Final do Baiano. Ganhou o que foi mal, perdeu o que foi pior! por Erick Cerqueira
Vamos falar sobre a final de forma séria, porque tenho ouvido e lido cada coisa, que só Jesus na causa. O Bahia jogou muito mal, apesar de o esquema ter funcionado, e o Vitória, que muitos dizem ter feito seu melhor jogo do ano, na verdade fez uma partida extremamente ruim – e ainda saiu comemorando. Vamos refletir um pouco.
O Vitória montou o time para jogar no contra-ataque, com três volantes para liberar os três atacantes, que pressionariam a saída de bola do Bahia, esperando um erro defensivo. Mas esse erro não aconteceu. E por quê?
O Bahia não precisava atacar, bastava não tomar gol para ser campeão. Ainda assim, a torcida questiona Rogério Ceni, dizendo que ele foi medroso. Mas, espera aí! Não foi essa mesma torcida que reclamou no ano passado, dizendo que o time era “cabaço”, que Ceni não sabia mudar o estilo de jogo? Que depois de fazer 2×1 no Barradão deveria ter “furado a bola” e jogado de forma pragmática para evitar a virada?
Sabendo que o Vitória jogaria no contra-ataque, o Tricolor fez algo inesperado: deu a bola para o rival. Jogando em casa, o Vitória teve 45 minutos sem criar chances claras de gol, apenas uma cabeçada no travessão.
Virou o lado
No segundo tempo, a estratégia continuou. Ceni ajustou o time, colocando Gilberto para liberar mais Juba. O Vitória pressionou, mas, em três BAVIs no ano, só conseguiu duas boas cabeçadas, ambas defendidas por Marcos Felipe. O gol rubro-negro veio aos 40 do segundo tempo, e ainda tiveram a chance do empate, mas desperdiçaram.
O Bahia, que já não saía para o jogo, catimbou e controlou a partida. E numa falta desnecessária no meio-campo, o Vitória caiu na armadilha Tricolor. Mesmo perto do segundo gol, perderam a cabeça, com Lucas Arcanjo protagonizando um lance desastroso.
O jogo esfriou, o Bahia se recompôs, e, mesmo com um a menos após a expulsão de Cauly, não sofreu mais nos minutos finais. E aí, bastou um lance: na única saída de bola precisa de Marcos Felipe, Juba dominou e serviu Kayky, que decretou o empate e o título.
Time pequeno atacou o jogo todo e só conseguiu fazer um gol. Time grande só precisa de um lance para definir.
A real é que o Vitória perde mais um Título em Casa
O Vitória terminou o campeonato com apenas uma derrota – justamente a que lhe tirou o título. Mas em 180 minutos de final, teve apenas três chances reais de gol. Terminou a disputa a três gols de ser campeão. Isso só prova o quão limitado é o time, apesar do grande esforço na última partida.
Era para a torcida rubro-negra estar revoltada, porque o time é muito fraco. Mas, ao invés disso, estão comemorando mais um título perdido em casa, pela garra dos derrotados, no melhor estilo do meme: “Ih, o importante é competir!”
Bahia vence o Baiano, mas Boa Porra é o esse Estadual
Enquanto isso, o Bahia, campeão com um placar agregado de 3×1, sai da final com seu técnico dizendo que o time não fez um bom jogo. E isso é ótimo de se ouvir, pois mostra que, apesar da conquista, Ceni sabe que o time poderia ter jogado melhor. Com mais 50 centavos de esforço e vontade, teria vencido a segunda partida também.
Como bom torcedor do Bahia, estou muito feliz com as duas percepções.
O Bahia conquistou seu 51º título Baiano, dando moral ao time, que no ano passado perdeu o campeonato por uma falha boba de Rezende, expulso na Fonte Nova. Se não fosse por isso, seríamos tricampeões estaduais, hoje. Porque a diferença técnica entre os clubes é gigantesca. Um abismo. E por isso precisamos focar em coisas maiores, em títulos regionais, nacionais e focar na Libertadores.
O estadual serve como trampolim para desafios maiores e mais importantes. Campeonato Baiano, agora que ganhamos podemos dizer, é uma ‘boa porra’, como diria Cáscio Cardoso.
Diga aí. Que achou?
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Final do Baiano. Ganhou o que foi mal, perdeu o que foi pior! por Erick Cerqueira
Vamos falar sobre a final de forma séria, porque tenho ouvido e lido cada coisa, que só Jesus na causa. O Bahia jogou muito mal, apesar de o esquema ter funcionado, e o Vitória, que muitos dizem ter feito seu melhor jogo do ano, na verdade fez uma partida extremamente ruim – e ainda saiu comemorando. Vamos refletir um pouco.
O Vitória montou o time para jogar no contra-ataque, com três volantes para liberar os três atacantes, que pressionariam a saída de bola do Bahia, esperando um erro defensivo. Mas esse erro não aconteceu. E por quê?
O Bahia não precisava atacar, bastava não tomar gol para ser campeão. Ainda assim, a torcida questiona Rogério Ceni, dizendo que ele foi medroso. Mas, espera aí! Não foi essa mesma torcida que reclamou no ano passado, dizendo que o time era “cabaço”, que Ceni não sabia mudar o estilo de jogo? Que depois de fazer 2×1 no Barradão deveria ter “furado a bola” e jogado de forma pragmática para evitar a virada?
Sabendo que o Vitória jogaria no contra-ataque, o Tricolor fez algo inesperado: deu a bola para o rival. Jogando em casa, o Vitória teve 45 minutos sem criar chances claras de gol, apenas uma cabeçada no travessão.
Virou o lado
No segundo tempo, a estratégia continuou. Ceni ajustou o time, colocando Gilberto para liberar mais Juba. O Vitória pressionou, mas, em três BAVIs no ano, só conseguiu duas boas cabeçadas, ambas defendidas por Marcos Felipe. O gol rubro-negro veio aos 40 do segundo tempo, e ainda tiveram a chance do empate, mas desperdiçaram.
O Bahia, que já não saía para o jogo, catimbou e controlou a partida. E numa falta desnecessária no meio-campo, o Vitória caiu na armadilha Tricolor. Mesmo perto do segundo gol, perderam a cabeça, com Lucas Arcanjo protagonizando um lance desastroso.
O jogo esfriou, o Bahia se recompôs, e, mesmo com um a menos após a expulsão de Cauly, não sofreu mais nos minutos finais. E aí, bastou um lance: na única saída de bola precisa de Marcos Felipe, Juba dominou e serviu Kayky, que decretou o empate e o título.
Time pequeno atacou o jogo todo e só conseguiu fazer um gol. Time grande só precisa de um lance para definir.
A real é que o Vitória perde mais um Título em Casa
O Vitória terminou o campeonato com apenas uma derrota – justamente a que lhe tirou o título. Mas em 180 minutos de final, teve apenas três chances reais de gol. Terminou a disputa a três gols de ser campeão. Isso só prova o quão limitado é o time, apesar do grande esforço na última partida.
Era para a torcida rubro-negra estar revoltada, porque o time é muito fraco. Mas, ao invés disso, estão comemorando mais um título perdido em casa, pela garra dos derrotados, no melhor estilo do meme: “Ih, o importante é competir!”
Bahia vence o Baiano, mas Boa Porra é o esse Estadual
Enquanto isso, o Bahia, campeão com um placar agregado de 3×1, sai da final com seu técnico dizendo que o time não fez um bom jogo. E isso é ótimo de se ouvir, pois mostra que, apesar da conquista, Ceni sabe que o time poderia ter jogado melhor. Com mais 50 centavos de esforço e vontade, teria vencido a segunda partida também.
Como bom torcedor do Bahia, estou muito feliz com as duas percepções.
O Bahia conquistou seu 51º título Baiano, dando moral ao time, que no ano passado perdeu o campeonato por uma falha boba de Rezende, expulso na Fonte Nova. Se não fosse por isso, seríamos tricampeões estaduais, hoje. Porque a diferença técnica entre os clubes é gigantesca. Um abismo. E por isso precisamos focar em coisas maiores, em títulos regionais, nacionais e focar na Libertadores.
O estadual serve como trampolim para desafios maiores e mais importantes. Campeonato Baiano, agora que ganhamos podemos dizer, é uma ‘boa porra’, como diria Cáscio Cardoso.
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