Como cair de 2º pra 5º em 25 minutos – por Erick Cerqueira
Fala, seus filhos de Willian Andem. O Bahia era o 4º colocado, com 2 jogos a menos que o 2º e apenas 2 pontos atrás dele. Era o melhor visitante do campeonato, com 3 triunfos em 3 jogos. Estava invicto, tinha a melhor defesa, apenas 3 gols sofridos em 6 jogos e iria pegar o lanterna do campeonato que tinha o pior ataque. O que poderia dar errado?
Ah, Bahia! Você e sua síndrome de Robin Hood. Tirando dos ricos para dar para os pobres…
Vamos pro baba
O time entrou em campo com 3 desfalques. Ronaldo, Roman (que virou 3ª opção), Xavier e Mingo. Caio, Erick (no lugar de Everton), Jean Lucas; Kike, Everaldo (reserva) e Pulga. Ainda assim um bom elenco pra enfrentar os times da segunda página do campeonato.
Juba cruzou pra área uma falta e Jean Lucas, de cabeça, quase abre o placar aos 8. Os caras responderam com um escanteio que explodiu no primeiro pau.
Aí veio o golaço. Aos 31 minutos, Caio de calcanhar pra Kike, que tabela com Erick, vai na linha de fundo e cruza na cabeça de Everaldo. Golaço. 1×0.
Aí, pronto. Era só esperar a grande torcida azulina se irritar e começar a jogar contra. O Bahia ir pra dentro matar o jogo e… e nada.
Os caras quase empatam com Talheres, mas Ronaldo fez um milagre.
Aos 40 minutos, contra-ataque do Bahia e Jean Lucas perde a bola. O cara chuta lá da casa da porra, fraco. Ronaldo voa pra encaixar e fazer pose pra foto, mas na aterrissagem o cotovelo do paredão vai pra frente. Luxação. Mingo se desespera ao ver a cena e coloca as mãos na cabeça acusando que era grave. Era o início do fim da paz tricolor. E o Bahia parou de jogar.
Aos 53, um chute de fora da área venceu João Paulo, e o time desce pro vestiário com o empate.
VIRA O LADO
Na volta, com menos de 2 minutos, cruzamento na área e quase Caio marca contra. O goleiro salva, mas a bola cai no pé do adversário. 2×1.
Aí veio o segundo lampejo do Bahia. Erick Pulga vai na frente, passa por meio time do Remo e só param ele fazendo pênalti. Era o 2×2, o empate, que colocaria o Bahia no jogo. E Juba, o capitão e batedor oficial do time sem Willian José, vai pra bola e perde. Aos 11 minutos.
Quem não faz, toma.
Aos 12, grande jogada dos caras pelo meio, e o artilheiro sai de cara com João Paulo. E fecha o caixão. 3×1. Ledo engano.
E aí, o sentimento geral era de “ACAAAABA! ACAAAABA, PELO AMOR DE DEUS!”.
Ceni muda e coloca os jogadores que têm entrado e piorado o time no segundo tempo. Nestor e Michel fazem uma noite medonha. E o segundo perde a bola que dá início ao quarto gol. Cruzamento na ponta esquerda deles, Erick (zagueiro improvisado no lugar de Xavier) espera Roman vir do quinto dos infernos marcar o atacante à distância. Manga domina no peito, entra na área, espera a chegada do companheiro e serve. O cara entra na área no meio de 4 marcadores e fecha o caixão. Agora sim. 4×1.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Tinha tudo pra ser história e amor e, no plot twist duplo carpado, virou uma tragédia. Na coletiva, Rogério Ceni falou da falta de postura do time quando abre o placar. Acusou os jogadores de terem problemas psicológicos quando fazem o gol. E ele, putaço, disse que já tá velho, uma merda, e não pode mais bater pênalti. E se ele estava assim na coletiva, imagina no vestiário.
Da noite do fiasco, ficou apenas uma coisa boa: saber que os jogadores que entregaram a segunda colocação do Brasileirão tomaram um esporro e foram dormir de cabeça quente, como a gente.
Agora é chorar na 5ª colocação até o jogo contra o Athletico Paranaense. E aqui, na Fonte, vamos saber se esse time é de verdade, no dia da mentira.
Diga aí. Que achou?
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Como cair de 2º pra 5º em 25 minutos – por Erick Cerqueira
Fala, seus filhos de Willian Andem. O Bahia era o 4º colocado, com 2 jogos a menos que o 2º e apenas 2 pontos atrás dele. Era o melhor visitante do campeonato, com 3 triunfos em 3 jogos. Estava invicto, tinha a melhor defesa, apenas 3 gols sofridos em 6 jogos e iria pegar o lanterna do campeonato que tinha o pior ataque. O que poderia dar errado?
Ah, Bahia! Você e sua síndrome de Robin Hood. Tirando dos ricos para dar para os pobres…
Vamos pro baba
O time entrou em campo com 3 desfalques. Ronaldo, Roman (que virou 3ª opção), Xavier e Mingo. Caio, Erick (no lugar de Everton), Jean Lucas; Kike, Everaldo (reserva) e Pulga. Ainda assim um bom elenco pra enfrentar os times da segunda página do campeonato.
Juba cruzou pra área uma falta e Jean Lucas, de cabeça, quase abre o placar aos 8. Os caras responderam com um escanteio que explodiu no primeiro pau.
Aí veio o golaço. Aos 31 minutos, Caio de calcanhar pra Kike, que tabela com Erick, vai na linha de fundo e cruza na cabeça de Everaldo. Golaço. 1×0.
Aí, pronto. Era só esperar a grande torcida azulina se irritar e começar a jogar contra. O Bahia ir pra dentro matar o jogo e… e nada.
Os caras quase empatam com Talheres, mas Ronaldo fez um milagre.
Aos 40 minutos, contra-ataque do Bahia e Jean Lucas perde a bola. O cara chuta lá da casa da porra, fraco. Ronaldo voa pra encaixar e fazer pose pra foto, mas na aterrissagem o cotovelo do paredão vai pra frente. Luxação. Mingo se desespera ao ver a cena e coloca as mãos na cabeça acusando que era grave. Era o início do fim da paz tricolor. E o Bahia parou de jogar.
Aos 53, um chute de fora da área venceu João Paulo, e o time desce pro vestiário com o empate.
VIRA O LADO
Na volta, com menos de 2 minutos, cruzamento na área e quase Caio marca contra. O goleiro salva, mas a bola cai no pé do adversário. 2×1.
Aí veio o segundo lampejo do Bahia. Erick Pulga vai na frente, passa por meio time do Remo e só param ele fazendo pênalti. Era o 2×2, o empate, que colocaria o Bahia no jogo. E Juba, o capitão e batedor oficial do time sem Willian José, vai pra bola e perde. Aos 11 minutos.
Quem não faz, toma.
Aos 12, grande jogada dos caras pelo meio, e o artilheiro sai de cara com João Paulo. E fecha o caixão. 3×1. Ledo engano.
E aí, o sentimento geral era de “ACAAAABA! ACAAAABA, PELO AMOR DE DEUS!”.
Ceni muda e coloca os jogadores que têm entrado e piorado o time no segundo tempo. Nestor e Michel fazem uma noite medonha. E o segundo perde a bola que dá início ao quarto gol. Cruzamento na ponta esquerda deles, Erick (zagueiro improvisado no lugar de Xavier) espera Roman vir do quinto dos infernos marcar o atacante à distância. Manga domina no peito, entra na área, espera a chegada do companheiro e serve. O cara entra na área no meio de 4 marcadores e fecha o caixão. Agora sim. 4×1.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Tinha tudo pra ser história e amor e, no plot twist duplo carpado, virou uma tragédia. Na coletiva, Rogério Ceni falou da falta de postura do time quando abre o placar. Acusou os jogadores de terem problemas psicológicos quando fazem o gol. E ele, putaço, disse que já tá velho, uma merda, e não pode mais bater pênalti. E se ele estava assim na coletiva, imagina no vestiário.
Da noite do fiasco, ficou apenas uma coisa boa: saber que os jogadores que entregaram a segunda colocação do Brasileirão tomaram um esporro e foram dormir de cabeça quente, como a gente.
Agora é chorar na 5ª colocação até o jogo contra o Athletico Paranaense. E aqui, na Fonte, vamos saber se esse time é de verdade, no dia da mentira.
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