Quando o jogo começou, nosso ímpeto estava tão acelerado que eu achei que estava no início de um show. O primeiro gol, antes dos cinco minutos, com cinco atletas nossos pisando a área dos caras, reforçou em mim essa ideia. Aí, aos quinze, o que era show se transformou em uma encenação teatral de um drama pastelão, em que o atacante dos caras simulou uma violenta agressão.
A partir daí, o juiz da partida decidiu transformar o jogo em um espetáculo circense no qual ele era o principal palhaço, já que a trupe completa contou com os árbitros do VAR que, dentro de sua cabine no ar-condicionado, enxergaram uma cotovelada mortal em um lance que, no mínimo, era duvidoso e expulsaram Caique.
Antes do primeiro tempo acabar, o juiz já havia amarelado Lucas Arcanjo, Kayzer e Jair Ventura. Toda a confusão, má intenção ou simples incompetência na condução da partida não foi suficiente para superar Arcanjo, nosso ministro da defesa, que defendeu dois pênaltis, colocou o Leão na final do estadual e, de quebra, carimbou nosso passaporte para as Copas do Nordeste e do Brasil do ano que vem.
FALTA APENAS UM JOGO
A próxima partida será em nossa casa de praia, contra as Sereias de Itinga, em jogo único. Mesmo que o planejamento para o Baianão tenha sido projetado para conseguirmos chegar à final, temos a chance de ampliar nossa ambição e bater os caras na “casa” deles.
Não imagino que será um jogo fácil e, para ser sincero, qualquer prognóstico que crave algo diferente de “JaxVi é papo de maluquice” tende a quebrar a cara. Saber que é só mais um jogo para nós não defende a ideia de que a vitória não seja importante ou que o título não tenha peso significativo. É, na verdade, olhar para a final e compará-la com o restante da temporada, pois isso é o que mais interessa.
O Vitória tem a obrigação de doar-se ao máximo e o resultado, mesmo que seja adverso, será compreensível. Se há algo que deve ser criticado com veemência no jogo de ontem é a atenção que teremos de ter diante da catimba que os caras farão. Ontem, depois da expulsão de Caique, diversos jogadores se exaltaram em excesso e quase transformaram um cenário que já era ruim em algo pior.
Se há uma coisa que o mais recente tri-eliminado da Bahia sabe fazer é esse joguinho psicológico. Se conseguirmos anular isso, as chances de trazer o título para o Barradão aumentam consideravelmente.
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ENTRE A ARBITRAGEM E A JACUIPENSE – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Quando o jogo começou, nosso ímpeto estava tão acelerado que eu achei que estava no início de um show. O primeiro gol, antes dos cinco minutos, com cinco atletas nossos pisando a área dos caras, reforçou em mim essa ideia. Aí, aos quinze, o que era show se transformou em uma encenação teatral de um drama pastelão, em que o atacante dos caras simulou uma violenta agressão.
A partir daí, o juiz da partida decidiu transformar o jogo em um espetáculo circense no qual ele era o principal palhaço, já que a trupe completa contou com os árbitros do VAR que, dentro de sua cabine no ar-condicionado, enxergaram uma cotovelada mortal em um lance que, no mínimo, era duvidoso e expulsaram Caique.
Antes do primeiro tempo acabar, o juiz já havia amarelado Lucas Arcanjo, Kayzer e Jair Ventura. Toda a confusão, má intenção ou simples incompetência na condução da partida não foi suficiente para superar Arcanjo, nosso ministro da defesa, que defendeu dois pênaltis, colocou o Leão na final do estadual e, de quebra, carimbou nosso passaporte para as Copas do Nordeste e do Brasil do ano que vem.
FALTA APENAS UM JOGO
A próxima partida será em nossa casa de praia, contra as Sereias de Itinga, em jogo único. Mesmo que o planejamento para o Baianão tenha sido projetado para conseguirmos chegar à final, temos a chance de ampliar nossa ambição e bater os caras na “casa” deles.
Não imagino que será um jogo fácil e, para ser sincero, qualquer prognóstico que crave algo diferente de “JaxVi é papo de maluquice” tende a quebrar a cara. Saber que é só mais um jogo para nós não defende a ideia de que a vitória não seja importante ou que o título não tenha peso significativo. É, na verdade, olhar para a final e compará-la com o restante da temporada, pois isso é o que mais interessa.
O Vitória tem a obrigação de doar-se ao máximo e o resultado, mesmo que seja adverso, será compreensível. Se há algo que deve ser criticado com veemência no jogo de ontem é a atenção que teremos de ter diante da catimba que os caras farão. Ontem, depois da expulsão de Caique, diversos jogadores se exaltaram em excesso e quase transformaram um cenário que já era ruim em algo pior.
Se há uma coisa que o mais recente tri-eliminado da Bahia sabe fazer é esse joguinho psicológico. Se conseguirmos anular isso, as chances de trazer o título para o Barradão aumentam consideravelmente.





