TOCAR O TERROR SEMPRE GEROU AUDIÊNCIA – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 19/ 01/ 2026Categorias: Campeonato Baiano, Futebol, Vitória

Há uma diferença absurda entre querer que vençamos partidas no Baianão e ser um urubólogo de plantão. No início desta temporada, Fábio Mota anunciou que o time do Baiano seria montado com jogadores de nossa Fábrica de Talentos e atletas que não tiveram espaço na temporada anterior.

Os produtores de conteúdo e grande parte da torcida gritaram em uníssono, concordando com a decisão da diretoria e indo além: “é isto mesmo, o Baiano não significa grandes coisas”, “temos de usar o estadual como laboratório”. Dito isso, as análises que defendem que é “inadmissível que o Vitória não tenha vencido no Baiano” me parecem, no mínimo, esquizofrênicas.

Eu não estou satisfeito com os resultados. Queria que estivéssemos atropelando todos os nossos adversários e concordo que Pablo foi cabaço ontem e que seu gesto prejudicou o time. Isso não é desculpa nem defesa, é apenas agir com coerência e analisar o contexto. Dudu Miraíma tem 25 anos, Pablo 22, José Breno 21, Ivan Henrique 20, Paulo Roberto 20, Gean 19. Essa pequena lista serve para mostrar que o elenco é composto por garotos, e exigir exibições primorosas é um delírio.

SE NÃO FOR A GERAÇÃO DE 93 NÃO PRESTA

A má vontade com os jogadores da base do Vitória é de longa data. Nós execramos publicamente dezenas de atletas ao longo de nossa história apenas por serem nossas crias, e o fator preponderante para isso é que somos reféns de nosso sucesso quando montamos aquele time épico que enfrentou o Palmeiras em 93. A frustração por não ter conquistado o título nacional criou uma chaga saudosista que nos persegue até hoje.

A grande bênção e tragédia do futebol é que a realidade é fruto de nossa interpretação e, nesse sentido, para alguns pode soar um absurdo que estejamos em sexto lugar e que, depois de três rodadas, tenhamos somado três pontos. A realidade crua e nua é que ainda faltam nove partidas para o término da competição, mas já há quem defenda a saída de Rodrigo e que a diretoria desista do planejamento e coloque o time principal para disputar as partidas restantes da competição.

O que vi no jogo de ontem foi que encontramos uma boa terceira opção para a lateral direita, já que Claudinho está lesionado, a consolidação de Yuri como o terceiro nome no gol e a regularidade de Edenilson e Ivan, que poderão compor o elenco principal. Dito isso, Pablo usou seu perfil nas redes sociais para assumir a culpa e pedir desculpas:

“Nação Rubro-Negra, peço desculpas pelo ocorrido hoje. Em um momento de felicidade por marcar meu primeiro gol com essa camisa que tenho orgulho em vestir, ainda mais na minha terra natal, com minha família presente pela primeira vez em um jogo meu pelo profissional, acabei extravasando além do limite e recebi o segundo cartão amarelo.

Assumo totalmente a responsabilidade e peço desculpas aos meus companheiros, à comissão técnica e à torcida. O futebol também é aprendizado, e sigo trabalhando, com muita fé e profissionalismo, para buscar sempre o melhor pelo Vitória.”

 

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

Compartilhe nas redes

Apoio

ESC3d - Designer Gráfico e Marketing

TOCAR O TERROR SEMPRE GEROU AUDIÊNCIA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Por Por 19/ 01/ 2026Categorias: Campeonato Baiano, Futebol, Vitória

Há uma diferença absurda entre querer que vençamos partidas no Baianão e ser um urubólogo de plantão. No início desta temporada, Fábio Mota anunciou que o time do Baiano seria montado com jogadores de nossa Fábrica de Talentos e atletas que não tiveram espaço na temporada anterior.

Os produtores de conteúdo e grande parte da torcida gritaram em uníssono, concordando com a decisão da diretoria e indo além: “é isto mesmo, o Baiano não significa grandes coisas”, “temos de usar o estadual como laboratório”. Dito isso, as análises que defendem que é “inadmissível que o Vitória não tenha vencido no Baiano” me parecem, no mínimo, esquizofrênicas.

Eu não estou satisfeito com os resultados. Queria que estivéssemos atropelando todos os nossos adversários e concordo que Pablo foi cabaço ontem e que seu gesto prejudicou o time. Isso não é desculpa nem defesa, é apenas agir com coerência e analisar o contexto. Dudu Miraíma tem 25 anos, Pablo 22, José Breno 21, Ivan Henrique 20, Paulo Roberto 20, Gean 19. Essa pequena lista serve para mostrar que o elenco é composto por garotos, e exigir exibições primorosas é um delírio.

SE NÃO FOR A GERAÇÃO DE 93 NÃO PRESTA

A má vontade com os jogadores da base do Vitória é de longa data. Nós execramos publicamente dezenas de atletas ao longo de nossa história apenas por serem nossas crias, e o fator preponderante para isso é que somos reféns de nosso sucesso quando montamos aquele time épico que enfrentou o Palmeiras em 93. A frustração por não ter conquistado o título nacional criou uma chaga saudosista que nos persegue até hoje.

A grande bênção e tragédia do futebol é que a realidade é fruto de nossa interpretação e, nesse sentido, para alguns pode soar um absurdo que estejamos em sexto lugar e que, depois de três rodadas, tenhamos somado três pontos. A realidade crua e nua é que ainda faltam nove partidas para o término da competição, mas já há quem defenda a saída de Rodrigo e que a diretoria desista do planejamento e coloque o time principal para disputar as partidas restantes da competição.

O que vi no jogo de ontem foi que encontramos uma boa terceira opção para a lateral direita, já que Claudinho está lesionado, a consolidação de Yuri como o terceiro nome no gol e a regularidade de Edenilson e Ivan, que poderão compor o elenco principal. Dito isso, Pablo usou seu perfil nas redes sociais para assumir a culpa e pedir desculpas:

“Nação Rubro-Negra, peço desculpas pelo ocorrido hoje. Em um momento de felicidade por marcar meu primeiro gol com essa camisa que tenho orgulho em vestir, ainda mais na minha terra natal, com minha família presente pela primeira vez em um jogo meu pelo profissional, acabei extravasando além do limite e recebi o segundo cartão amarelo.

Assumo totalmente a responsabilidade e peço desculpas aos meus companheiros, à comissão técnica e à torcida. O futebol também é aprendizado, e sigo trabalhando, com muita fé e profissionalismo, para buscar sempre o melhor pelo Vitória.”

 

 

Compartilhe nas redes

Diga aí. Que achou?

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Apoio

ESC3d - Designer Gráfico e Marketing