A possibilidade de perder para o Palmeiras era algo que todo torcedor considerava como uma chance real. Para os mais otimistas, como eu, seria um jogo difícil. Para os pessimistas, a única dúvida era o placar da derrota.
O plano que Jair Ventura traçou para o jogo de ontem foi com base no que tinha de melhor. É óbvio que, por conta da derrota e da maneira como ela ocorreu, ficou claro que ele não era o bastante. Condenar a temporada, a diretoria, o técnico, sem levar em consideração os desfalques de última hora e o fato de que estamos na segunda rodada, de trinta e seis que nos restam, é uma irresponsabilidade.
Cada um é livre pra fazer o que bem entender, é claro.
Como se este cenário não fosse pesaroso o suficiente, instantes antes da partida soubemos que perdemos nosso melhor zagueiro, e o único centroavante de ofício que temos à disposição não viajou. Renzo, que seria o substituto imediato, ainda está lesionado, e PH ainda está sem condições físicas. Sobrou para Fabri o papel de isolar-se no ataque e perder bolas, cercado quase sempre por três adversários.
Derrotas nos moldes da de ontem oferecem o melhor momento para apontar como as coisas deveriam ser. Um produtor de conteúdo rubro-negro disse no pós-jogo: “Se quisermos subir de patamar, esse time titular só serve para compor elenco, e a gente precisa de jogadores melhores que eles”. Isto é óbvio, eu concordo, claro. Mas como fazer isso sem dinheiro e cheio de dívidas?
Silêncio.
TRÍADE DO MAL: SEM FORÇA, INTELIGÊNCIA E COMPETITIVIDADE
Nathan Mendes, com mais vontade do que cognição, assim como Ricceli, foram tão abaixo do que se esperava deles e suas características, que nem voltaram para o segundo tempo, para o bem da minha sanidade mental. Além das falhas evidentes do nosso trio defensivo, uma tragédia anunciada, Gabriel Vasconcelos e sua lentidão decidiram nos brindar em diversos lances ontem à noite.
É importante lembrar que, ano passado, ele fez birra porque não aceitava ficar no banco.
Cantalapiedra é outro que fez hora extra ontem e já não merece a titularidade há algum tempo. Por incrível que pareça, nenhuma dessas deficiências me irritaram. Como eu disse, perder era uma possibilidade real, mas não competir, na verdade nem chegar próximo disso durante toda a partida, é o que me deixa puto.
Os engenheiros de obra pronta foram rápidos em apontar que Neris não deveria estar em campo, bem como Ricceli, mas, se no lugar deles fossem postos Caíque improvisado na zaga e Edenilson, o guri da base, seriam os primeiros a apontar Jair como culpado. O alento da noite foi saber que, de acordo com Jair Ventura, o golaço de Dudu garantiu sua titularidade na próxima rodada e que o time terá mudanças.
Diga aí. Que achou?
Você precisa estar logado para comentar
Compartilhe nas redes
UMA POSTURA DECEPCIONANTE – POR EMERSON LEANDRO SILVA
A possibilidade de perder para o Palmeiras era algo que todo torcedor considerava como uma chance real. Para os mais otimistas, como eu, seria um jogo difícil. Para os pessimistas, a única dúvida era o placar da derrota.
O plano que Jair Ventura traçou para o jogo de ontem foi com base no que tinha de melhor. É óbvio que, por conta da derrota e da maneira como ela ocorreu, ficou claro que ele não era o bastante. Condenar a temporada, a diretoria, o técnico, sem levar em consideração os desfalques de última hora e o fato de que estamos na segunda rodada, de trinta e seis que nos restam, é uma irresponsabilidade.
Cada um é livre pra fazer o que bem entender, é claro.
Como se este cenário não fosse pesaroso o suficiente, instantes antes da partida soubemos que perdemos nosso melhor zagueiro, e o único centroavante de ofício que temos à disposição não viajou. Renzo, que seria o substituto imediato, ainda está lesionado, e PH ainda está sem condições físicas. Sobrou para Fabri o papel de isolar-se no ataque e perder bolas, cercado quase sempre por três adversários.
Derrotas nos moldes da de ontem oferecem o melhor momento para apontar como as coisas deveriam ser. Um produtor de conteúdo rubro-negro disse no pós-jogo: “Se quisermos subir de patamar, esse time titular só serve para compor elenco, e a gente precisa de jogadores melhores que eles”. Isto é óbvio, eu concordo, claro. Mas como fazer isso sem dinheiro e cheio de dívidas?
Silêncio.
TRÍADE DO MAL: SEM FORÇA, INTELIGÊNCIA E COMPETITIVIDADE
Nathan Mendes, com mais vontade do que cognição, assim como Ricceli, foram tão abaixo do que se esperava deles e suas características, que nem voltaram para o segundo tempo, para o bem da minha sanidade mental. Além das falhas evidentes do nosso trio defensivo, uma tragédia anunciada, Gabriel Vasconcelos e sua lentidão decidiram nos brindar em diversos lances ontem à noite.
É importante lembrar que, ano passado, ele fez birra porque não aceitava ficar no banco.
Cantalapiedra é outro que fez hora extra ontem e já não merece a titularidade há algum tempo. Por incrível que pareça, nenhuma dessas deficiências me irritaram. Como eu disse, perder era uma possibilidade real, mas não competir, na verdade nem chegar próximo disso durante toda a partida, é o que me deixa puto.
Os engenheiros de obra pronta foram rápidos em apontar que Neris não deveria estar em campo, bem como Ricceli, mas, se no lugar deles fossem postos Caíque improvisado na zaga e Edenilson, o guri da base, seriam os primeiros a apontar Jair como culpado. O alento da noite foi saber que, de acordo com Jair Ventura, o golaço de Dudu garantiu sua titularidade na próxima rodada e que o time terá mudanças.
Compartilhe nas redes
Diga aí. Que achou?
Você precisa estar logado para comentar





