A materialização da Torcida de Oposição das redes – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! O Bahia venceu a Juazeirense por 4×2. Vai definir a final em casa contra quem passar da outra semifinal. Está invicto no campeonato e pode igualar o feito de 1982 quando também foi campeão invicto. Mas a gente não pode falar sobre isso, né?
O que aconteceu na semifinal deste sábado foi algo que nunca vi em 44 anos de Fonte Nova. Foi um clima hostil, onde a tensão era mais pesada que o ar.
O time entrou. E na hora da escalação jogadores foram vaiados. Quando o sistema de som parou, cânticos de protesto contra Ceni foram cantados. Quando a bola rolou alguns jogadores recebiam vaias ao tocar na bola.
Foram uns 6 minutos da Bamor chamando o time de pipoqueiro e sem vergonha, até que o restante da Torcida cansou. E ao invés de seguir apoiando, começou a vaiar a Bamor.
A Organizada entendeu e passou a puxar as músicas normais. Mas o clima de “jogo do Bahia” já tinha ido pro saco.
A Fonte Nova se calou.
Foi constrangedor comemorar os gols da equipe. Foi triste tentar ser feliz onde sempre fui. Mas isso era previsível.
O ódio das redes vestiu a camisa e foi pro estádio
A Torcida Oposição de redes sociais se materializou no Estádio. Se quando o time vencia ele era criticado por não ter goleado ou jogado bonito, o que iria acontecer quando tivesse uma derrota vergonhosa?
No jogo da eliminação da Libertadores, um idiota agrediu Leiro, do InfoBahia, e sua esposa, chegando a empurrar ela com o dedo em riste. Chamando ele de “passador de pano” de Ceni, o mesmo Ceni que chamou ele de Corneteiro. A intolerância atingiu esse nível de imbecilidade.
Sempre fui a favor de protestos dentro do estádio. É o lugar certo de xingar, vaiar… mas aquilo não era cobrança. Era ódio. O mesmo ódio das redes contra quem pensa diferente da “Verdade Absoluta do Universo” que se chama a “Opinião de cada um”.
Foi triste
Meu filho, que levo ao estádio desde os 6 meses de idade, deitou no meu colo e disse: hoje tá chato.
Meu pai, que me leva ao estádio desde os 5 anos, não comemorou nenhum gol.
Vivi a era de Ouro do Bahia. E vivi a das humilhações Tricolores, também. Nem quando caiu tomando 7 do Cruzeiro, ou quando não subiu da Série C, há 20 anos, houve esse clima hostil.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
É preciso acalmar os ânimos. O time foi eliminado na Libertadores e não rebaixado pra Série C. E se for nessa pegada, o futuro não nos reserva coisas boas.
Não é sobre protestar ou não contra a eliminação. É sobre entender que o esporte é um momento de lazer. E se o Bahia está fazendo mal a você, talvez você precise se afastar um pouco do jogo, acompanhar menos, ou mesmo, procurar ajuda.
Ontem parte da Torcida estava irritada, parte constrangida a ser feliz, o time jogou pressionado, e nem o triunfo deixou ninguém feliz. O ódio antissocial das redes venceu o amor pelo clube pela primeira vez na Fonte. Queria eu que fosse a última. Mas não será.
Porque o time vai perder de novo. Vai ser eliminado de competições. Os erros irão acontecer. Zebras vão aparecer. Porque esse esporte é assim mesmo.
Recomendo que assista o filme BAÊA MINHA VIDA! Talvez isso reconecte vocês ao seu clube. Está no YouTube, ao lado de tanto conteúdo ruim, baseado em ragebait.
E falando ao meu clube, seguirei cantando, “não importa o que digam, sempre estarei contigo”. Porque essa é a minha forma de ser Torcedor. E se isso ofende alguém, que pena, pra ele.
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O que aconteceu na semifinal deste sábado foi algo que nunca vi em 44 anos de Fonte Nova. Foi um clima hostil, onde a tensão era mais pesada que o ar.
O time entrou. E na hora da escalação jogadores foram vaiados. Quando o sistema de som parou, cânticos de protesto contra Ceni foram cantados. Quando a bola rolou alguns jogadores recebiam vaias ao tocar na bola.
Foram uns 6 minutos da Bamor chamando o time de pipoqueiro e sem vergonha, até que o restante da Torcida cansou. E ao invés de seguir apoiando, começou a vaiar a Bamor.
A Organizada entendeu e passou a puxar as músicas normais. Mas o clima de “jogo do Bahia” já tinha ido pro saco.
A Fonte Nova se calou.
Foi constrangedor comemorar os gols da equipe. Foi triste tentar ser feliz onde sempre fui. Mas isso era previsível.
O ódio das redes vestiu a camisa e foi pro estádio
A Torcida Oposição de redes sociais se materializou no Estádio. Se quando o time vencia ele era criticado por não ter goleado ou jogado bonito, o que iria acontecer quando tivesse uma derrota vergonhosa?
No jogo da eliminação da Libertadores, um idiota agrediu Leiro, do InfoBahia, e sua esposa, chegando a empurrar ela com o dedo em riste. Chamando ele de “passador de pano” de Ceni, o mesmo Ceni que chamou ele de Corneteiro. A intolerância atingiu esse nível de imbecilidade.
Sempre fui a favor de protestos dentro do estádio. É o lugar certo de xingar, vaiar… mas aquilo não era cobrança. Era ódio. O mesmo ódio das redes contra quem pensa diferente da “Verdade Absoluta do Universo” que se chama a “Opinião de cada um”.
Foi triste
Meu filho, que levo ao estádio desde os 6 meses de idade, deitou no meu colo e disse: hoje tá chato.
Meu pai, que me leva ao estádio desde os 5 anos, não comemorou nenhum gol.
Vivi a era de Ouro do Bahia. E vivi a das humilhações Tricolores, também. Nem quando caiu tomando 7 do Cruzeiro, ou quando não subiu da Série C, há 20 anos, houve esse clima hostil.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
É preciso acalmar os ânimos. O time foi eliminado na Libertadores e não rebaixado pra Série C. E se for nessa pegada, o futuro não nos reserva coisas boas.
Não é sobre protestar ou não contra a eliminação. É sobre entender que o esporte é um momento de lazer. E se o Bahia está fazendo mal a você, talvez você precise se afastar um pouco do jogo, acompanhar menos, ou mesmo, procurar ajuda.
Ontem parte da Torcida estava irritada, parte constrangida a ser feliz, o time jogou pressionado, e nem o triunfo deixou ninguém feliz. O ódio antissocial das redes venceu o amor pelo clube pela primeira vez na Fonte. Queria eu que fosse a última. Mas não será.
Porque o time vai perder de novo. Vai ser eliminado de competições. Os erros irão acontecer. Zebras vão aparecer. Porque esse esporte é assim mesmo.
Recomendo que assista o filme BAÊA MINHA VIDA! Talvez isso reconecte vocês ao seu clube. Está no YouTube, ao lado de tanto conteúdo ruim, baseado em ragebait.
E falando ao meu clube, seguirei cantando, “não importa o que digam, sempre estarei contigo”. Porque essa é a minha forma de ser Torcedor. E se isso ofende alguém, que pena, pra ele.





