ENTRE A GOLEADA E O RANÇO – POR EMERSON LEANDRO SILVA
Por Por 09/ 04/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

Assim que empatamos o último jogo no Brasileirão, jogando praticamente toda a partida com um a menos contra a Chapecoense, fora de casa, nossa torcida organizada e uma grande parte dos torcedores optaram, ao invés de exaltar o ponto conquistado de maneira heroica, por criar um movimento de “Fora todo mundo”. Ontem, fomos a campo pela Lampions League, goleamos a Juazeirense e assumimos a liderança da competição. Mas a tradicional saudação dos jogadores ao torcedor, no final de nossas vitórias, não aconteceu.

O estado de tensão que se criou no entorno de Jair e sua comissão técnica o fez levar a campo o time titular para dar uma resposta ao torcedor. O bônus dessa decisão foi uma goleada com requinte de crueldade, já o ônus foi a saída de Arcanjo no intervalo e a incerteza de poder contar com ele no final de semana contra o São Paulo pelo Brasileirão. É o efeito borboleta em que o único prejudicado é o próprio torcedor.

Aos envolvidos, façam as contas se vale apena agir assim.

O ranço confunde exigência com a liberdade de dizer e fazer o que quiser em nome do amor ao Vitória. Ontem, Aitor Cantalapiedra fez um bom primeiro tempo e um segundo tempo ruim, assim como outros jogadores, mas, em uma partida que vencíamos e dominávamos o adversário, isto não deveria ser o problema. Mas, ao que parece, se o jogo estava morno, é preciso encontrar uma maneira de se divertir, e destilar ódio, mais uma vez, foi a escolha do torcedor. O alvo escolhido foi Aitor novamente.

O gringo está longe de ser incontestável, mas, na partida de ontem, deixou na cara do gol Renê, que desperdiçou uma chance cara a cara com o goleiro. Aitor também triangulou uma bola com Ramon, que culminou no impressionante cabeceio de Mateusinho nas mãos do arqueiro. Ao longo do segundo tempo, Mateusinho e Renê desperdiçaram chances claras de gol e isso não incomodou a torcida. Aitor dominou uma bola errada e finalizou mal uma jogada e saiu vaiado de campo.

Ficou claro que Jair levou a campo nossos titulares como resposta ao movimento da organizada.

A equipe, fechada com ele, deu uma resposta imediata, pressionou o adversário, venceu e convenceu, e, ao final, não foi para a organizada comemorar a liderança do grupo. Eu entendo que o que está em jogo é uma série de pessoas apaixonadas pelo Vitória, mas minha preocupação é que este tipo de amor não pode ser usado como escudo para fazer o que quisermos, de qualquer jeito.

Ao irmos a campo na próxima partida pelo Brasileirão, diante do São Paulo, dentro do Barradão, desta maneira, há um risco real de acrescentar a uma partida que já será difícil um componente de dificuldade ainda maior. O trabalho de Jair Ventura pode e deve ser questionado, mas fazer isso sem levar em consideração seus resultados é uma temeridade que põe em risco apenas o Vitória.

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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ENTRE A GOLEADA E O RANÇO – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Por Por 09/ 04/ 2026Categorias: Copa do Nordeste, Futebol, Vitória

Assim que empatamos o último jogo no Brasileirão, jogando praticamente toda a partida com um a menos contra a Chapecoense, fora de casa, nossa torcida organizada e uma grande parte dos torcedores optaram, ao invés de exaltar o ponto conquistado de maneira heroica, por criar um movimento de “Fora todo mundo”. Ontem, fomos a campo pela Lampions League, goleamos a Juazeirense e assumimos a liderança da competição. Mas a tradicional saudação dos jogadores ao torcedor, no final de nossas vitórias, não aconteceu.

O estado de tensão que se criou no entorno de Jair e sua comissão técnica o fez levar a campo o time titular para dar uma resposta ao torcedor. O bônus dessa decisão foi uma goleada com requinte de crueldade, já o ônus foi a saída de Arcanjo no intervalo e a incerteza de poder contar com ele no final de semana contra o São Paulo pelo Brasileirão. É o efeito borboleta em que o único prejudicado é o próprio torcedor.

Aos envolvidos, façam as contas se vale apena agir assim.

O ranço confunde exigência com a liberdade de dizer e fazer o que quiser em nome do amor ao Vitória. Ontem, Aitor Cantalapiedra fez um bom primeiro tempo e um segundo tempo ruim, assim como outros jogadores, mas, em uma partida que vencíamos e dominávamos o adversário, isto não deveria ser o problema. Mas, ao que parece, se o jogo estava morno, é preciso encontrar uma maneira de se divertir, e destilar ódio, mais uma vez, foi a escolha do torcedor. O alvo escolhido foi Aitor novamente.

O gringo está longe de ser incontestável, mas, na partida de ontem, deixou na cara do gol Renê, que desperdiçou uma chance cara a cara com o goleiro. Aitor também triangulou uma bola com Ramon, que culminou no impressionante cabeceio de Mateusinho nas mãos do arqueiro. Ao longo do segundo tempo, Mateusinho e Renê desperdiçaram chances claras de gol e isso não incomodou a torcida. Aitor dominou uma bola errada e finalizou mal uma jogada e saiu vaiado de campo.

Ficou claro que Jair levou a campo nossos titulares como resposta ao movimento da organizada.

A equipe, fechada com ele, deu uma resposta imediata, pressionou o adversário, venceu e convenceu, e, ao final, não foi para a organizada comemorar a liderança do grupo. Eu entendo que o que está em jogo é uma série de pessoas apaixonadas pelo Vitória, mas minha preocupação é que este tipo de amor não pode ser usado como escudo para fazer o que quisermos, de qualquer jeito.

Ao irmos a campo na próxima partida pelo Brasileirão, diante do São Paulo, dentro do Barradão, desta maneira, há um risco real de acrescentar a uma partida que já será difícil um componente de dificuldade ainda maior. O trabalho de Jair Ventura pode e deve ser questionado, mas fazer isso sem levar em consideração seus resultados é uma temeridade que põe em risco apenas o Vitória.

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