CARTA À NAÇÃO RUBRO-NEGRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Mais uma vez, no início de mais uma temporada, eu me dirijo à imensa nação rubro-negra, apaixonada pelo único time baiano da Série de elite do Brasileirão…

No ano passado, eu disse e previ que seria uma temporada desgastante e que nosso amor ao Leão seria posto à prova. É claro que torcia silenciosamente para que não estivesse tão certo e em um nível de dramaticidade que testou nossos corações em um grau absurdo como foi o ano passado. Fomos eliminados em tudo e, de maneira vexatória, algumas vezes.

Mas, felizmente, isso passou e estamos aqui, de pé e mais vivos do que nunca.

A temporada que está prestes a iniciar será diferente. Me adianto em dizer que o motivo não é porque “não tem como ser pior do que foi o ano passado”, mas sim porque nossa diretoria mostrou evidentes evoluções na gestão do clube. A reeleição de Fábio Mota, com um resultado esmagador, não surpreendeu ninguém e, se me permite a opinião, acredito que tenha sido a melhor escolha para o Vitória.

A FORÇA DE ONDE VEM

Além da torcida, com seu amor e fé inabaláveis, que carregou sozinha um time com claras deficiências e os fez jogar mais com a alma do que com a técnica, nossa força vem do entendimento de nossas limitações, sobretudo financeiras. Renovamos os vínculos com Jair Ventura, Baralhas e Eric, e lucramos com a saída de Halter. Contratamos Caíque, volante brigador, Mateuzinho, o lateral destaque da Série B, e trouxemos duas grandes apostas para a zaga.

A confirmação da não renovação de Gustavo Vieira, com a chegada de Sérgio Papellin, são ações que delineiam uma postura assertiva que, penso eu, tem tudo para nos render bons frutos. Digo isso por conta da carreira exitosa do dirigente à frente do Fortaleza e do atual planejamento da diretoria, que entendeu que não há como, nos moldes atuais do calendário esportivo no Brasil, competir em alto nível em cinco competições simultâneas, como tentamos no ano passado.

Este ano, o Vitória disputará o Baianão e a Copa do Nordeste com um time alternativo, mesclando jogadores da Fábrica de Talentos e atletas que não tiveram grande minutagem na temporada passada. Ao mesmo tempo em que permite que nomes como Rubén Rodrigues, Enzo Lopes, Jamerson, Rubén Ismael e Kike Saverio nos mostrem se podem ser úteis este ano, descansa nossa equipe principal e dá protagonismo à nossa histórica divisão de base.

Essas ações são o que está em nossos sonhos? Não, é claro. Mas o torcedor do Vitória que ainda não entendeu que a melhor chance que temos para competir em um campeonato tão desigual financeiramente é contratar com base em nosso setor de scout e apostar em um time muito mais reativo, com perfil de “guerreirinhos”, como tem defendido Fábio Mota em entrevistas, está tentando se iludir.

Eu vou além. Nenhuma dessas medidas que acabo de listar são garantias de que teremos uma temporada tranquila ou que seremos a sensação do campeonato. Mas, certamente, representam ações alinhadas com os objetivos ambiciosos que possuímos, com a paciência, a disciplina e o senso de realidade que precisamos ter. “Ah, e o Mirassol, que bateu de frente com os grandes e não tem dinheiro, o que você diz?” O que digo sempre que fazem esse tipo de comparação é, na verdade, outra pergunta. “Quantas competições o Mirassol disputou na temporada passada?” Apenas o Brasileirão.

É óbvio que isso não diminui a histórica campanha do time paulista, mas o contexto deles é diferente do nosso. Na verdade, este ano, que eles terão a chance de viver Libertadores, Paulistão, Copa do Brasil e Brasileirão, é que iremos tirar a prova dos nove de seu desempenho ante este calendário insano que vivemos. O olhar estratégico de nossa diretoria, graças aos erros e experiências da última temporada, fechou um novo patrocínio que bancará voos fretados para viajarmos e disputar as partidas do Brasileirão em sedes mais longínquas.

No final das contas, Nação, cada uma dessas medidas, somadas à apresentação da nova política para o Sócio Torcedor, é uma convocação a todos nós para, mais uma vez, contribuir para que esta temporada seja, ao menos, mais leve e nos traga mais momentos de felicidade e demonstrações de força que façam com que nossos adversários tremam quando nos enfrentarem e deixem cravado em nossas almas que o “Vitória é pra quem acredita”.

Amém, igreja?

PS: Fábio Mota ficará ausente por dez dias em virtude de uma viagem à Europa, cumprindo agenda da CBF. No entanto, aproveitando a oportunidade, ele revelou em entrevista coletiva que já tem programada uma agenda própria do Leão. A SAF está vindo e, certamente, o que tem de cardumes de tainha e sereias revoltadas no fundo do mar não está no gibi.

Ps²: Ixipiaporra

 

 

É Rubro-negro de corpo, alma e coração. Além de escritor, Relações Públicas, Consultor de Marketing Digital e Social Media.

Diga aí. Que achou?

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CARTA À NAÇÃO RUBRO-NEGRA – POR EMERSON LEANDRO SILVA

Mais uma vez, no início de mais uma temporada, eu me dirijo à imensa nação rubro-negra, apaixonada pelo único time baiano da Série de elite do Brasileirão…

No ano passado, eu disse e previ que seria uma temporada desgastante e que nosso amor ao Leão seria posto à prova. É claro que torcia silenciosamente para que não estivesse tão certo e em um nível de dramaticidade que testou nossos corações em um grau absurdo como foi o ano passado. Fomos eliminados em tudo e, de maneira vexatória, algumas vezes.

Mas, felizmente, isso passou e estamos aqui, de pé e mais vivos do que nunca.

A temporada que está prestes a iniciar será diferente. Me adianto em dizer que o motivo não é porque “não tem como ser pior do que foi o ano passado”, mas sim porque nossa diretoria mostrou evidentes evoluções na gestão do clube. A reeleição de Fábio Mota, com um resultado esmagador, não surpreendeu ninguém e, se me permite a opinião, acredito que tenha sido a melhor escolha para o Vitória.

A FORÇA DE ONDE VEM

Além da torcida, com seu amor e fé inabaláveis, que carregou sozinha um time com claras deficiências e os fez jogar mais com a alma do que com a técnica, nossa força vem do entendimento de nossas limitações, sobretudo financeiras. Renovamos os vínculos com Jair Ventura, Baralhas e Eric, e lucramos com a saída de Halter. Contratamos Caíque, volante brigador, Mateuzinho, o lateral destaque da Série B, e trouxemos duas grandes apostas para a zaga.

A confirmação da não renovação de Gustavo Vieira, com a chegada de Sérgio Papellin, são ações que delineiam uma postura assertiva que, penso eu, tem tudo para nos render bons frutos. Digo isso por conta da carreira exitosa do dirigente à frente do Fortaleza e do atual planejamento da diretoria, que entendeu que não há como, nos moldes atuais do calendário esportivo no Brasil, competir em alto nível em cinco competições simultâneas, como tentamos no ano passado.

Este ano, o Vitória disputará o Baianão e a Copa do Nordeste com um time alternativo, mesclando jogadores da Fábrica de Talentos e atletas que não tiveram grande minutagem na temporada passada. Ao mesmo tempo em que permite que nomes como Rubén Rodrigues, Enzo Lopes, Jamerson, Rubén Ismael e Kike Saverio nos mostrem se podem ser úteis este ano, descansa nossa equipe principal e dá protagonismo à nossa histórica divisão de base.

Essas ações são o que está em nossos sonhos? Não, é claro. Mas o torcedor do Vitória que ainda não entendeu que a melhor chance que temos para competir em um campeonato tão desigual financeiramente é contratar com base em nosso setor de scout e apostar em um time muito mais reativo, com perfil de “guerreirinhos”, como tem defendido Fábio Mota em entrevistas, está tentando se iludir.

Eu vou além. Nenhuma dessas medidas que acabo de listar são garantias de que teremos uma temporada tranquila ou que seremos a sensação do campeonato. Mas, certamente, representam ações alinhadas com os objetivos ambiciosos que possuímos, com a paciência, a disciplina e o senso de realidade que precisamos ter. “Ah, e o Mirassol, que bateu de frente com os grandes e não tem dinheiro, o que você diz?” O que digo sempre que fazem esse tipo de comparação é, na verdade, outra pergunta. “Quantas competições o Mirassol disputou na temporada passada?” Apenas o Brasileirão.

É óbvio que isso não diminui a histórica campanha do time paulista, mas o contexto deles é diferente do nosso. Na verdade, este ano, que eles terão a chance de viver Libertadores, Paulistão, Copa do Brasil e Brasileirão, é que iremos tirar a prova dos nove de seu desempenho ante este calendário insano que vivemos. O olhar estratégico de nossa diretoria, graças aos erros e experiências da última temporada, fechou um novo patrocínio que bancará voos fretados para viajarmos e disputar as partidas do Brasileirão em sedes mais longínquas.

No final das contas, Nação, cada uma dessas medidas, somadas à apresentação da nova política para o Sócio Torcedor, é uma convocação a todos nós para, mais uma vez, contribuir para que esta temporada seja, ao menos, mais leve e nos traga mais momentos de felicidade e demonstrações de força que façam com que nossos adversários tremam quando nos enfrentarem e deixem cravado em nossas almas que o “Vitória é pra quem acredita”.

Amém, igreja?

PS: Fábio Mota ficará ausente por dez dias em virtude de uma viagem à Europa, cumprindo agenda da CBF. No entanto, aproveitando a oportunidade, ele revelou em entrevista coletiva que já tem programada uma agenda própria do Leão. A SAF está vindo e, certamente, o que tem de cardumes de tainha e sereias revoltadas no fundo do mar não está no gibi.

Ps²: Ixipiaporra

 

 

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