Orquestra Sinfônica do Baêa! por Erick Cerqueira

Por Por 21/ 01/ 2026Categorias: Bahia, Campeonato Baiano

Fala, Nação Tricolor! Que Bahia é esse? Que espetáculo foi assistir a esse jogo. E olha que cheguei atrasado, na hora em que o juiz apitou, e perdi o show de luzes da Fonte. Mas hoje vamos falar de música. Porque não foi uma partida de futebol, com goleada de 5×2 sobre o vice colocado do Campeonato Baiano. Foi um concerto musical.

O Bahia não é só um time de futebol: é uma orquestra sinfônica em cima de um trio elétrico. Talento, inspiração, transpiração, entrosamento, boa condução e emoção.

A maestria de Everton Ribeiro

E, desafiando a matemática fria dos números, vamos começar pelo 10. Que noite de Everton Ribeiro! Um maestro desfilando em campo, de fraque, regendo o time com calma e precisão. Ele enxerga o jogo como se fosse uma pauta musical. Toque refinado, inteligência. Ele melhora quem joga ao lado dele, como se dissesse: “o tom é esse, jovens”. E a ordem é entendida por todo mundo.

A base que sustenta a harmonia

Toda boa orquestra precisa de instrumentos de sustentação. E Ronaldo é o contrabaixo da orquestra: ninguém aplaude quando acerta, mas uma nota errada e o concerto quase vira vaia.

Nas laterais, Gilberto e Juba soam como trompetes, capazes de atacar com velocidade e também de recuar pra proteger a harmonia.

No centro da zaga, David Duarte e Mingo são os violoncelos. Firmes, atentos, essenciais para que o ritmo da orquestra flua sem medo. A segurança que dá à linha de frente, a sustentação necessária.

Ritmo no meio-campo

Mas uma sinfonia não é só melodia: tem de ter ritmo e pulso. E aqui entram nossos dois volantes: Caio Alexandre, o coração que mantém o compasso, dando vida, energia e marcação forte; e Jean Lucas, o pulmão que empurra a orquestra inteira, garantindo que ninguém perca o fôlego até o último minuto.

E na frente o bicho pega!

Nossos solistas rápidos, pelas pontas, seriam Pulga e Ademir. Como violinos velozes, capazes de arrancadas absurdas, improvisos e melodias inesperadas, deixando os marcadores da Onça desorientados o jogo todo. Aceleraram a partitura, criaram tensão e abriram os caminhos para o grand finale.

No papel de tuba, ocupando o centro do palco (e ainda pesado), Willian José. Que, mesmo destoando do resto da orquestra, sem ritmo e errando as notas no início, teve sua hora redentora nas redes do Barça.

Vorwärts, Bahia, scheißegal!

Foi como a Filarmônica de Berlim executando Eine kleine Nachtmusik, de Mozart: precisão absoluta, leveza no tempo certo e uma beleza que parece simples, mas é coisa de quem domina a arte.

Que o nosso Diretor Técnico, Ceni, consiga manter a Sinfonia Tricolor sempre afinada, do primeiro ao último acorde. Do início ao fim do ano. Em todos os palcos do Brasil e da América. Porque a avant-première foi digna de aplausos de pé. Bravíssimo!

 

 

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

Diga aí. Que achou?

Compartilhe nas redes

Orquestra Sinfônica do Baêa! por Erick Cerqueira

Por Por 21/ 01/ 2026Categorias: Bahia, Campeonato Baiano

Fala, Nação Tricolor! Que Bahia é esse? Que espetáculo foi assistir a esse jogo. E olha que cheguei atrasado, na hora em que o juiz apitou, e perdi o show de luzes da Fonte. Mas hoje vamos falar de música. Porque não foi uma partida de futebol, com goleada de 5×2 sobre o vice colocado do Campeonato Baiano. Foi um concerto musical.

O Bahia não é só um time de futebol: é uma orquestra sinfônica em cima de um trio elétrico. Talento, inspiração, transpiração, entrosamento, boa condução e emoção.

A maestria de Everton Ribeiro

E, desafiando a matemática fria dos números, vamos começar pelo 10. Que noite de Everton Ribeiro! Um maestro desfilando em campo, de fraque, regendo o time com calma e precisão. Ele enxerga o jogo como se fosse uma pauta musical. Toque refinado, inteligência. Ele melhora quem joga ao lado dele, como se dissesse: “o tom é esse, jovens”. E a ordem é entendida por todo mundo.

A base que sustenta a harmonia

Toda boa orquestra precisa de instrumentos de sustentação. E Ronaldo é o contrabaixo da orquestra: ninguém aplaude quando acerta, mas uma nota errada e o concerto quase vira vaia.

Nas laterais, Gilberto e Juba soam como trompetes, capazes de atacar com velocidade e também de recuar pra proteger a harmonia.

No centro da zaga, David Duarte e Mingo são os violoncelos. Firmes, atentos, essenciais para que o ritmo da orquestra flua sem medo. A segurança que dá à linha de frente, a sustentação necessária.

Ritmo no meio-campo

Mas uma sinfonia não é só melodia: tem de ter ritmo e pulso. E aqui entram nossos dois volantes: Caio Alexandre, o coração que mantém o compasso, dando vida, energia e marcação forte; e Jean Lucas, o pulmão que empurra a orquestra inteira, garantindo que ninguém perca o fôlego até o último minuto.

E na frente o bicho pega!

Nossos solistas rápidos, pelas pontas, seriam Pulga e Ademir. Como violinos velozes, capazes de arrancadas absurdas, improvisos e melodias inesperadas, deixando os marcadores da Onça desorientados o jogo todo. Aceleraram a partitura, criaram tensão e abriram os caminhos para o grand finale.

No papel de tuba, ocupando o centro do palco (e ainda pesado), Willian José. Que, mesmo destoando do resto da orquestra, sem ritmo e errando as notas no início, teve sua hora redentora nas redes do Barça.

Vorwärts, Bahia, scheißegal!

Foi como a Filarmônica de Berlim executando Eine kleine Nachtmusik, de Mozart: precisão absoluta, leveza no tempo certo e uma beleza que parece simples, mas é coisa de quem domina a arte.

Que o nosso Diretor Técnico, Ceni, consiga manter a Sinfonia Tricolor sempre afinada, do primeiro ao último acorde. Do início ao fim do ano. Em todos os palcos do Brasil e da América. Porque a avant-première foi digna de aplausos de pé. Bravíssimo!

 

 

Compartilhe nas redes

Diga aí. Que achou?

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

Apoio

ESC3d - Designer Gráfico e Marketing