Ontem o Arsenal, líder da Premier League, empatou seu jogo contra o lanterna da competição. Se você não está entendendo por que comecei o texto falando da campanha do Arsenal, sendo que este é um espaço dedicado ao Leão da Barra, tenha calma, eu explico.
A lógica é simples: se o melhor time da Europa na atualidade, quiçá do mundo, pode empatar com o lanterna do campeonato e ver o título ameaçado, por que o Vitória não pode vencer apertado mais um de seus jogos? Entenda, eu não estou comparando o time de Arteta com o nosso, não há como, em sã consciência, fazer isso. O quero mostrar é que no futebol tudo é possível, e o improvável só pode ser evitado com tempo, muito custo e trabalho.
Dito isto, o Vitória, mesmo não dando um baile no Bahia de Feira ontem, algo que alguns acreditam ser sua obrigação, venceu e tem bem encaminhada sua classificação para a próxima fase do Baianão. “Ah, venceu, mas não convenceu”, “ah, que a gente tinha de amassar os caras”, “ah, que a diretoria é irresponsável e eu não aguento mais sofrer”. Querido “alecrim dourado”, o Vitória é para quem acredita!
TORCEDOR VOCÊ TEM RAZÃO, MAS DEIXE DE AGONIA
Todos nós temos em nossa cabeça um Vitória ideal, com postura sólida e resultados avassaladores, que disputaria todas as competições de maneira soberana e competitiva. O grande problema é que, entre este time e aquele que podemos pagar, há um abismo gigantesco que nem mesmo uma montanha de dinheiro pode garantir que seja possível sua criação e invencibilidade, haja vista o que aconteceu com as Sereias de Itinga ontem no Chile.
A verdade é que a gente terá de encarar o que nos resta da temporada, que ainda está no início, aprendendo a “desver” a aparente incapacidade cognitiva de nossos laterais de fazerem ao menos o mínimo de suas funções, que é acertar um cruzamento de forma digna, e colocar em mente que o Baianão é um laboratório que inclusive ontem nos mostrou que pode nos render bons frutos, haja vista a excelente partida que Martinez fez.
Os adversários que enfrentamos no estadual são tecnicamente inferiores, é óbvio, mas isso não significa dizer que só porque nossas expectativas se baseiam no peso de nossa camisa, nosso favoritismo ou coisas do tipo os caras se transformarão em cones ineptos. A gente fez um jogo com dinâmicas defensivas e ofensivas muito interessantes e, mais uma vez, pecamos no chamado último terço do jogo, apresentando definições bizarras ou fracas, é verdade.
É o que merecemos ou devemos aceitar? Claro que não. Mas, mais uma vez, eu confesso meu otimismo e fé. É muito cedo para condenar ou exaltar a níveis gritantes qualquer atuação, como, por conta de um antigo “ranço”, parte da torcida tem pegado no pé de Eric, que fez partidas muito abaixo até então. Mas o “até então” é com base no início de temporada, velho. Pare de agonia que, para o bem ou para o mal, a gente ainda terá de ver este time por muito tempo.
Tenha fé, vai dar certo. Amém?!
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UM A ZERO É GOLEADA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Ontem o Arsenal, líder da Premier League, empatou seu jogo contra o lanterna da competição. Se você não está entendendo por que comecei o texto falando da campanha do Arsenal, sendo que este é um espaço dedicado ao Leão da Barra, tenha calma, eu explico.
A lógica é simples: se o melhor time da Europa na atualidade, quiçá do mundo, pode empatar com o lanterna do campeonato e ver o título ameaçado, por que o Vitória não pode vencer apertado mais um de seus jogos? Entenda, eu não estou comparando o time de Arteta com o nosso, não há como, em sã consciência, fazer isso. O quero mostrar é que no futebol tudo é possível, e o improvável só pode ser evitado com tempo, muito custo e trabalho.
Dito isto, o Vitória, mesmo não dando um baile no Bahia de Feira ontem, algo que alguns acreditam ser sua obrigação, venceu e tem bem encaminhada sua classificação para a próxima fase do Baianão. “Ah, venceu, mas não convenceu”, “ah, que a gente tinha de amassar os caras”, “ah, que a diretoria é irresponsável e eu não aguento mais sofrer”. Querido “alecrim dourado”, o Vitória é para quem acredita!
TORCEDOR VOCÊ TEM RAZÃO, MAS DEIXE DE AGONIA
Todos nós temos em nossa cabeça um Vitória ideal, com postura sólida e resultados avassaladores, que disputaria todas as competições de maneira soberana e competitiva. O grande problema é que, entre este time e aquele que podemos pagar, há um abismo gigantesco que nem mesmo uma montanha de dinheiro pode garantir que seja possível sua criação e invencibilidade, haja vista o que aconteceu com as Sereias de Itinga ontem no Chile.
A verdade é que a gente terá de encarar o que nos resta da temporada, que ainda está no início, aprendendo a “desver” a aparente incapacidade cognitiva de nossos laterais de fazerem ao menos o mínimo de suas funções, que é acertar um cruzamento de forma digna, e colocar em mente que o Baianão é um laboratório que inclusive ontem nos mostrou que pode nos render bons frutos, haja vista a excelente partida que Martinez fez.
Os adversários que enfrentamos no estadual são tecnicamente inferiores, é óbvio, mas isso não significa dizer que só porque nossas expectativas se baseiam no peso de nossa camisa, nosso favoritismo ou coisas do tipo os caras se transformarão em cones ineptos. A gente fez um jogo com dinâmicas defensivas e ofensivas muito interessantes e, mais uma vez, pecamos no chamado último terço do jogo, apresentando definições bizarras ou fracas, é verdade.
É o que merecemos ou devemos aceitar? Claro que não. Mas, mais uma vez, eu confesso meu otimismo e fé. É muito cedo para condenar ou exaltar a níveis gritantes qualquer atuação, como, por conta de um antigo “ranço”, parte da torcida tem pegado no pé de Eric, que fez partidas muito abaixo até então. Mas o “até então” é com base no início de temporada, velho. Pare de agonia que, para o bem ou para o mal, a gente ainda terá de ver este time por muito tempo.
Tenha fé, vai dar certo. Amém?!





