Freguesia continuada e Bahia no G6 – por Erick Cerqueira

Por Por 19/ 05/ 2025Categorias: Bahia, Notícias

Fala, seus lascadores de galináceos! Vamos falar sobre tabu e freguesia: a última vez que o Bahia perdeu para o ex-rival, jogando como mandante pela Série A, foi em 1991. O presidente do Brasil era Fernando Collor, Gorbatchov ainda governava a União Soviética, não existia internet e nem celular. Então, podemos resumir: freguesia histórica.

Chegamos mais cedo na Fonte, e meu filho ficou assustado com o mar de gente subindo a Ladeira da Fonte. Entramos no estádio e o clima era maravilhoso, mostrando que não precisamos da torcida adversária para fazer a festa. Foram 47.796 Tricolores no Estádio. Deixa eles lá e nós cá.

O juiz apitou e, com um minuto de jogo, Jean Lucas foi expulso por dar um murro idiota nas costas do cara. Lembrei que, no último Ba-Vi, eles falaram muito que Everton não foi expulso, e por isso perderam. Pronto, vamos lá: joguem com um a mais para ver se conseguem equilibrar a partida. Mas a diferença técnica é abissal.

Ceni teve peito para não mudar a equipe e apostou na qualidade do seu meio de campo. E deu resultado. Aos 22 minutos, Gilberto toca para Everton Ribeiro, que finge um cruzamento e corta o marcador. O cara que marcava Caio sai para marcá-lo e abre o espaço. Everton toca para Caio que, sem marcação, domina rápido e me fez lembrar Zé Carlos cruzando para Bobô brocar Taffarel em 1988. Pulga — 1,69 m — engana o marcador e sobe mais alto que o lateral-direito deles, de 1,80 m. 1×0.

Apesar do homem a menos, o primeiro tempo foi muito tranquilo para o Bahia. Tocando a bola no melhor estilo Bahia City.

VIRA O LADO

Como o time terminou bem, Ceni trocou só Lucho por Tiago no intervalo, surpreendendo todo mundo. Mas os caras mudaram e foram para cima. Tomaram a posse de bola, as ações, e começaram a incomodar. Para piorar, o Tricolor começou muito mal o segundo tempo. Aí veio o combo de coisa ruim.

Os caras tiveram umas três chances claras para empatar, nesse abafa. Mas é o que venho dizendo: o time deles é ruim.

O gol de empate deles veio numa cobrança de falta na pequena área. 1×1.

Depois, tiveram a chance de virar, mas a trave e Marcos Felipe impediram.

Ceni muda: entram Acevedo (para agradar a torcida) e Michel Araújo (para compensar o agrado). Mas antes que a gente xingasse muito o nosso treinador, veio o lance que fechou o caixão rubro-negro.

O fantástico Erick Pulga sai arrastando o marcador até a linha de fundo e toca para Tiago, que briga com o zagueiro. A bola sobra no pé do zagueiro deles, mas Acevedo se joga num carrinho para evitar a saída. Michel chuta, a bola bate na zaga. Tiago volta para o campo para sair do impedimento. Acevedo acredita na bola e vai brigar de cabeça para trás. Tiago (já em posição legal) tira a bola do pé do zagueiro e do pé esquerdo de Michel, mas ela sobra para o direito. Ele bate caindo, desvia na zaga e entra. O Bahia, com um a menos, chutou duas vezes no gol e marcou as duas. Eles chutaram oito e só fizeram um. Resultado: Bahia com 10, 2×1 no ex-rival.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Números do Bahia em Bavis, de acordo com Yuri Santana, do Canal do Puco: são apenas 4 derrotas nos últimos 28 jogos, e como mandante só perdeu 1 jogo nos últimos 16 clássicos. Estamos há 11 anos sem perder pela Série A. Isso não é rivalidade, é disparidade…

Dessa vez não foi mamão com açúcar, mas o resto da música está valendo. A expulsão condicionou o jogo, e o Tricolor valorizou demais a posse para não dar chances ao adversário. O tabu segue mantido e rumo aos 35 anos (se eles se mantiverem na Série A em 2026).
Bahia entra no G6 e os ‘elax’ seguem guardando a portaria da Zona. Como falei no outro texto: não sobrou pena sobre penas.

Agora, são 37 jogos, 20 triunfos, 11 empates e 6 derrotas, em 2025. E ainda tem gente achando que está tudo errado…

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

Um comentário

  1. Mário Almir Dourado maio 19, 2025 at 12:11 pm

    Deu a lógica. Nos últimos jogos contra o vice tem sido sempre assim.um jogador do Bahia tem que ser expulso na primeira etapa para equilibrar as ações.
    Das outras vezes, com dois cartões amarelos questionáveis. Desta vez não. Foi uma expulsão acertada por agressão, aplicada por um árbitro que usou o mesmo critério quando o lance aconteceu a favor do Bahia e expulsou o jogador do ex-rival.
    Placar merecidíssimo e vale ressaltar que o Bahia fez os dois gols quando estava jogando com 10 jogadores contra os 11 do vice.

Diga aí. Que achou?

Compartilhe nas redes

Freguesia continuada e Bahia no G6 – por Erick Cerqueira

Por Por 19/ 05/ 2025Categorias: Bahia, Notícias

Fala, seus lascadores de galináceos! Vamos falar sobre tabu e freguesia: a última vez que o Bahia perdeu para o ex-rival, jogando como mandante pela Série A, foi em 1991. O presidente do Brasil era Fernando Collor, Gorbatchov ainda governava a União Soviética, não existia internet e nem celular. Então, podemos resumir: freguesia histórica.

Chegamos mais cedo na Fonte, e meu filho ficou assustado com o mar de gente subindo a Ladeira da Fonte. Entramos no estádio e o clima era maravilhoso, mostrando que não precisamos da torcida adversária para fazer a festa. Foram 47.796 Tricolores no Estádio. Deixa eles lá e nós cá.

O juiz apitou e, com um minuto de jogo, Jean Lucas foi expulso por dar um murro idiota nas costas do cara. Lembrei que, no último Ba-Vi, eles falaram muito que Everton não foi expulso, e por isso perderam. Pronto, vamos lá: joguem com um a mais para ver se conseguem equilibrar a partida. Mas a diferença técnica é abissal.

Ceni teve peito para não mudar a equipe e apostou na qualidade do seu meio de campo. E deu resultado. Aos 22 minutos, Gilberto toca para Everton Ribeiro, que finge um cruzamento e corta o marcador. O cara que marcava Caio sai para marcá-lo e abre o espaço. Everton toca para Caio que, sem marcação, domina rápido e me fez lembrar Zé Carlos cruzando para Bobô brocar Taffarel em 1988. Pulga — 1,69 m — engana o marcador e sobe mais alto que o lateral-direito deles, de 1,80 m. 1×0.

Apesar do homem a menos, o primeiro tempo foi muito tranquilo para o Bahia. Tocando a bola no melhor estilo Bahia City.

VIRA O LADO

Como o time terminou bem, Ceni trocou só Lucho por Tiago no intervalo, surpreendendo todo mundo. Mas os caras mudaram e foram para cima. Tomaram a posse de bola, as ações, e começaram a incomodar. Para piorar, o Tricolor começou muito mal o segundo tempo. Aí veio o combo de coisa ruim.

Os caras tiveram umas três chances claras para empatar, nesse abafa. Mas é o que venho dizendo: o time deles é ruim.

O gol de empate deles veio numa cobrança de falta na pequena área. 1×1.

Depois, tiveram a chance de virar, mas a trave e Marcos Felipe impediram.

Ceni muda: entram Acevedo (para agradar a torcida) e Michel Araújo (para compensar o agrado). Mas antes que a gente xingasse muito o nosso treinador, veio o lance que fechou o caixão rubro-negro.

O fantástico Erick Pulga sai arrastando o marcador até a linha de fundo e toca para Tiago, que briga com o zagueiro. A bola sobra no pé do zagueiro deles, mas Acevedo se joga num carrinho para evitar a saída. Michel chuta, a bola bate na zaga. Tiago volta para o campo para sair do impedimento. Acevedo acredita na bola e vai brigar de cabeça para trás. Tiago (já em posição legal) tira a bola do pé do zagueiro e do pé esquerdo de Michel, mas ela sobra para o direito. Ele bate caindo, desvia na zaga e entra. O Bahia, com um a menos, chutou duas vezes no gol e marcou as duas. Eles chutaram oito e só fizeram um. Resultado: Bahia com 10, 2×1 no ex-rival.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Números do Bahia em Bavis, de acordo com Yuri Santana, do Canal do Puco: são apenas 4 derrotas nos últimos 28 jogos, e como mandante só perdeu 1 jogo nos últimos 16 clássicos. Estamos há 11 anos sem perder pela Série A. Isso não é rivalidade, é disparidade…

Dessa vez não foi mamão com açúcar, mas o resto da música está valendo. A expulsão condicionou o jogo, e o Tricolor valorizou demais a posse para não dar chances ao adversário. O tabu segue mantido e rumo aos 35 anos (se eles se mantiverem na Série A em 2026).
Bahia entra no G6 e os ‘elax’ seguem guardando a portaria da Zona. Como falei no outro texto: não sobrou pena sobre penas.

Agora, são 37 jogos, 20 triunfos, 11 empates e 6 derrotas, em 2025. E ainda tem gente achando que está tudo errado…

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  1. Mário Almir Dourado maio 19, 2025 at 12:11 pm

    Deu a lógica. Nos últimos jogos contra o vice tem sido sempre assim.um jogador do Bahia tem que ser expulso na primeira etapa para equilibrar as ações.
    Das outras vezes, com dois cartões amarelos questionáveis. Desta vez não. Foi uma expulsão acertada por agressão, aplicada por um árbitro que usou o mesmo critério quando o lance aconteceu a favor do Bahia e expulsou o jogador do ex-rival.
    Placar merecidíssimo e vale ressaltar que o Bahia fez os dois gols quando estava jogando com 10 jogadores contra os 11 do vice.

Diga aí. Que achou?

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

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