A verdade é que os extremos tendem a diminuir a racionalidade das análises. Para alguns, Jair Ventura estava próximo da demissão e era o principal responsável pela crise imaginária que nos rondava só por ter empatado, fora de casa, em um clássico, em seu quarto jogo pelo Brasileirão. Ao vencer ontem o Atlético Mineiro, o mesmo Jair foi envolto em uma aura de sabedoria, precisão e eficiência.
Para alguns, ter vencido o Galo em casa sem levar grandes sustos é uma prova cabal de que, por serem uma SAF, o alto investimento na equipe não impacta a qualidade do time. “Dentro de campo são onze contra onze”, “quando o Vitória joga com raça, vence”. Estas afirmações são tão românticas e palatáveis que tendo a acreditar que são fruto de mera inocência, mas a realidade, senhores, é muito diferente.
Até os vinte minutos do primeiro tempo, o Galo nos deu um calor e fez isso porque é muito melhor tecnicamente do que a gente, só não conseguiu se encaixar no modelo de jogo do seu novo treinador. Nossa vitória foi possível porque Jair entende as limitações de seu elenco e montou uma estratégia que se resume a resistir defensivamente, como foi contra as sereias de Itinga, na Fonte, e explorar a transição ofensiva.
SEM ESPETÁCULOS: UTILIDADE E EFICIÊNCIA
Eu sou, possivelmente, o único no estado que sempre botou fé em Renzo Lopes. Ontem ele entrou, encebou o jogo, ganhou disputas aéreas, foi combativo, ajudou defensivamente e foi importante no segundo gol. Uma parte de nossa torcida se apressa em condenar qualquer jogador que não dê espetáculo e, depois que o cara é negociado, chora pitangas depois de vê-los brilhando em outro clube, a exemplo de Alerrandro e Léo Naldi.
Ontem, até o golaço de falta de Kaizer, não chutamos uma bola em gol. Fomos práticos, cirúrgicos, eficientes e, sinceramente, a meu ver, por mais estressante que seja, deve ser a maneira como devemos jogar durante toda a temporada neste Brasileirão. Se você não está em dias com sua saúde cardiovascular, nem assista aos jogos, véi.
Ramon fez mais uma partida impecável na defesa e falha no ataque. Martinez foi a reserva técnica de nosso meio-campo e comeu a bola. Para variar, Caique e Marinho aumentaram nossa lista de lesionados. Arcanjo nos salvou quando foi preciso, Pato estreou bem e mostrou evidências de que pode nos ajudar ao longo da competição, e Edenilson, o pivete da base, fez mais uma excelente partida. Eric mudou a partida, fez um golaço e espero que se mantenha nesta toada.
Nosso próximo jogo será quinta-feira, fora de casa, contra o Grêmio. Jogão, vamo pra cima!
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A NOSSA TROPA É DE ELITE – POR EMERSON LEANDRO SILVA
A verdade é que os extremos tendem a diminuir a racionalidade das análises. Para alguns, Jair Ventura estava próximo da demissão e era o principal responsável pela crise imaginária que nos rondava só por ter empatado, fora de casa, em um clássico, em seu quarto jogo pelo Brasileirão. Ao vencer ontem o Atlético Mineiro, o mesmo Jair foi envolto em uma aura de sabedoria, precisão e eficiência.
Para alguns, ter vencido o Galo em casa sem levar grandes sustos é uma prova cabal de que, por serem uma SAF, o alto investimento na equipe não impacta a qualidade do time. “Dentro de campo são onze contra onze”, “quando o Vitória joga com raça, vence”. Estas afirmações são tão românticas e palatáveis que tendo a acreditar que são fruto de mera inocência, mas a realidade, senhores, é muito diferente.
Até os vinte minutos do primeiro tempo, o Galo nos deu um calor e fez isso porque é muito melhor tecnicamente do que a gente, só não conseguiu se encaixar no modelo de jogo do seu novo treinador. Nossa vitória foi possível porque Jair entende as limitações de seu elenco e montou uma estratégia que se resume a resistir defensivamente, como foi contra as sereias de Itinga, na Fonte, e explorar a transição ofensiva.
SEM ESPETÁCULOS: UTILIDADE E EFICIÊNCIA
Eu sou, possivelmente, o único no estado que sempre botou fé em Renzo Lopes. Ontem ele entrou, encebou o jogo, ganhou disputas aéreas, foi combativo, ajudou defensivamente e foi importante no segundo gol. Uma parte de nossa torcida se apressa em condenar qualquer jogador que não dê espetáculo e, depois que o cara é negociado, chora pitangas depois de vê-los brilhando em outro clube, a exemplo de Alerrandro e Léo Naldi.
Ontem, até o golaço de falta de Kaizer, não chutamos uma bola em gol. Fomos práticos, cirúrgicos, eficientes e, sinceramente, a meu ver, por mais estressante que seja, deve ser a maneira como devemos jogar durante toda a temporada neste Brasileirão. Se você não está em dias com sua saúde cardiovascular, nem assista aos jogos, véi.
Ramon fez mais uma partida impecável na defesa e falha no ataque. Martinez foi a reserva técnica de nosso meio-campo e comeu a bola. Para variar, Caique e Marinho aumentaram nossa lista de lesionados. Arcanjo nos salvou quando foi preciso, Pato estreou bem e mostrou evidências de que pode nos ajudar ao longo da competição, e Edenilson, o pivete da base, fez mais uma excelente partida. Eric mudou a partida, fez um golaço e espero que se mantenha nesta toada.
Nosso próximo jogo será quinta-feira, fora de casa, contra o Grêmio. Jogão, vamo pra cima!
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