PERDEMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Há uma diferença entre o time que nós queremos e merecemos e o time real que, durante muitos jogos, teremos de suportar ao longo desta temporada. Eu já disse isto aqui dezenas de vezes e, em alguns momentos, me acusaram de conformismo. No entanto, em minha defesa, eu alego que, na verdade, sou apenas um otimista realista. Na prática, isto significa que costumo ver o “copo meio cheio”, mas não sou cego em relação às nossas deficiências técnicas e financeiras.

A partida de ontem contra a Chapecoense era uma janela de oportunidade incrível para saltarmos para a sétima colocação na tabela, e os primeiros vinte minutos da partida pareciam reforçar a ideia de que conseguiríamos. O contexto do jogo em si, com a expulsão de Edenilson, a partida em baixa de Kayser, Ramon e Anderson Pato, além da saída por lesão de Camutanga, dificultaram nossa primeira vitória fora de casa.

A CRÍTICA É NECESSÁRIA, MAS QUAL O TOM?

Entender as deficiências técnicas deste elenco é correto, e assino embaixo isto. O problema, a meu ver, é desenhar os argumentos como se a montagem dele fosse resultante da falta de competência ou vontade de nossa diretoria em assim fazê-lo. No início do ano, perdemos Halter por conta de uma proposta milionária, mantivemos Baralhas, Eric e Ramon, perdemos Edu e Dudu e trouxemos Cacá, Tarzia, Martinez e Caique. Isso demonstra que há esforço, mas não se contrata ou se mantem bons jogadores sem dinheiro. É justamente o que nos falta.

Nesta sequência de nomes, estão contidas situações que fogem à competência do diretor de futebol ou de nosso presidente e caem no campo dos imprevistos, o que é natural em uma atividade que não é exata. Desconsiderar os incidentes negativos que nos ocorreram nesta temporada é agir com base na mais pura frustração. O torcedor tem de estar puto, querer cada vez mais, mas não entender tais contextos é analisar com má vontade.

O Vitória faz seu melhor início de temporada no Brasileirão dos últimos três anos, e há quem acredite que a solução é demitir Jair Ventura, Papelim e Fábio Mota. É este o nível de distanciamento da realidade que me preocupa. Estamos na décima rodada, com um jogo a menos, e, a meu ver, esse clamor tem muito mais a ver com a reta final do ano passado do que, de fato, com nossa atual campanha. Faz sentido? Eu entendo? Sim, é claro. Mas não espero que as decisões de nossa diretoria devam se basear nisso.

Segue abaixo a nota da TUI:

O time em campo é o retrato fiel de um departamento de futebol incompetente.
Um elenco sem força de reação, limitado e previsível, que repete os mesmos erros jogo após jogo — exatamente como uma diretoria que insiste em cometê-los ano após ano.

Nós avisamos no início da temporada: não haveria mais espaço para erros, nem paciência para a incompetência.

Fábio Mota e os executivos precisam agir agora. Chega de desculpas para erros antigos.

É urgente que comecem pela demissão do treinador Jair Ventura, que, apesar do elenco limitado que lhe foi entregue, mostra-se incapaz de extrair qualquer evolução do time; do responsável direto por essas contratações pífias, Papelin; de Manequinha e todos que trabalham no Dpt. de Futebol, são três anos repetindo os mesmos erros, demonstrando que não possuem a menor condição de estarem no profissional do E.C. Vitória.

A torcida está exausta de carregar este clube nas costas enquanto vocês falham repetidamente.

RESPEITEM a Nação Rubro-Negra, que tanto tem se doado pra reerguer nosso amado Esporte Clube Vitória. O Clube merece essa torcida, vocês não!

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

Compartilhe nas redes

PERDEMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Há uma diferença entre o time que nós queremos e merecemos e o time real que, durante muitos jogos, teremos de suportar ao longo desta temporada. Eu já disse isto aqui dezenas de vezes e, em alguns momentos, me acusaram de conformismo. No entanto, em minha defesa, eu alego que, na verdade, sou apenas um otimista realista. Na prática, isto significa que costumo ver o “copo meio cheio”, mas não sou cego em relação às nossas deficiências técnicas e financeiras.

A partida de ontem contra a Chapecoense era uma janela de oportunidade incrível para saltarmos para a sétima colocação na tabela, e os primeiros vinte minutos da partida pareciam reforçar a ideia de que conseguiríamos. O contexto do jogo em si, com a expulsão de Edenilson, a partida em baixa de Kayser, Ramon e Anderson Pato, além da saída por lesão de Camutanga, dificultaram nossa primeira vitória fora de casa.

A CRÍTICA É NECESSÁRIA, MAS QUAL O TOM?

Entender as deficiências técnicas deste elenco é correto, e assino embaixo isto. O problema, a meu ver, é desenhar os argumentos como se a montagem dele fosse resultante da falta de competência ou vontade de nossa diretoria em assim fazê-lo. No início do ano, perdemos Halter por conta de uma proposta milionária, mantivemos Baralhas, Eric e Ramon, perdemos Edu e Dudu e trouxemos Cacá, Tarzia, Martinez e Caique. Isso demonstra que há esforço, mas não se contrata ou se mantem bons jogadores sem dinheiro. É justamente o que nos falta.

Nesta sequência de nomes, estão contidas situações que fogem à competência do diretor de futebol ou de nosso presidente e caem no campo dos imprevistos, o que é natural em uma atividade que não é exata. Desconsiderar os incidentes negativos que nos ocorreram nesta temporada é agir com base na mais pura frustração. O torcedor tem de estar puto, querer cada vez mais, mas não entender tais contextos é analisar com má vontade.

O Vitória faz seu melhor início de temporada no Brasileirão dos últimos três anos, e há quem acredite que a solução é demitir Jair Ventura, Papelim e Fábio Mota. É este o nível de distanciamento da realidade que me preocupa. Estamos na décima rodada, com um jogo a menos, e, a meu ver, esse clamor tem muito mais a ver com a reta final do ano passado do que, de fato, com nossa atual campanha. Faz sentido? Eu entendo? Sim, é claro. Mas não espero que as decisões de nossa diretoria devam se basear nisso.

Segue abaixo a nota da TUI:

O time em campo é o retrato fiel de um departamento de futebol incompetente.
Um elenco sem força de reação, limitado e previsível, que repete os mesmos erros jogo após jogo — exatamente como uma diretoria que insiste em cometê-los ano após ano.

Nós avisamos no início da temporada: não haveria mais espaço para erros, nem paciência para a incompetência.

Fábio Mota e os executivos precisam agir agora. Chega de desculpas para erros antigos.

É urgente que comecem pela demissão do treinador Jair Ventura, que, apesar do elenco limitado que lhe foi entregue, mostra-se incapaz de extrair qualquer evolução do time; do responsável direto por essas contratações pífias, Papelin; de Manequinha e todos que trabalham no Dpt. de Futebol, são três anos repetindo os mesmos erros, demonstrando que não possuem a menor condição de estarem no profissional do E.C. Vitória.

A torcida está exausta de carregar este clube nas costas enquanto vocês falham repetidamente.

RESPEITEM a Nação Rubro-Negra, que tanto tem se doado pra reerguer nosso amado Esporte Clube Vitória. O Clube merece essa torcida, vocês não!

 

Compartilhe nas redes

Diga aí. Que achou?

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Apoio

ESC3d - Designer Gráfico e Marketing