossa parte diante do Internacional em nosso santuário.
É melancólico, eu sei, mas a nossa esperança está depositada na incompetência alheia. Nós não podemos depender disso, mas a realidade é essa: a salvação do Leão, hoje, se continuarmos jogando assim, mora no tropeço dos outros.
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