CBF, BINHA… FAÇA O PIX – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 15/ 05/ 2026Categorias: Copa do Brasil, Futebol, Vitória

Você estava ansioso, achando que seríamos eliminados em casa, né Ariel? (minha pequena sereia). Se lascou diante do Remo por três vezes consecutivas e tomou uma de quinhentos ontem à noite. Se saia, sardinha! Dito isto, vamos ao texto…

Há uma beleza quase cruel no futebol que o torna um esporte apaixonante: dentro das quatro linhas não existe espaço para certezas preconcebidas. Todo mundo sabe que o Flamengo é o melhor time da América, que a compra de Paquetá, isoladamente, supera o investimento do Vitória no ano. Os caras têm melhor elenco, deram testa ao Paris Saint-Germain no Mundial, foram beneficiados na partida de ida e, ainda assim, tremeram ante um Barradão que pulsa, canta e vibra.

O que o Vitória fez ontem foi algo gigante, não por termos batido o Flamídia, embolsado o pix da CBF e nos classificado à próxima fase da Copa do Brasil. Não. Nós confirmamos que o dinheiro não vence a alma quando ela se veste de uma simbiose entre arquibancada e time. A nossa força vem da clareza cristalina de nossas limitações e da capacidade de explorar a arrogância de adversários que supõem que, no futebol, se vence antes do final do tempo regulamentar.

O VITÓRIA E SUA SANTA TRINDADE

A vitória do Vitória foi coletiva. Metade do bicho da classificação será dada aos atletas, e isso fez com que nosso tesão pelo resultado ficasse evidente. Jair Ventura montou um time que, ao mesmo tempo, tinha características defensivas, como estava focado em surpreender o adversário, saber sofrer e explorar toda nesga de oportunidade para vencermos. A cereja do bolo é a alma do torcedor, que vive cada palavra dos versos “pelo Vitória, minha vida… avante meu leão, que a força de onde vem é da torcida”.

Nós tivemos que batalhar no Supremo Tribunal Desportivo, ser punidos, peitar a Confederação Brasileira de Futebol, exigir respeito escancarando a baixa qualidade da arbitragem brasileira e assumir o protagonismo da narrativa que precedeu a partida de ontem, para fazer com que a imprensa sulista se dobrasse à nossa grandeza. A instituição se posicionou através de seu presidente, arcou com as consequências e colheu os frutos ontem à noite.

A nossa evolução na temporada tem sido, por muitas vezes, para alguns, muito lenta. Mas é inegável que ela é sólida e tenho certeza de que, para os que precisam de uma prova cabal para acreditar, na noite de ontem começaram a enxergar o que venho falando há meses… estamos seguindo o planejamento. A felicidade pela classificação para a próxima fase só não pode ser, a meu ver, o combustível para o outro extremo do pessimismo, ou seja, a arrogância absoluta.

É óbvio que a resenha é necessária, o aperto de mente nos nossos vizinhos sem casa é uma obrigação, mas, após assistir à zona mista com os jogadores, Papelim e a coletiva de Jair Ventura após a partida, notei que o discurso está alinhado e, sobretudo, com uma base de ambição calcada na realidade, que nos faz comemorar vitórias como a de ontem, mas encarar cada partida como o próximo desafio.

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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Você estava ansioso, achando que seríamos eliminados em casa, né Ariel? (minha pequena sereia). Se lascou diante do Remo por três vezes consecutivas e tomou uma de quinhentos ontem à noite. Se saia, sardinha! Dito isto, vamos ao texto…

Há uma beleza quase cruel no futebol que o torna um esporte apaixonante: dentro das quatro linhas não existe espaço para certezas preconcebidas. Todo mundo sabe que o Flamengo é o melhor time da América, que a compra de Paquetá, isoladamente, supera o investimento do Vitória no ano. Os caras têm melhor elenco, deram testa ao Paris Saint-Germain no Mundial, foram beneficiados na partida de ida e, ainda assim, tremeram ante um Barradão que pulsa, canta e vibra.

O que o Vitória fez ontem foi algo gigante, não por termos batido o Flamídia, embolsado o pix da CBF e nos classificado à próxima fase da Copa do Brasil. Não. Nós confirmamos que o dinheiro não vence a alma quando ela se veste de uma simbiose entre arquibancada e time. A nossa força vem da clareza cristalina de nossas limitações e da capacidade de explorar a arrogância de adversários que supõem que, no futebol, se vence antes do final do tempo regulamentar.

O VITÓRIA E SUA SANTA TRINDADE

A vitória do Vitória foi coletiva. Metade do bicho da classificação será dada aos atletas, e isso fez com que nosso tesão pelo resultado ficasse evidente. Jair Ventura montou um time que, ao mesmo tempo, tinha características defensivas, como estava focado em surpreender o adversário, saber sofrer e explorar toda nesga de oportunidade para vencermos. A cereja do bolo é a alma do torcedor, que vive cada palavra dos versos “pelo Vitória, minha vida… avante meu leão, que a força de onde vem é da torcida”.

Nós tivemos que batalhar no Supremo Tribunal Desportivo, ser punidos, peitar a Confederação Brasileira de Futebol, exigir respeito escancarando a baixa qualidade da arbitragem brasileira e assumir o protagonismo da narrativa que precedeu a partida de ontem, para fazer com que a imprensa sulista se dobrasse à nossa grandeza. A instituição se posicionou através de seu presidente, arcou com as consequências e colheu os frutos ontem à noite.

A nossa evolução na temporada tem sido, por muitas vezes, para alguns, muito lenta. Mas é inegável que ela é sólida e tenho certeza de que, para os que precisam de uma prova cabal para acreditar, na noite de ontem começaram a enxergar o que venho falando há meses… estamos seguindo o planejamento. A felicidade pela classificação para a próxima fase só não pode ser, a meu ver, o combustível para o outro extremo do pessimismo, ou seja, a arrogância absoluta.

É óbvio que a resenha é necessária, o aperto de mente nos nossos vizinhos sem casa é uma obrigação, mas, após assistir à zona mista com os jogadores, Papelim e a coletiva de Jair Ventura após a partida, notei que o discurso está alinhado e, sobretudo, com uma base de ambição calcada na realidade, que nos faz comemorar vitórias como a de ontem, mas encarar cada partida como o próximo desafio.

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