DILACERAMOS O COXA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Após a nossa classificação na Lampions em primeiro lugar do grupo, um amigo da época da faculdade me disse o seguinte: “Irmão, eu queria que o Vitória fosse esse clube dos seus textos”, e complementou: “Às vezes parece que você chegou num disco voador semana passada e virou Vitória”. Estas duas falas revelam a desconfiança de uma grande parte da torcida que, por conta do histórico recente de amadorismo e lástimas que suportamos, escolhe como proteção o caminho da descrença total.

Eu os entendo, só não concordo.

A partida de seis pontos que fizemos ontem contra o Coxa, que em tese é um franco adversário pela permanência, foi exemplar e, mesmo que o placar elástico tenha sido condicionado pela expulsão de um dos jogadores dos caras, os nossos dois primeiros gols saíram quando eles estavam com os onze em campo.

Eu não me iludo nem quero iludir ninguém a respeito de nosso objetivo no ano. Sou apenas um torcedor otimista-realista que nota que, em comparação ao ano passado, demoramos um turno inteiro para atingirmos 18 pontos e, este ano, já chegamos a esta marca tendo no turno 18 pontos em disputa. Nada disso caiu do céu, é resultado de decisões acertadas de nossa diretoria e comissão técnica e, obviamente, não cabem aqui projeções mirabolantes para o que nos resta da temporada. No entanto, é má vontade não enxergar nossa evolução.

NOSSO MAIOR VÍCIO É RECLAMAR

Ontem, Renê fez uma partida como há décadas não vemos um centroavante fazer pelo Vitória. O pivete comeu a bola, provocou uma expulsão, fez gol, deu passe e gerou o lance do pênalti. Zé Vitor, mais uma vez, fez uma partida impecável, marcou seu primeiro gol e tem preenchido nosso meio de campo de uma maneira que atenuou a ausência do monstro Baralhas. Estes dois jogadores vieram da Portuguesa por empréstimo, e Fábio Mota já disse que tem intenção de comprá-los.

O Vitória desta temporada não vai nos encantar com partidas impecáveis e apresentações com alta rotação e domínio dos adversários, como foi ontem. Mas este elenco de operário que temos, unido à filosofia de jogo empregada por Jair Ventura, pode terminar o turno na primeira metade da tabela se seguirmos atuando assim. Os números nos mostram isto e, para ser sincero, se não tivéssemos sido roubados contra o Athletico Paranaense e o Flamengo, estaríamos em melhor situação no Brasileiro e também na Copa do Brasil.

É claro que nem tudo são flores. Ramon voltou a fazer uma partida defensiva muito abaixo e, como de costume, não acertou um cruzamento na área. Cacá, assim como Ramon, errou no lance do gol dos caras, e a goleada mascarou isto. Mas é preciso salientar o quanto Edenilson entra bem na imensa maioria das partidas, em qualquer lugar que o coloquem e, com Luan Cândido, tem jogado bem. Ontem, além de comer a bola na defesa, deu passe para gol e achou Renê em um passe longo que resultou na expulsão.

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

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DILACERAMOS O COXA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Após a nossa classificação na Lampions em primeiro lugar do grupo, um amigo da época da faculdade me disse o seguinte: “Irmão, eu queria que o Vitória fosse esse clube dos seus textos”, e complementou: “Às vezes parece que você chegou num disco voador semana passada e virou Vitória”. Estas duas falas revelam a desconfiança de uma grande parte da torcida que, por conta do histórico recente de amadorismo e lástimas que suportamos, escolhe como proteção o caminho da descrença total.

Eu os entendo, só não concordo.

A partida de seis pontos que fizemos ontem contra o Coxa, que em tese é um franco adversário pela permanência, foi exemplar e, mesmo que o placar elástico tenha sido condicionado pela expulsão de um dos jogadores dos caras, os nossos dois primeiros gols saíram quando eles estavam com os onze em campo.

Eu não me iludo nem quero iludir ninguém a respeito de nosso objetivo no ano. Sou apenas um torcedor otimista-realista que nota que, em comparação ao ano passado, demoramos um turno inteiro para atingirmos 18 pontos e, este ano, já chegamos a esta marca tendo no turno 18 pontos em disputa. Nada disso caiu do céu, é resultado de decisões acertadas de nossa diretoria e comissão técnica e, obviamente, não cabem aqui projeções mirabolantes para o que nos resta da temporada. No entanto, é má vontade não enxergar nossa evolução.

NOSSO MAIOR VÍCIO É RECLAMAR

Ontem, Renê fez uma partida como há décadas não vemos um centroavante fazer pelo Vitória. O pivete comeu a bola, provocou uma expulsão, fez gol, deu passe e gerou o lance do pênalti. Zé Vitor, mais uma vez, fez uma partida impecável, marcou seu primeiro gol e tem preenchido nosso meio de campo de uma maneira que atenuou a ausência do monstro Baralhas. Estes dois jogadores vieram da Portuguesa por empréstimo, e Fábio Mota já disse que tem intenção de comprá-los.

O Vitória desta temporada não vai nos encantar com partidas impecáveis e apresentações com alta rotação e domínio dos adversários, como foi ontem. Mas este elenco de operário que temos, unido à filosofia de jogo empregada por Jair Ventura, pode terminar o turno na primeira metade da tabela se seguirmos atuando assim. Os números nos mostram isto e, para ser sincero, se não tivéssemos sido roubados contra o Athletico Paranaense e o Flamengo, estaríamos em melhor situação no Brasileiro e também na Copa do Brasil.

É claro que nem tudo são flores. Ramon voltou a fazer uma partida defensiva muito abaixo e, como de costume, não acertou um cruzamento na área. Cacá, assim como Ramon, errou no lance do gol dos caras, e a goleada mascarou isto. Mas é preciso salientar o quanto Edenilson entra bem na imensa maioria das partidas, em qualquer lugar que o coloquem e, com Luan Cândido, tem jogado bem. Ontem, além de comer a bola na defesa, deu passe para gol e achou Renê em um passe longo que resultou na expulsão.

 

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