SEM AGONIA, FALTA MAIS UM JOGO – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 03/ 06/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

Adiantou ficar acordada até tarde da noite com o controle em uma mão e o secador na outra, Sardinhas? Vamos ao texto…

Todos nós sabíamos que a partida contra o Fortaleza, na casa dos caras, válida pela disputa da Lampions League, seria difícil. O que não nos disseram é que seria difícil de assistir. O primeiro tempo foi equilibrado por baixo e, ainda assim, se fizermos muito esforço, conseguiremos dizer, de maneira justa, que o Vitória foi menos pior. Além da imposição física que os caras visivelmente foram instruídos a fazer em nossos jogadores do meio, houve pouca criatividade.

Nós chegamos ao Castelão com os desfalques de Nathan Mendes na lateral e do nosso capitão Baralhas. Ainda no primeiro tempo, como se já não bastassem nossas faltas e o cansaço, Caique Gonçalves jogou lesionado quase toda a primeira etapa e, no intervalo, foi substituído. As duas equipes estavam visivelmente cansadas e, tecnicamente, seus desempenhos foram afetados, mas, se tudo continuasse como estava, o empate parecia ser visto por nossa comissão como um bom resultado.

DORMIMOS NA VOLTA PARA A SEGUNDA ETAPA

O segundo tempo começou da mesma forma da primeira etapa e dava indícios de que seria assim até o apito final. Algo que seria favorável para nós, afinal, no Barradão o bicho pega. Acontece, senhores, que no futebol, sobretudo em uma final de campeonato, do nada tudo pode mudar, e foi exatamente o que aconteceu aos dez minutos de partida, quando Vitinho acertou um chute de fora da área e abriu o placar contra nós.

O gol encheu de ânimo os caras e parece que o Leão do Pici farejou sangue e começou a nos pressionar visando ampliar o placar. Mas quem tem no gol Lucas Arcanjo tem uma arma carregada à sua disposição. O passe celestial que ele acertou para Renê deixou nosso centroavante na cara do gol. O zagueiro, que ficou batido no lance, puxou a camisa do nosso atacante e, com razão, foi expulso pelo juiz. A partir daí, foram vinte minutos com um homem a mais e, se ainda havia quem duvidasse que aprendemos a jogar assim em jogos decisivos, não há mais.

Os jogadores do Fortaleza choraram no final da partida alegando erro da arbitragem na expulsão, mas a verdade é que eles saíram no lucro. Afinal, o zagueiro deles, que cometeu o pênalti, já tinha amarelo e deveria ser expulso. Kayzer pôs em prática a única lei infalível em terras tupiniquins, a lei do ex, acertou um petardo no canto direito do goleiro e empatou a partida. Depois disso, tomamos conta do jogo e, a meu ver, arriscamos muito tentando a virada e, pelo menos duas vezes, quase sofremos o segundo gol, mas, no final, deu tudo certo.

Como disse o Rei dos Áudios: “o Vitória é inimigo da tranquilidade.”

O chutaço que Tarzia acertou no ângulo calou o Castelão, mostrou que valeu a pena correr todos os riscos ao lançar o time ao ataque e deixou evidente que nosso elenco não fala da boca para fora quando diz que quer ser campeão da Lampions League. Falta mais uma etapa, e o discurso dos jogadores e da comissão técnica no pós-jogo foi corretíssimo: “No Barradão somos muito fortes, mas nada está decidido.” É assim que se constrói favoritismo: com trabalho, humildade e raça!

Amém, igreja?

Ps: Eu preciso pontuar isto… A chatice/pessimismo de nossa torcida é, muitas vezes, estarrecedor. No entanto, é funcional. Digo isto porque, mesmo depois de termos vencido o primeiro jogo da final, de virada, fora de casa, parte da torcida focou em dizer que “vencemos, mas não convencemos”. Eu concordo que precisamos jogar mais, e esse “sarrafo alto” pode nos fazer atingir isso. Sábado, no Barradão, lotaremos as arquibancadas e será não só um dia de festa, será guerra.

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

Compartilhe nas redes

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Por Por 03/ 06/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

Adiantou ficar acordada até tarde da noite com o controle em uma mão e o secador na outra, Sardinhas? Vamos ao texto…

Todos nós sabíamos que a partida contra o Fortaleza, na casa dos caras, válida pela disputa da Lampions League, seria difícil. O que não nos disseram é que seria difícil de assistir. O primeiro tempo foi equilibrado por baixo e, ainda assim, se fizermos muito esforço, conseguiremos dizer, de maneira justa, que o Vitória foi menos pior. Além da imposição física que os caras visivelmente foram instruídos a fazer em nossos jogadores do meio, houve pouca criatividade.

Nós chegamos ao Castelão com os desfalques de Nathan Mendes na lateral e do nosso capitão Baralhas. Ainda no primeiro tempo, como se já não bastassem nossas faltas e o cansaço, Caique Gonçalves jogou lesionado quase toda a primeira etapa e, no intervalo, foi substituído. As duas equipes estavam visivelmente cansadas e, tecnicamente, seus desempenhos foram afetados, mas, se tudo continuasse como estava, o empate parecia ser visto por nossa comissão como um bom resultado.

DORMIMOS NA VOLTA PARA A SEGUNDA ETAPA

O segundo tempo começou da mesma forma da primeira etapa e dava indícios de que seria assim até o apito final. Algo que seria favorável para nós, afinal, no Barradão o bicho pega. Acontece, senhores, que no futebol, sobretudo em uma final de campeonato, do nada tudo pode mudar, e foi exatamente o que aconteceu aos dez minutos de partida, quando Vitinho acertou um chute de fora da área e abriu o placar contra nós.

O gol encheu de ânimo os caras e parece que o Leão do Pici farejou sangue e começou a nos pressionar visando ampliar o placar. Mas quem tem no gol Lucas Arcanjo tem uma arma carregada à sua disposição. O passe celestial que ele acertou para Renê deixou nosso centroavante na cara do gol. O zagueiro, que ficou batido no lance, puxou a camisa do nosso atacante e, com razão, foi expulso pelo juiz. A partir daí, foram vinte minutos com um homem a mais e, se ainda havia quem duvidasse que aprendemos a jogar assim em jogos decisivos, não há mais.

Os jogadores do Fortaleza choraram no final da partida alegando erro da arbitragem na expulsão, mas a verdade é que eles saíram no lucro. Afinal, o zagueiro deles, que cometeu o pênalti, já tinha amarelo e deveria ser expulso. Kayzer pôs em prática a única lei infalível em terras tupiniquins, a lei do ex, acertou um petardo no canto direito do goleiro e empatou a partida. Depois disso, tomamos conta do jogo e, a meu ver, arriscamos muito tentando a virada e, pelo menos duas vezes, quase sofremos o segundo gol, mas, no final, deu tudo certo.

Como disse o Rei dos Áudios: “o Vitória é inimigo da tranquilidade.”

O chutaço que Tarzia acertou no ângulo calou o Castelão, mostrou que valeu a pena correr todos os riscos ao lançar o time ao ataque e deixou evidente que nosso elenco não fala da boca para fora quando diz que quer ser campeão da Lampions League. Falta mais uma etapa, e o discurso dos jogadores e da comissão técnica no pós-jogo foi corretíssimo: “No Barradão somos muito fortes, mas nada está decidido.” É assim que se constrói favoritismo: com trabalho, humildade e raça!

Amém, igreja?

Ps: Eu preciso pontuar isto… A chatice/pessimismo de nossa torcida é, muitas vezes, estarrecedor. No entanto, é funcional. Digo isto porque, mesmo depois de termos vencido o primeiro jogo da final, de virada, fora de casa, parte da torcida focou em dizer que “vencemos, mas não convencemos”. Eu concordo que precisamos jogar mais, e esse “sarrafo alto” pode nos fazer atingir isso. Sábado, no Barradão, lotaremos as arquibancadas e será não só um dia de festa, será guerra.

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