O Vitória comeu a bola e pôs o São Paulo no bolso. Mais do que isso, em grande parte da partida não sofreu sustos. Fizemos nossa parte, os resultados que nos favoreciam vieram e, no fundo do mar, certamente há cardumes chorosos, com seus secadores pifados e morrendo de medo porque, ano que vem, terão de enfrentar um Leão organizado e competitivo.
Jair Ventura conseguiu fazer com que Fabri entrasse em campo e fosse lúcido, e isso por si só já seria o bastante para provar que nossa permanência não se trata de uma obra do acaso ou golpe de sorte qualquer. Nossa temporada foi tenebrosa, e permanecer na elite do futebol brasileiro não é motivo para estarmos felizes, mas sim aliviados.
Pode soar como um contrassenso, mas a torcida do Vitória merece muito mais do que isso, e é inadmissível que nos contentemos com tão pouco. Os quatorze jogos que Jair Ventura fez à frente do Leão são um excelente cartão de visitas para a próxima temporada.
MINHA PREVISÃO ESTAVA CERTA, INFELIZMENTE
Eu escrevi no início do ano uma carta à não rubro-negra que dizia o seguinte:
“Quero ser sincero com você: não acho que será uma jornada fácil, e muito provavelmente o nosso campeonato será bem diferente do da imensa maioria dos outros clubes. Não é apenas uma questão de limitação técnica do nosso elenco, mas também da discrepância financeira entre a gente e grande parte dos nossos adversários.”
A grande questão para mim, senhores, é que sou um incurável otimista. Esta temporada de provação e o fato de termos escapado do rebaixamento na última rodada do Brasileirão, vencendo um adversário que não vencíamos havia sete anos em nossos domínios, dependendo de uma combinação de resultados de adversários diretos, e mesmo assim nossa torcida lotou o Barradão… é o tipo de coisa que constrói um vínculo indestrutível com o time.
A jornada deste ano foi massacrante. Os resultados e eliminações vexatórias e os sucessivos erros de nossa diretoria figuraram como peça central nesse enredo que, felizmente, não terminou em tragédia. Guardadas as devidas proporções, quando estávamos à beira do abismo na Série C, a torcida encontrou forças para resgatar o Vitória e alçá-lo à elite do futebol nacional.
O meu palpite é que os erros que cometemos nesta temporada, sobretudo no que diz respeito à montagem do elenco, serão preponderantes para nos fazer ter, no mínimo, uma Série A sem sustos e com surpresas positivas.
Amém, igreja?
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FICAMOS NA ELITE E QUEBRAMOS SECADORES – POR EMERSON LEANDRO SILVA
O Vitória comeu a bola e pôs o São Paulo no bolso. Mais do que isso, em grande parte da partida não sofreu sustos. Fizemos nossa parte, os resultados que nos favoreciam vieram e, no fundo do mar, certamente há cardumes chorosos, com seus secadores pifados e morrendo de medo porque, ano que vem, terão de enfrentar um Leão organizado e competitivo.
Jair Ventura conseguiu fazer com que Fabri entrasse em campo e fosse lúcido, e isso por si só já seria o bastante para provar que nossa permanência não se trata de uma obra do acaso ou golpe de sorte qualquer. Nossa temporada foi tenebrosa, e permanecer na elite do futebol brasileiro não é motivo para estarmos felizes, mas sim aliviados.
Pode soar como um contrassenso, mas a torcida do Vitória merece muito mais do que isso, e é inadmissível que nos contentemos com tão pouco. Os quatorze jogos que Jair Ventura fez à frente do Leão são um excelente cartão de visitas para a próxima temporada.
MINHA PREVISÃO ESTAVA CERTA, INFELIZMENTE
Eu escrevi no início do ano uma carta à não rubro-negra que dizia o seguinte:
“Quero ser sincero com você: não acho que será uma jornada fácil, e muito provavelmente o nosso campeonato será bem diferente do da imensa maioria dos outros clubes. Não é apenas uma questão de limitação técnica do nosso elenco, mas também da discrepância financeira entre a gente e grande parte dos nossos adversários.”
A grande questão para mim, senhores, é que sou um incurável otimista. Esta temporada de provação e o fato de termos escapado do rebaixamento na última rodada do Brasileirão, vencendo um adversário que não vencíamos havia sete anos em nossos domínios, dependendo de uma combinação de resultados de adversários diretos, e mesmo assim nossa torcida lotou o Barradão… é o tipo de coisa que constrói um vínculo indestrutível com o time.
A jornada deste ano foi massacrante. Os resultados e eliminações vexatórias e os sucessivos erros de nossa diretoria figuraram como peça central nesse enredo que, felizmente, não terminou em tragédia. Guardadas as devidas proporções, quando estávamos à beira do abismo na Série C, a torcida encontrou forças para resgatar o Vitória e alçá-lo à elite do futebol nacional.
O meu palpite é que os erros que cometemos nesta temporada, sobretudo no que diz respeito à montagem do elenco, serão preponderantes para nos fazer ter, no mínimo, uma Série A sem sustos e com surpresas positivas.
Amém, igreja?
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