Bahia cai pra 8º na maior crise dos últimos 3 anos – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Passei 50 dias longe do Bahia, para escrever meu livro, e simplesmente a maionese desandou. Lembrei de minha vó dizendo: “o que diabos vocês fizeram na minha ausência?”. Mas voltarei aos textos e à Fonte Nova pra tentar ajudar a reverter isso.
Da derrota pro Palmeiras pra cá foi só ladeira abaixo. Só ganhamos do Mirassol.
Depois perdemos pra Flamengo, Cruzeiro e Coritiba. Empatamos com os fraquíssimos Santos, São Paulo e Grêmio. E ainda sofremos a eliminação na Copa do Brasil nas humilhantes derrotas pro atual vice-lanterna da competição, o Remo.
O que diabos aconteceu?
O Bahia entrou em campo ontem, numa segunda à noite, pra tentar atrapalhar meu baba na Arena Guanabara. Não conseguiu. O baba rolou mesmo com algumas ausências.
Assisti ao primeiro tempo em casa e vi o Bahia muito melhor que os donos da casa. Dominava as ações, chegava com facilidade no ataque, mas penava nas finalizações. Pra variar.
Até que Willian José tabelou pelo meio e deu uma assistência açucarada pra Pulga chutar pra área, e o zagueiro desviar pro gol. 1×0.
O time que tecnicamente era melhor em campo abria o placar com justiça, mas de forma injusta, com um gol contra.
E aí, no fim do primeiro tempo, o desastre aconteceu, de novo. É papo de maldição, bicho.
O Bahia ganhando fora por 1×0, o goleiro se lesionou gravemente e João Paulo precisou entrar no fim do primeiro tempo. A falha na Matrix. O déjà vu.
Peguei o colete, coloquei a bola do baba na sacola e fui pra Arena. Não queria assistir filme repetido.
No caminho do baba saiu o empate, com falha de posicionamento do goleiro. Na chegada à Arena, a virada dos caras, com falha bisonha do goleiro e cabeçada de Kanu no pé de Acevedo. E quando o juiz apitou pra gente começar o baba, ouvimos o terceiro gol dos caras. Aí foi focar no baba daqui que tava melhor que o de lá.
Everaldo ainda diminuiu, mas a derrota já estava consumada.
E, de repente, um dos melhores mandantes do ano passado, e um dos melhores visitantes do começo de 2026, hoje amarga uma sequência de seca de triunfos inimaginável.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
O time sofreu 24 gols nos últimos 11 jogos. Desses, Léo Vieira tomou 17 em 10 partidas. E João Paulo levou 7 em apenas dois tempos de 45 minutos.
E a crise se instalou no Bahia.
Porque uma coisa é certa: quando esse time que perdeu ontem de virada pro Coritiba entrar na Fonte no sábado, vai ser hostilizado.
E por que eu digo isso? Porque eu conheço a torcida. Os caras estavam reclamando quando o Bahia estava goleando e jogando bem, imagine agora…
E o goleiro? Imagine a vaia da galera quando anunciarem João Paulo no gol. Vai ser barril.
E quando a maré de azar é grande, atravessa o Atlântico. Já tem maluco falando da queda do Girona FC pra tentar comparar a queda de rendimento do Bahia.
Nem acho que a culpa da crise seja somente de Rogério Ceni. Mas parece que o treinador não entende o mundo fora da sua bolha.
Ontem, na coletiva, ele se orgulhou do time estar sempre entre os oito melhores do Brasileiro há três anos. Isso é ótimo pra ele falar na reunião com a diretoria, mas é um péssimo argumento para uma torcida em fúria por não vencer há oito jogos. Apesar de quê, é um bom consolo saber que nossa crise é melhor que muito “melhor momento” por aí…
A real é que o jogo contra o Botafogo será crucial pra gente assistir à Copa do Mundo em paz ou puto. E a gente vai depender das luvas de um goleiro sem confiança…
Diga aí. Que achou?
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Bahia cai pra 8º na maior crise dos últimos 3 anos – por Erick Cerqueira
Fala, Nação Tricolor! Passei 50 dias longe do Bahia, para escrever meu livro, e simplesmente a maionese desandou. Lembrei de minha vó dizendo: “o que diabos vocês fizeram na minha ausência?”. Mas voltarei aos textos e à Fonte Nova pra tentar ajudar a reverter isso.
Da derrota pro Palmeiras pra cá foi só ladeira abaixo. Só ganhamos do Mirassol.
Depois perdemos pra Flamengo, Cruzeiro e Coritiba. Empatamos com os fraquíssimos Santos, São Paulo e Grêmio. E ainda sofremos a eliminação na Copa do Brasil nas humilhantes derrotas pro atual vice-lanterna da competição, o Remo.
O que diabos aconteceu?
O Bahia entrou em campo ontem, numa segunda à noite, pra tentar atrapalhar meu baba na Arena Guanabara. Não conseguiu. O baba rolou mesmo com algumas ausências.
Assisti ao primeiro tempo em casa e vi o Bahia muito melhor que os donos da casa. Dominava as ações, chegava com facilidade no ataque, mas penava nas finalizações. Pra variar.
Até que Willian José tabelou pelo meio e deu uma assistência açucarada pra Pulga chutar pra área, e o zagueiro desviar pro gol. 1×0.
O time que tecnicamente era melhor em campo abria o placar com justiça, mas de forma injusta, com um gol contra.
E aí, no fim do primeiro tempo, o desastre aconteceu, de novo. É papo de maldição, bicho.
O Bahia ganhando fora por 1×0, o goleiro se lesionou gravemente e João Paulo precisou entrar no fim do primeiro tempo. A falha na Matrix. O déjà vu.
Peguei o colete, coloquei a bola do baba na sacola e fui pra Arena. Não queria assistir filme repetido.
No caminho do baba saiu o empate, com falha de posicionamento do goleiro. Na chegada à Arena, a virada dos caras, com falha bisonha do goleiro e cabeçada de Kanu no pé de Acevedo. E quando o juiz apitou pra gente começar o baba, ouvimos o terceiro gol dos caras. Aí foi focar no baba daqui que tava melhor que o de lá.
Everaldo ainda diminuiu, mas a derrota já estava consumada.
E, de repente, um dos melhores mandantes do ano passado, e um dos melhores visitantes do começo de 2026, hoje amarga uma sequência de seca de triunfos inimaginável.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
O time sofreu 24 gols nos últimos 11 jogos. Desses, Léo Vieira tomou 17 em 10 partidas. E João Paulo levou 7 em apenas dois tempos de 45 minutos.
E a crise se instalou no Bahia.
Porque uma coisa é certa: quando esse time que perdeu ontem de virada pro Coritiba entrar na Fonte no sábado, vai ser hostilizado.
E por que eu digo isso? Porque eu conheço a torcida. Os caras estavam reclamando quando o Bahia estava goleando e jogando bem, imagine agora…
E o goleiro? Imagine a vaia da galera quando anunciarem João Paulo no gol. Vai ser barril.
E quando a maré de azar é grande, atravessa o Atlântico. Já tem maluco falando da queda do Girona FC pra tentar comparar a queda de rendimento do Bahia.
Nem acho que a culpa da crise seja somente de Rogério Ceni. Mas parece que o treinador não entende o mundo fora da sua bolha.
Ontem, na coletiva, ele se orgulhou do time estar sempre entre os oito melhores do Brasileiro há três anos. Isso é ótimo pra ele falar na reunião com a diretoria, mas é um péssimo argumento para uma torcida em fúria por não vencer há oito jogos. Apesar de quê, é um bom consolo saber que nossa crise é melhor que muito “melhor momento” por aí…
A real é que o jogo contra o Botafogo será crucial pra gente assistir à Copa do Mundo em paz ou puto. E a gente vai depender das luvas de um goleiro sem confiança…
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