Antes da partida começar, havia uma chance real de terminarmos a rodada em sétimo e, se olharmos o fato de apenas termos empatado, jogando em casa, é natural que o torcedor tenha saído frustrado do Barradão. Foi um jogo muito ruim, com apresentações apagadíssimas de Baralhas, Ramon e Matheuzinho e, pra variar, nossa ineficiência no ataque voltou a aparecer com Kayzer, que saiu lesionado, Martínez e Renê.
O torcedor tem todo direito de, ao invés de orgulho, estar puto.
Saímos do Barradão com um 0x0, apresentando um nível de futebol que, a meu ver, pareceu mais derrota do que empate. A gente teve o mérito de não sofrer com o Corinthians, ok. A defesa se comportou bem, o time foi organizado atrás. Mas o Brasileirão é uma competição traiçoeira demais para nos contentarmos só com isso. Sobretudo porque, jogando em casa, com o Barradão cheio, não dá pra aceitar um time que praticamente não agride o adversário.
Uma finalização certa em quase 100 minutos é inaceitável. O goleiro dos caras praticamente assistiu ao jogo e só teve de trabalhar uma vez, num chutaço de longe no fim, de Zé Vitor. Isso não é falta de sorte, é ineficiência e ausência de brio. Jair Ventura entrou com três volantes, o que acho ter sido uma decisão correta, porque travou o meio-campo dos caras. Mas, se fomos sólidos na defesa, nosso ataque foi sonolento, sem criatividade, sem aproximação, sem nada.
Conseguimos evoluir na saída de bola mais organizada, com Caíque recuando entre os zagueiros, e a boa partida de Luan Cândido. Mas, do meio pra frente, o time simplesmente não existiu. Matheuzinho não conseguiu criar, Baralhas não produziu nada, Renê e Ronald, na oportunidade que tiveram de mudar o placar, afundaram nossas esperanças. Inclusive, mais uma vez eu preciso dizer o quanto me impressionam negativamente as apresentações em baixa que Ronald tem feito nesta temporada, desde o Baiano, onde ele deveria se sobressair e ser uma reserva técnica, mas passou longe disso.
FUTEBOL QUE É BOM, NADA
No segundo tempo, nada mudou. Seguimos bem defensivamente, é verdade. A zaga ganhou duelos, o time não sofreu. Mas e daí? Não sofrer gol é muito pouco pra gente. E o mais difícil de entender é que o Corinthians também não fez um grande jogo. Era um adversário totalmente possível de ser pressionado, de ser vencido. Mas, em dado momento, o que parece é que preferimos nos contentar com o controle e o empate.
As substituições demoraram demais e, quando vieram, não mudaram absolutamente nada na estrutura. Dá pra olhar os números em casa e tentar se apegar: bom aproveitamento, defesa sólida, poucos gols sofridos. Mas isso mascara um problema sério: falta de produção ofensiva.
Agora temos pela frente o Flamengo, pela Copa do Brasil, e, sinceramente, eu espero que o futebol que não apresentamos nesta rodada apareça diante dos caras no Maracanã.
Diga aí. Que achou?
Você precisa estar logado para comentar
Compartilhe nas redes
PERDEMOS A CHANCE DO G7 – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Antes da partida começar, havia uma chance real de terminarmos a rodada em sétimo e, se olharmos o fato de apenas termos empatado, jogando em casa, é natural que o torcedor tenha saído frustrado do Barradão. Foi um jogo muito ruim, com apresentações apagadíssimas de Baralhas, Ramon e Matheuzinho e, pra variar, nossa ineficiência no ataque voltou a aparecer com Kayzer, que saiu lesionado, Martínez e Renê.
O torcedor tem todo direito de, ao invés de orgulho, estar puto.
Saímos do Barradão com um 0x0, apresentando um nível de futebol que, a meu ver, pareceu mais derrota do que empate. A gente teve o mérito de não sofrer com o Corinthians, ok. A defesa se comportou bem, o time foi organizado atrás. Mas o Brasileirão é uma competição traiçoeira demais para nos contentarmos só com isso. Sobretudo porque, jogando em casa, com o Barradão cheio, não dá pra aceitar um time que praticamente não agride o adversário.
Uma finalização certa em quase 100 minutos é inaceitável. O goleiro dos caras praticamente assistiu ao jogo e só teve de trabalhar uma vez, num chutaço de longe no fim, de Zé Vitor. Isso não é falta de sorte, é ineficiência e ausência de brio. Jair Ventura entrou com três volantes, o que acho ter sido uma decisão correta, porque travou o meio-campo dos caras. Mas, se fomos sólidos na defesa, nosso ataque foi sonolento, sem criatividade, sem aproximação, sem nada.
Conseguimos evoluir na saída de bola mais organizada, com Caíque recuando entre os zagueiros, e a boa partida de Luan Cândido. Mas, do meio pra frente, o time simplesmente não existiu. Matheuzinho não conseguiu criar, Baralhas não produziu nada, Renê e Ronald, na oportunidade que tiveram de mudar o placar, afundaram nossas esperanças. Inclusive, mais uma vez eu preciso dizer o quanto me impressionam negativamente as apresentações em baixa que Ronald tem feito nesta temporada, desde o Baiano, onde ele deveria se sobressair e ser uma reserva técnica, mas passou longe disso.
FUTEBOL QUE É BOM, NADA
No segundo tempo, nada mudou. Seguimos bem defensivamente, é verdade. A zaga ganhou duelos, o time não sofreu. Mas e daí? Não sofrer gol é muito pouco pra gente. E o mais difícil de entender é que o Corinthians também não fez um grande jogo. Era um adversário totalmente possível de ser pressionado, de ser vencido. Mas, em dado momento, o que parece é que preferimos nos contentar com o controle e o empate.
As substituições demoraram demais e, quando vieram, não mudaram absolutamente nada na estrutura. Dá pra olhar os números em casa e tentar se apegar: bom aproveitamento, defesa sólida, poucos gols sofridos. Mas isso mascara um problema sério: falta de produção ofensiva.
Agora temos pela frente o Flamengo, pela Copa do Brasil, e, sinceramente, eu espero que o futebol que não apresentamos nesta rodada apareça diante dos caras no Maracanã.
Compartilhe nas redes
Diga aí. Que achou?
Você precisa estar logado para comentar





