Campeonato Baiano não vale nada… pra quem perde — por Erick Cerqueira

Por Por 09/ 03/ 2026Categorias: Bahia, Campeonato Baiano

Fala, seus Bi Campeões Baianos invictos. Quero falar com vocês sobre esse tal de “Baianão não vale nada”. Essa é a maior falácia da história do futebol. Normalmente escrevo os textos ainda suado da caminhada da Arena Fonte Nova pra casa, mas dessa vez queria ter um “distanciamento histórico” porque foi muita emoção.

Logo na chegada, o clima era outro. Festa na subida da ladeira, faixas de Bi Campeão Invicto à venda e perguntei se meu filho queria a dele. E, no auge da experiência de seus 12 anos, respondeu: depois do jogo a gente compra.

No estádio um clima de festa absurdo. A torcida cantando alto, faixas, gritos, bandeirão subindo, show de led no meio do estádio e o time indo aplaudir a torcida que retribuiu. De repente uma falha na matrix. Bahia começou o jogo atacando pro gol do Dique. Mas tudo bem. Tínhamos o melhor time do campeonato, com um retrospecto de 15 jogos com 11 triunfos e uma só derrota (a fatídica vergonha no Chile), o melhor ataque e o adversário a gente já havia vencido na casa deles com o time reserva. O que poderia dar errado? O tal do futebol.

Em campo, duas equipes com “climas” diferentes. Eles jogando o jogo da vida, pilhados, focados, brigando no limite por cada bola. E o Bahia nervoso, ainda pressionado pela eliminação da Libertadores e pelas vaias que recebera no último triunfo na Fonte por 4×2.

E eles começaram melhor. Com um chute de fora pela esquerda, defesa de Ronaldo. E uma cabeçada na pequena área que o centroavante deles jogou na Bamor.

O Bahia nervoso não conseguia trocar passes. E numa bola tocada por Everton Ribeiro pra área, o zagueiro consegue tirar. O time para 2 segundos pedindo pênalti e eles são fatais. Contra-ataque rápido, ninguém mata a jogada e os caras abrem o placar. Um balde de água gelada. Mas, sinceramente, não assustava. Tinha o jogo todo pela frente e a certeza de que se o Bahia fizesse seu jogo, a gente virava.

Mas o Bahia só começa jogando, de frente pra Ladeira da Fonte. E pra isso, esperou o segundo tempo.

VIRA O LADO

Rogério Ceni faz as alterações que ninguém esperava. Meu xará Erick entra no lugar do lateral direito Roman (amarelado) e Kike no lugar de Ademir (amarelado e anulado). E aí muda tudo.

Erick vira volante e Acevedo lateral direito. Ceni Pardal já entrava nos TTs do Twitter. Mas Acevedo transformou ele de “professor aloprado” em gênio e nome do jogo.

O empate vem com churrasco de língua. Aos 8 minutos, Acevedo cruza no segundo pau, Willian José cabeceia pra trás e gol de Jean Lucas.

E aos 20, vem a jogadaça da partida. Lançamento perfeito do criticado Xavier no peito de Kike (a “contratação meia-boca” do ano). Ele domina e serve o lateral improvisado por Ceni. Que invade a área e toca pro meio. Willian José tenta a paulista, mas ela sobra pra Jean Lucas, o primeiro jogador do Bahia a vestir a “amarelinha” depois de décadas, dar números finais à partida. 2×1 e meu filho foi às lágrimas debaixo do bandeirão da Bamor.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

“Ah, mas campeonato baiano é fácil”. É sério? Vamos a uns dados interessantes.

O Bahia não vencia um título invicto desde 1981. Não ganha o título na Arena Fonte Nova desde o gol de Raudinei em 1994, no empate de 1×1. E vencendo o rival na Fonte? Foi no ano do Bi Campeonato Brasileiro, em 1988, com gol de Osmar e passe de Sandro.

Mas não esqueçam: “quem tem mais, tem 52”, e se somar os títulos do Bi Vice Campeão, com os do Ypiranga, Botafogo e Galícia, só empatam.

Vencemos 6 Baianões dos últimos 10. Isso é mais que ser o Melhor do Estado. Isso é hegemonia.

Então, tricolores, valorizem mais um Título de Glória! Um título indiscutível. De superioridade absoluta, disputando apenas 3 jogos com o time titular, e “jogando bem” apenas 20 minutos da final. Foi o necessário.

E se alguém disser que “Campeonato Baiano não vale nada”, é porque não conseguiu entrar na Fonte Nova nessa final.

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

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Campeonato Baiano não vale nada… pra quem perde — por Erick Cerqueira

Por Por 09/ 03/ 2026Categorias: Bahia, Campeonato Baiano

Fala, seus Bi Campeões Baianos invictos. Quero falar com vocês sobre esse tal de “Baianão não vale nada”. Essa é a maior falácia da história do futebol. Normalmente escrevo os textos ainda suado da caminhada da Arena Fonte Nova pra casa, mas dessa vez queria ter um “distanciamento histórico” porque foi muita emoção.

Logo na chegada, o clima era outro. Festa na subida da ladeira, faixas de Bi Campeão Invicto à venda e perguntei se meu filho queria a dele. E, no auge da experiência de seus 12 anos, respondeu: depois do jogo a gente compra.

No estádio um clima de festa absurdo. A torcida cantando alto, faixas, gritos, bandeirão subindo, show de led no meio do estádio e o time indo aplaudir a torcida que retribuiu. De repente uma falha na matrix. Bahia começou o jogo atacando pro gol do Dique. Mas tudo bem. Tínhamos o melhor time do campeonato, com um retrospecto de 15 jogos com 11 triunfos e uma só derrota (a fatídica vergonha no Chile), o melhor ataque e o adversário a gente já havia vencido na casa deles com o time reserva. O que poderia dar errado? O tal do futebol.

Em campo, duas equipes com “climas” diferentes. Eles jogando o jogo da vida, pilhados, focados, brigando no limite por cada bola. E o Bahia nervoso, ainda pressionado pela eliminação da Libertadores e pelas vaias que recebera no último triunfo na Fonte por 4×2.

E eles começaram melhor. Com um chute de fora pela esquerda, defesa de Ronaldo. E uma cabeçada na pequena área que o centroavante deles jogou na Bamor.

O Bahia nervoso não conseguia trocar passes. E numa bola tocada por Everton Ribeiro pra área, o zagueiro consegue tirar. O time para 2 segundos pedindo pênalti e eles são fatais. Contra-ataque rápido, ninguém mata a jogada e os caras abrem o placar. Um balde de água gelada. Mas, sinceramente, não assustava. Tinha o jogo todo pela frente e a certeza de que se o Bahia fizesse seu jogo, a gente virava.

Mas o Bahia só começa jogando, de frente pra Ladeira da Fonte. E pra isso, esperou o segundo tempo.

VIRA O LADO

Rogério Ceni faz as alterações que ninguém esperava. Meu xará Erick entra no lugar do lateral direito Roman (amarelado) e Kike no lugar de Ademir (amarelado e anulado). E aí muda tudo.

Erick vira volante e Acevedo lateral direito. Ceni Pardal já entrava nos TTs do Twitter. Mas Acevedo transformou ele de “professor aloprado” em gênio e nome do jogo.

O empate vem com churrasco de língua. Aos 8 minutos, Acevedo cruza no segundo pau, Willian José cabeceia pra trás e gol de Jean Lucas.

E aos 20, vem a jogadaça da partida. Lançamento perfeito do criticado Xavier no peito de Kike (a “contratação meia-boca” do ano). Ele domina e serve o lateral improvisado por Ceni. Que invade a área e toca pro meio. Willian José tenta a paulista, mas ela sobra pra Jean Lucas, o primeiro jogador do Bahia a vestir a “amarelinha” depois de décadas, dar números finais à partida. 2×1 e meu filho foi às lágrimas debaixo do bandeirão da Bamor.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

“Ah, mas campeonato baiano é fácil”. É sério? Vamos a uns dados interessantes.

O Bahia não vencia um título invicto desde 1981. Não ganha o título na Arena Fonte Nova desde o gol de Raudinei em 1994, no empate de 1×1. E vencendo o rival na Fonte? Foi no ano do Bi Campeonato Brasileiro, em 1988, com gol de Osmar e passe de Sandro.

Mas não esqueçam: “quem tem mais, tem 52”, e se somar os títulos do Bi Vice Campeão, com os do Ypiranga, Botafogo e Galícia, só empatam.

Vencemos 6 Baianões dos últimos 10. Isso é mais que ser o Melhor do Estado. Isso é hegemonia.

Então, tricolores, valorizem mais um Título de Glória! Um título indiscutível. De superioridade absoluta, disputando apenas 3 jogos com o time titular, e “jogando bem” apenas 20 minutos da final. Foi o necessário.

E se alguém disser que “Campeonato Baiano não vale nada”, é porque não conseguiu entrar na Fonte Nova nessa final.

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Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva, publicitário, parcial, Torcedor do Bahia e pai de Thor.

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