Faltou força, foco, fé e fazer um gol – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Feliz Dia das Mães a todas as mamães que nos acompanham — e a todos os filhos da mãe que não espalham nosso texto pelos WhatsApps da vida! E por falar em mãe, parabéns ao Rogério Ceni, que sempre foi uma mãe pro Flamengo. Mas, dessa vez, ele fez o certo, mesmo dando errado.
O Bahia vai disputar nesta quarta O JOGO MAIS IMPORTANTE DOS ÚLTIMOS 35 ANOS. E sim, sei que já falei isso algumas vezes desde o jogo contra o Atlético Goianiense no ano passado. O problema é que é sempre verdade.
O Tricolor vai disputar uma vaga nas oitavas de final da Libertadores da América no meio dessa semana. E isso seria o maior feito econômico da história do clube — e deixaria o Bahia a dois jogos de igualar o maior feito de sua história internacional: as quartas de final da Libertadores. Então, quarta vale muito.
MAS ANTES, TINHA O BRASILEIRÃO!
No jogo contra o Flamengo, apesar de toda a raiva que a torcida tem do flamídia, do time que tem apito até no hino e que a gente não ganha desde os 3×0 de Gilberto em 2019, Ceni acertou em colocar um time com apenas quatro titulares em campo.
Junto a Marcos, Mingo, Jean e Juba “improvisado” de meia, o time foi a campo com Acevedo na lateral direita, Xavier voltando de lesão e Iago sem conseguir se firmar. Rezende na volância, Rodrigo Nestor na inutilidade, Lucho (bicho, eu não sou supersticioso, mas pega a camisa 17 de volta e aposenta essa 9), e Kayky, que não entrou no jogo.
O começo foi caótico. O Flamengo fez sua blitzkrieg convencional de 10 minutos. O Bahia se segurava bem, com Marcos Felipe fazendo boas defesas. Até que, aos 7 minutos, a bola chega na direita. Xavier olha para Arrascaeta e Gerson chegando na área, mas vê Rezende chegando e recua para sua linha. Rezende vê a chegada do 10 dos caras na área, vem no trote e se posiciona NA FRENTE dele (bicho, eu corrijo meu filho de 11 anos quando faz isso na Academia 2 Toques — olha pra quem você está marcando). O lateral corta Kayky e cruza. Arrascaeta corre nas costas de Rezende (lógico), e Xavier tenta marcar com o olho, mas o cara não se assustou. 1×0.
O Bahia acorda, com chute fraco de Nestor pra fora. Kayky dribla o zagueiro e larga uma bomba, o goleiro defende. Na volta, tenta de novo e ganha escanteio.
Jean Lucas dá uma enfiada de bola perfeita para Juba, que toca pra trás, mas a zaga tira.
VIRA O LADO
Lucho recebe o passe que todo centroavante espera, sai sozinho com o goleiro e chuta em cima dele. O impedimento marcado pelo árbitro minimizou a ruindade do atacante na jogada.
Os caras ainda chegaram a marcar o segundo, mas o VAR anulou por impedimento.
Aos 39, o mau-caráter do Gerson dá uma entrada criminosa em Pulga. O juiz só deu amarelo — e por causa dos gritos do jogador do Bahia. Mas o VAR chamou pra ele expulsar.
O Bahia pressionava pelo empate, e aí o VAR chamou pra esfriar o jogo. Um lance de bate-rebate na área, os caras queriam inventar um pênalti pro Flamengo. Algo tão ridículo que nem o juiz conseguiu conceber.
O Bahia voltou a pressionar, mas errando nas finalizações. Cauly abre pra Pulga, ele corta pra dentro e chuta fraco, nas mãos do goleiro. E por fim, William José cortou o zagueiro pela ponta e chutou forte — pra genitora dele, num presente antecipado do Dia das Mães.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Perder é sempre ruim, mas perder com os reservas, tendo a oportunidade de pelo menos empatar, é pior ainda. Mas é isso: o Bahia perde na Libertadores e segue líder. Perde no Brasileirão e cai de 6º pra 7º, mesmo priorizando a Liberta. Outros tempos, outro nível. Lembram quando a gente ganhava e comemorava porque tinha saído da zona de rebaixamento? Também não.
Tem coisas que são melhores que fiquem no passado.
Diga aí. Que achou?
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Faltou força, foco, fé e fazer um gol – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Feliz Dia das Mães a todas as mamães que nos acompanham — e a todos os filhos da mãe que não espalham nosso texto pelos WhatsApps da vida! E por falar em mãe, parabéns ao Rogério Ceni, que sempre foi uma mãe pro Flamengo. Mas, dessa vez, ele fez o certo, mesmo dando errado.
O Bahia vai disputar nesta quarta O JOGO MAIS IMPORTANTE DOS ÚLTIMOS 35 ANOS. E sim, sei que já falei isso algumas vezes desde o jogo contra o Atlético Goianiense no ano passado. O problema é que é sempre verdade.
O Tricolor vai disputar uma vaga nas oitavas de final da Libertadores da América no meio dessa semana. E isso seria o maior feito econômico da história do clube — e deixaria o Bahia a dois jogos de igualar o maior feito de sua história internacional: as quartas de final da Libertadores. Então, quarta vale muito.
MAS ANTES, TINHA O BRASILEIRÃO!
No jogo contra o Flamengo, apesar de toda a raiva que a torcida tem do flamídia, do time que tem apito até no hino e que a gente não ganha desde os 3×0 de Gilberto em 2019, Ceni acertou em colocar um time com apenas quatro titulares em campo.
Junto a Marcos, Mingo, Jean e Juba “improvisado” de meia, o time foi a campo com Acevedo na lateral direita, Xavier voltando de lesão e Iago sem conseguir se firmar. Rezende na volância, Rodrigo Nestor na inutilidade, Lucho (bicho, eu não sou supersticioso, mas pega a camisa 17 de volta e aposenta essa 9), e Kayky, que não entrou no jogo.
O começo foi caótico. O Flamengo fez sua blitzkrieg convencional de 10 minutos. O Bahia se segurava bem, com Marcos Felipe fazendo boas defesas. Até que, aos 7 minutos, a bola chega na direita. Xavier olha para Arrascaeta e Gerson chegando na área, mas vê Rezende chegando e recua para sua linha. Rezende vê a chegada do 10 dos caras na área, vem no trote e se posiciona NA FRENTE dele (bicho, eu corrijo meu filho de 11 anos quando faz isso na Academia 2 Toques — olha pra quem você está marcando). O lateral corta Kayky e cruza. Arrascaeta corre nas costas de Rezende (lógico), e Xavier tenta marcar com o olho, mas o cara não se assustou. 1×0.
O Bahia acorda, com chute fraco de Nestor pra fora. Kayky dribla o zagueiro e larga uma bomba, o goleiro defende. Na volta, tenta de novo e ganha escanteio.
Jean Lucas dá uma enfiada de bola perfeita para Juba, que toca pra trás, mas a zaga tira.
VIRA O LADO
Lucho recebe o passe que todo centroavante espera, sai sozinho com o goleiro e chuta em cima dele. O impedimento marcado pelo árbitro minimizou a ruindade do atacante na jogada.
Os caras ainda chegaram a marcar o segundo, mas o VAR anulou por impedimento.
Aos 39, o mau-caráter do Gerson dá uma entrada criminosa em Pulga. O juiz só deu amarelo — e por causa dos gritos do jogador do Bahia. Mas o VAR chamou pra ele expulsar.
O Bahia pressionava pelo empate, e aí o VAR chamou pra esfriar o jogo. Um lance de bate-rebate na área, os caras queriam inventar um pênalti pro Flamengo. Algo tão ridículo que nem o juiz conseguiu conceber.
O Bahia voltou a pressionar, mas errando nas finalizações. Cauly abre pra Pulga, ele corta pra dentro e chuta fraco, nas mãos do goleiro. E por fim, William José cortou o zagueiro pela ponta e chutou forte — pra genitora dele, num presente antecipado do Dia das Mães.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Perder é sempre ruim, mas perder com os reservas, tendo a oportunidade de pelo menos empatar, é pior ainda. Mas é isso: o Bahia perde na Libertadores e segue líder. Perde no Brasileirão e cai de 6º pra 7º, mesmo priorizando a Liberta. Outros tempos, outro nível. Lembram quando a gente ganhava e comemorava porque tinha saído da zona de rebaixamento? Também não.
Tem coisas que são melhores que fiquem no passado.
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